Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)

BOA VIAGEM, TORRES

Enviado em 9/02/10 às 0h20min por Ailton Medeiros

O jornal “Tribuna do Norte” desta terça-feira revela que o engenheiro Roberto Torres, dono CTE Engenharia, pensa seriamente em ir embora de Natal porque a prefeita proibiu a construção de espigões em Ponta Negra.

Não diga? Bom, pela qualidade e feiúra dos prédios que a CTE construiu até agora na Taba, o engenheiro já vai tarde.

Boa viagem, Torres!

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.


VIDA NA CIDADE

Enviado em 8/02/10 às 22h13min por Ailton Medeiros

Os leitores  deste blog sabem do meu fascínio por Paris, Rio, Nova York e João Pessoa. Sempre fui fascinado pela vida urbana. Criança, brigava com minha mãe para não passar os fins de semana na fazenda de um tio-avô. Achava um tédio. 

Pois bem, o jornal argentino ”Clarin” publicou uma entrevista com o cantor Caetano Veloso. Parece que temos alguma coisa em comum: Confiram:

“Sou urbano. Nasci e cresci em uma cidade pequena, mas cidade-cidade: tenho uma consciência totalmente urbana, uma noção muito clara da linha que separa a cidade do campo. Muitas cidades nos Estados Unidos não me agradam porque não produzem essa sensação de que se está dentro: são estradas abertas com casas que não parecem estar interligadas. Buenos Aires, Madri, Santo Amaro, Paris, Nova Iorque, São Paulo, Rio de Janeiro. Essas cidades têm o que me alegra ao ouvir a palavra ‘cidade’ (e não Los Angeles, Brasília, Tucson ou Phoenix).”


LIÇÃO DE MESTRE

Enviado em 8/02/10 às 22h03min por Ailton Medeiros

Por Ronaldo Sindermann

Fiquei chocado com que li de um articulista cientificamente preparado, mas sob minha ótica um retrógado como professor, pois proclama que nunca aprendeu nada com alunos: “Não. Alunos nunca me ensinaram nada. Absolutamente nada!”.

E os professores que profetizam terem aprendido alguma coisa com alunos foram tachados de infantis mentalmente, inimputáveis, impublicáveis e de ignorantes convictos.

Felizmente, nos dias de hoje este tipo de professor esta desaparecendo das salas de aula, dando lugar ao profissional que respeita o saber e o conhecimento de seus alunos, cujas experiências são aproveitadas para discutir, formando pessoas pensantes, críticos e perceptivos de injustiças, ou seja, adultos de verdade.

Aprendi com meus mestres e muitas vezes com colegas ou colaboradores das instituições de ensino por onde estudei que ensinar é respeitar saberes, não se admitindo o individualismo ou professores inimigos de alunos, que não dão espaço ao diálogo e a interação, faltando com respeito com aqueles que estão na busca do saber.

Neste sentido o emérito professor Moacir Gadotti em sua obra Educação e Poder, chega ao o âmago da questão de maneira clara para o leitor: “O educador deve por em prática o diálogo, não deve colocar-se na posição de detentor do saber, deve antes, colocar-se na posição de quem não sabe tudo, reconhecendo que mesmo um analfabeto é portador do conhecimento mais importante: o da vida”.

Assim, entendo que cada vez mais o professor tem o dever de ser artífice da compreensão, transformador de informações e aprendiz nos conhecimentos dos seus alunos. Pois desta forte relação às interações que são muitas vezes diárias, onde cada um á sua maneira contribui, recebendo o apoio necessário do outro para se desenvolver e aprender, fortalecendo os laços de amizade e lealdade no progresso pessoal de ambos.

Uma prova disso é a boa lembrança que guardo da figura dos meus mestres, como muitos de vocês com certeza guardam.
Constantino, Maria Eunice, Simone, Cardona, Dilamar, Antoninho, Dileta, Mainar, entre tantos, obrigado.
Sem vocês eu nada seria.


CRÔNICA DE UMA IMPORTALIDADE ANUNCIADA

Enviado em 7/02/10 às 13h57min por Ailton Medeiros

Um texto divertido, como sempre, do dramaturgo, jornalista e craque das palavras  Sérgio Roveri sobre a imortalidade humana.  Confiram:

A capa deste mês da revista Super Interessante traz uma manchete de um otimismo assustador. Aplicado na foto de um garoto, surge o título “Ele Pode ser Imortal”. Embaixo, a explicação: em 50 anos é possível que ninguém mais morra de velhice. A ciência está preparando um arsenal de drogas e tecnologia que permitem manter você vivo para sempre. E com o corpo que sempre quis.

Eu teria ficado bem menos preocupado se a manchete da revista fosse: Confirmado o Fim do Mundo para 2012. Não consigo imaginar uma civilização capaz de extinguir a idéia da morte – ou sua existência, como propõe a revista. Este tipo de previsão só não me deixa mais alarmado porque eu tenho certeza de que, se tudo der certo, em 50 anos eu já estarei morto, enterrado e esquecido. E digo isso com muita alegria e um alívio maior ainda. Eu creio que só existe uma coisa pior do que a morte: é não morrer. Por mais otimista que eu esteja, e mesmo naqueles dias de alegria intensa e absoluta, me anima a ideia de que um dia as coisas vão terminar para mim e que a gente vai poder ir embora, sabe-se lá para onde. É sério.

Falo isso sem qualquer traço de morbidez ou depressão: tenho certeza de que um dia vai ser muito bom levantar acampamento deste planeta, mesmo sem saber se existe alguma coisa do lado de lá. Eu não gostaria que a ciência nos transformasse numa legião de Nosferatu: gente vivendo até os 200 anos de idade só para dizer que agora tudo é uma bosta e que bom mesmo era no tempo da juventude. Porque é isso que iremos fazer, tenho certeza. Reclamaremos destes anos extras como almas ranzinzas aprisionadas em corpos plastificados. Não sei como será o ser humano sem a ideia da finitude.

Penso que continuaremos a morrer de acidentes aéreos, de desastres naturais, vítimas da violência urbana e outras dezenas de causas que seguramente surgirão. E tenho certeza, também, de que nos mataremos muito mais: aposto que, aos 120 anos, por exemplo, não agüentaremos uma nova desilusão amorosa e vamos nos atirar do primeiro prédio que encontrarmos com as janelas abertas. Porque eu acho que não fomos programados para tanta vida. Sei que odiamos a ideia da morte, da nossa e a dos nossos entes queridos. Mas odiaremos muito mais a ideia de que viveremos para sempre ao lado dos nossos entes a quem o tempo se encarregará de tornar menos queridos a cada década: a imortalidade é uma prisão que nós não merecemos.

Não sabemos de onde viemos, para onde vamos e nem o que estamos fazendo aqui. E agora vem a ciência disposta a acabar com a única certeza que a gente tem nesta vida: a de que vamos morrer.


ABAIXO A PATRULHA

Enviado em 7/02/10 às 12h27min por Ailton Medeiros

Luiz Carlos Barreto é produtor cinematográfico de grandes sucessos como “Dona Flor e seus Dois Maridos”, “O que É Isso, Companheiro?” e mais recentemente “Lula, o Filho do Brasil”.

Há seis semanas em cartaz, o filme já foi visto por 800 mil pessoas. “Lula, o Filho do Brasil”, conta a trajetória do presidente brasileiro, de Garanhuns onde nasceu, até se tornar líder sindical em São Paulo, nos anos 1980. Em artigo publicado neste domingo na “Folha”, Barretão critica o patrulhamento ideológico em torno do filme. Vale a pena ler. Confiram:

 Abertura do Festival de Brasília, 17/11/09, primeira exibição pública de “Lula, o Filho do Brasil”. Enquanto o filme se desenrolava na tela, já estava em curso o massacre político promovido por um exército de escribas, comentaristas políticos, colunistas sociais improvisados, ex-militantes políticos de aluguel, cientistas políticos de plantão convocados a se manifestar apenas do ponto de vista especulativo sobre seu potencial político-eleitoral, afirmando que a eleição presidencial de 2010 seria decidida a partir da força emocional do filme.

Além da ingenuidade infantil dessa tese (ou de sua má-fé?), o que eles questionavam era o nosso direito de fazer um filme sobre o assunto que escolhemos. Pode-se fazer filmes sobre Bush, Berlusconi ou Mitterrand pelo mundo afora, como tem acontecido. Pode-se fazer filmes sobre Getúlio, Juscelino, Tancredo, Jânio ou o empresário Boilesen. Mas sobre Luiz Inácio da Silva, não.

Há os que viram (mais de 800 mil pessoas), os que não viram ainda e os que viram, mas não quiseram ver o filme como um filme com todos os seus méritos e valores cinematográficos, como testemunharam e assinaram embaixo Ziraldo (”Uma história bem contada e bem filmada.

Impossível não se comover”), Zuenir Ventura (”O filme mexe com a emoção e vai inundar os cinemas de lágrimas”) e Cacá Diegues (”A história de vida que esse filme conta com muita emoção nos ajuda a compreender melhor o valor da democracia, do direito de todos à liberdade e oportunidade”).

Falar dos méritos e eventuais deficiências desse filme de Fábio Barreto era uma obrigação dos críticos, e é claro que todo mundo tem direito de externar sua opinião, de gostar ou não gostar do filme que viu.

Mas, de tudo que li, poucos tiveram a honestidade intelectual e profissional de criticar o filme como uma obra cinematográfica, escolhendo contestar o direito que qualquer cineasta tem de fazer um filme sobre o assunto que bem entender. A maioria dos que escreveram sobre “Lula, o Filho do Brasil” preferiu este último caminho elitista, censor e autoritário.

Esse processo revela o espírito “patrulheiro” que ainda resta no Brasil como sequela do período autoritário da ditadura militar, quando Cacá Diegues denunciou as patrulhas ideológicas. O espanto é que, em pleno regime democrático que o Brasil vive e respira, haja lugar para esses procedimentos e expedientes antidemocráticos.

A democracia não é o regime que deve silenciar aqueles com os quais não concordamos, eliminá-los ou evitar que eles se manifestem. Na democracia, quando não estamos de acordo com alguma ideia que nos incomoda, produzimos a nossa para que haja um confronto livre entre as duas e a população possa escolher a sua alternativa. Mas os nossos detratores preferiram contestar nosso direito de realizar o filme, manifestando seu desejo antidemocrático de que esse filme jamais fosse feito ou exibido.

Toda a engenharia financeira foi montada às claras e de forma transparente. Desde a partida, decidimos não utilizar nenhuma forma de renúncia fiscal nem buscar o aporte de empresas estatais. Mesmo assim, levantaram-se dúvidas e insinuações de que estávamos utilizando recursos incentivados, acusações que serviam e serviram para provocar antipatia ética pelo filme, pondo em segundo plano suas qualidades cinematográficas.

Agora estamos reformulando algumas estratégias do lançamento comercial, que está iniciando sua sexta semana e já acumula mais de 800 mil espectadores, e sabemos que ainda resta muito chão pela frente, seja no sistema convencional de exibição em salas, seja no sistema alternativo de exibição, que vai levar o filme a uma grande parte de 90% dos municípios do Brasil que não têm cinema.

É lá no Brasil profundo, a preços populares e condizentes com o poder aquisitivo dessas populações, que iremos atingir o público alvo do filme: os Silvas deste país, que precisam e querem conhecer o exemplo de força, persistência e superação de Dona Lindu e seus oito filhos, exemplo que vai correr o mundo em telas de cinema, TV aberta, cabo, DVD e internet.

Nesse sentido, já temos estreias marcadas na Argentina, no Chile, no Uruguai e no Paraguai ainda neste primeiro semestre de 2010, e na Colômbia, no Peru, na Venezuela, no Equador, na Bolívia e no México no segundo semestre de 2010.

Qualquer mudança nessa trajetória do nosso pau de arara cinematográfico, informaremos, na certeza de que não vamos influir nas eleições de nenhum outro país. Queremos apenas ter o direito de contar e ver acompanhada pelo público uma história que julgamos relevante para a consolidação da autoestima de nosso povo, para a consolidação de nossa democracia e para o progresso do cinema brasileiro como um todo.


MAIS UMA DOSE

Enviado em 6/02/10 às 14h44min por Ailton Medeiros

O jornalista Vicente Serejo é tido como um dos maiores intelectuais do Rio Grande do Norte. 

Cronista, membro da Academia Norte-riograndense de Letras e dono de uma biblioteca com mais de 100 mil livros, ele tem uma coluna diária no ”Jornal de Hoje” chamada Cena Urbana onde costuma bajular os maganos da Taba.

Na coluna de ontem ele escreveu:

“Anotem: o novo charme do economista Alexandre Firmino é preparar, com perfeição de um mestre, um Dry Martini. Não dispensa o vermute Noily Prat e um bom gim inglês”.

Firmino, para quem não associa o santo ao milagre, é marido de Lina Vieira, a ex-secretária nacional da Receita.

E imaginar que essa era a bebida preferida do diretor espanhol Luis Buñuel e do escritor americano Dashiell Hammett?

No romance “O falcão maltês”, de Hammett, há uma passagem curiosa que gostaria que vocês lessem com muita atenção e depois comentassem. É a seguinte:

“Segurando a mão de Spade, o gordo virou-se, postou-se ao lado do detetive, pôs a mão sobre o ombro dele e guiou-o sobre um tapete verde, rumo a uma cadeira estofada verde, junto a uma mesa que tinha um sifão, alguns copos e uma garrafa de whisky Johnnie Walker em uma bandeja, uma caixa de charutos – Coronas del Ritz -, dois jornais e uma caixinha feita de pedra-sabão, lisa e amarela.

Spade sentou-se na cadeira verde. O gordo começou a encher dois copos com a garrafa e o sifão…

“Começamos bem, senhor”, ronronou o gordo,virando-se com um copo na mão, que ofereceu para Spade. “Não confio em um homem que não bebe à vontade. Se ele precisar tomar cuidado para não beber demais, é porque não se pode confiar nele quando bebe.”


ENCONTROS NO RIO

Enviado em 6/02/10 às 12h43min por Ailton Medeiros

Ocimar Damásio que passa o fim de semana no Rio com seus irmãos (Osni e Oberdan) se apaixonou pela Modern Sound, misto de loja de CD, DVD e cervejaria que fica na Barata Ribeiro, em Copacabana.

A festa aumentou depois que ele descobriu agora há pouco que o trompetista do Samba Jazz Trio que toca lá quase todo santo dia, Carlton Sales, morou em Natal e foi baterista do Impacto Cinco durante doze anos.

Na capital potiguar o músico era conhecido por Neguinho.


NOVO JORNAL

Enviado em 6/02/10 às 12h19min por Ailton Medeiros

Adriano de Souza deixou a redação do “Novo Jornal”. Grande perda, sem dúvida. Adriano é como o poema Traduzir-se, de Ferreira Gullar:  uma parte de dele é permanente, outra parte se sabe de repente.

A propósito, quero elogiar o editor do jornal pelo tratamento jornalísitico que deu ao assalto no Pizzato Praia Hotel. O título da reportagem, “Golpe de mestre”,  é cada vez mais raro no jornalismo potiguar.

Merece registro também o uso correto do verbo recuar  para explicar a decisão da prefeita Micarla de Sousa com relação aos espigões de Ponta Negra.

A maioria dos jornais usa um certo “voltar atrás” que francamente não entendo.  Ora, toda volta supõe um recuo, não é mesmo? É impossível alguém recuar para a frente, ou avançar para atrás, até mesmo em Mossoró onde tudo é possível.

O ”Novo Jornal” optou pela forma correta: “A prefeita recuou”. Pronto.

Escrever exige clareza. Um estilista famoso ensinou: quando for escrever que em tal lugar está chovendo, escreva apenas chove. Todos entenderão.   

Parabéns ao editor do “Novo Jornal”!


HOLLYWOOD TROPICAL

Enviado em 6/02/10 às 10h09min por Ailton Medeiros

O Rio é uma festa. De estrelas.

O ator Leonardo DiCaprio, e as cantoras Beyoncé, Madonna e Alicia Keys vão passar o carnaval na cidade maravilhosa.

Todos hóspedes do Hotel Fasano, em Ipanema.


PEIXADA SÓ NO NOME

Enviado em 6/02/10 às 9h33min por Ailton Medeiros

Em Natal serviço público é aquele que faz falta ao público. Os clientes do restaurante Peixada da Comadre, de Ponta Negra, que o digam.

Ontem, na hora do almoço, quem foi lá comer o delicioso peixe ficou só na vontade. É que o gerente, acreditem, esqueceu de comprar o produto.

A casa estava completamente lotada de natalenses e turistas que sairam de lá irritados.

Sacanagem!


COM A BARRIGA CHEIA, MAS SEMPRE RECLAMANDO

Enviado em 6/02/10 às 8h35min por Ailton Medeiros

Mesmo com hotéis, restaurantes e bares lotados, os empresários potiguares do setor turístico não param de chorar.

Ruy Gaspar, diretor do Ocean Palace, reclama da alta temporada em entrevista ao jornal “Tribuna do Norte”. Seu hotel fechou janeiro com 91% de ocupação. É mesmo?

Pois bem, um amigo desta escriba não conseguiu se hospedar lá coma a família nesses dias por falta de vagas. É melhor contar outra, Ruy!


TUCANO QUER INVESTIDORES LONGE DO BRASIL

Enviado em 5/02/10 às 12h59min por Ailton Medeiros

A oposição não se conforma com o sucesso do Brasil.

Presidente do Banco Central no governo FHC, Armínio Fraga anda espinafrando o país em palestras no exterior.

Fraga é chairman da BMF & Bovespa. É mole ou quer mais?

Sobre o assunto, veja o que publicou a Bloomberg (vai em inglês mesmo):

Por Veronica Navarro Espinosa

Brazil’s infrastructure is in “terrible shape” and the country isn’t saving and investing enough, holding back growth in Latin America’s biggest economy, said former central bank President Arminio Fraga.

Fraga, who is now chairman of the BM&FBovespa SA exchange, said he’s concerned that foreign investors “think Brazil is perfect,” which may create overconfidence in the country.

That perception is “not good for us,” Fraga, 52, said at a conference organized by the Brazilian-American Chamber of Commerce in New York. “We’re definitely not anywhere near that. It’s not very healthy to breed this sort of hubris.”

Nobel Prize-winning economist Paul Krugman said in December investors were “loving” Brazil too much and that he planned to sell some of his investments in the country on concern that asset prices were overvalued. Brazil’s stocks and currency have tumbled this year after surging in 2009 as Latin America’s biggest economy rebounded from its first recession since 2003.

The benchmark Bovespa stock index is down 6.8 percent in 2010 after gaining 83 percent last year. The real, whose 33 percent rally against the dollar in 2009 made it the best performer among the 16 most-traded currencies, has slumped 7.1 percent this year.

‘Barriers To Growth’

The economy has the potential to grow as much as 7 percent a year “if some things were to be done,” said Fraga, who managed money for billionaire investor George Soros before becoming central bank president. Brazil’s highest annual growth rate this decade was 6.1 percent in 2007. Economists forecast an expansion of 4.75 percent this year after growth of 0.15 percent in 2009, according to the median estimates in Bloomberg surveys.

“We still have serious barriers to growth,” said Fraga. “I have a particular concern with infrastructure, which is in terrible shape. We’ve not been keeping up with new needs, not even with maintenance.”

Brazilian infrastructure projects may require as much as 160 billion reais ($85 billion) in financing in the next decade as the country expands transportation and boosts energy production, Ricardo Flores, vice president for credit at state- run Banco do Brasil SA said in a Feb. 1 interview in Sao Paulo.

Infrastructure projects are luring investors as the country prepares for the World Cup in 2014 and the Olympics in 2016, Flores said. Offshore oilfield discoveries and a government program to expand housing will also help drive infrastructure spending, he said.

Brasilia-based Banco do Brasil, Latin America’s biggest bank, estimates World Cup-related projects will require 99 billion reais in financing. That includes 4.6 billion reais for stadiums, 86 billion reais for subways, 8 billion reais for railroads and 400 million reais for the hospitality sector.

Brazilian Cabinet Chief Dilma Rousseff said Jan. 13 the country will spend 19.5 billion reais to improve infrastructure and prepare for the World Cup.


SARCÁSTICA SEM PERDER A DOÇURA

Enviado em 5/02/10 às 3h37min por Ailton Medeiros

Adoro o sarcasmo de Lily Allen, uma das estrelas mais reluzentes do atual pop britânico. ”The Fear” pode ser creditado como um dos grandes destaques de 2009. A doçura irônica que ela emprega nessa canção é impressionante de belo:

Life’s about film stars and less about mothers 
It’s all about fast cars and cussing each other 
But it doesn’t matter cause I’m packing plastic 
And that’s what makes my life so fucking fantastic

Confiram:


TOTALMENTE DEMAIS

Enviado em 4/02/10 às 15h45min por Ailton Medeiros

Ancelmo Góis informa em sua coluna desta quinta que Caetano Veloso apareceu sozinho, terça à noite, no Centro Cultural Carioca, na Lapa, para assistir a apresentação da cantora potiguar Roberta Sá.

“Ele aplaudiu muito, cumprimentou a jovem cantora no fim e saiu como chegou, sozinho”, escreveu o colunista de “O Globo”.

Roberta é totalmente demais.


PARABÉNS AO POVO DE NATAL

Enviado em 4/02/10 às 14h04min por Ailton Medeiros

Micarla de Sousa cedeu a pressão popular e anulou a licença concedida pela Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) para retomada da construção do empreendimento Home Service Villa del Sol, em Ponta Negra.

A prefeita também revogou o decreto do ex-prefeito Carlos Eduardo “Motosserra” Alves que determinava a revisão das licenças. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira.

Cidadania é isso!

Parabéns ao movimento popular e a Micarla de Sousa que ouviu o barulho da rua!

A luta continua!


JESUS COMO ELAS GOSTAM

Enviado em 3/02/10 às 10h10min por Ailton Medeiros

Com o fim do namoro com a cantora Madonna (ou será boato?), só resta a Jesus Luz aproveitar a noite carioca.

Semana passada o modelo estava na boate Londra, em Ipanema, com minha amiga Marta Serrat.

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PREPOTÊNCIA E VAIDADE

Enviado em 3/02/10 às 9h30min por Ailton Medeiros

Ruy Castro escreve sobre a prepotência e vaidade dos arquitetos na “Folha” desta quarta-feira a partir da enquete qual é o prédio mais feio do Rio que este blog adaptou para a Taba. Confiram:

No meio de tanta beleza arquitetônica, volta e meia surge no Rio uma enquete perguntando qual é o prédio mais feio da cidade. Vários costumam ser citados, mas o favorito não paga dez: é a Catedral Metropolitana, na avenida Chile, desde 1976 colada aos Arcos da Lapa. Vista de fora, lembra um balde emborcado, um escorredor de macarrão ou uma usina nuclear. As descrições variam, mas a sensação de horror é constante.

Minha principal ojeriza ao monstro é que ele acanalhou os Arcos, que, na sua inauguração como aqueduto, em 1744, deram de beber ao Rio e, com seus modestos 17 m, eram a maior construção das Américas, da altura de um prédio de cinco andares. Mas a arcaria de pedra e cal ficou nanica ao lado dos bufos, estapafúrdios 96 m da Catedral, equivalentes a um prédio de 32 andares. Aonde chegam a vaidade e a prepotência de um arquiteto?

O entorno dos Arcos, compreendendo o casario da Lapa, o convento de Santo Antonio e o morro de Santa Teresa -tudo parte do patrimônio histórico da cidade-, parece o alvo preferencial dos megalôs. Ali já estão a sede da Petrobras (sempre citada em segundo na eleição do prédio mais feio), o prédio do BNDES e a vastidão inóspita, hostil, estilo Brasília, da avenida Chile.

O ataque ao patrimônio recrudesceu por esses dias com a ameaça de construção de mais dois espigões na área: um anexo de 14 andares ao BNDES e a nova sede da Eletrobrás, com seus 44 andares. Isso numa cidade cheia de espaços, como a avenida Presidente Vargas, aberta nos anos 1940 para receber esse tipo de construção, e a zona portuária, que implora por empreendimentos.

Algumas pessoas que respeito e, bem sei, amam o Rio, têm seus argumentos para defender os espigões. Mas sou careta, gosto de prédios na escala humana, e ainda não me convenceram.


EFEITO SENSUS

Enviado em 3/02/10 às 8h54min por Ailton Medeiros

O crescimento de Dilma e os 81% de aprovação ao governo Lula estão causando urticária na oposição.

Veja a pérola que César Maia escreveu em seu ex-Blog:

“Quando se avalia Lula, apenas 5,8% dizem que seu governo é Ruim+Péssimo. Mas quando a pergunta é se poderiam votar em candidato de Lula, 16% dizem que não votariam de jeito nenhum. Essa é a rejeição verdadeira a Lula”.

Só pode ser o efeito Sensus.


FEIÚRA POTIGUAR

Enviado em 2/02/10 às 13h11min por Ailton Medeiros

Qual é o prédio mais feio de Natal? Alguns exemplos enviados por leitores deste blog:

O muro da vergonha executado pela Capuche, em Ponta Negra

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Este fica em Neópolis, nas proximidades da BR 101

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Esta legião de espigões estão situados  em Capim Macio:

capim1

Olha que coisa feia

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O horror, o horror!

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A ONDA

Enviado em 2/02/10 às 12h39min por Ailton Medeiros

Mais dois exemplos de plágio na música brasileira: Quinteto Violado e Roberto Carlos. Colaboração do leitor Carlos Augusto M. Costa:

Paladin - Charge!

Capa original do Quinteto

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A DEMOCRACIA À DERIVA

Enviado em 2/02/10 às 11h18min por Ailton Medeiros

O PIG vai acabar considerando o fator “opinião própria” um risco para a democracia brasileira.

Na pesquisa CNT/Sensus, 55,5% disseram que escolhem seus candidatos a presidente da República por conta própria, ou seja, sem levar em contar o que diz ou deixa de dizer jornais e a televisão. Em 1998 o índice era de 1%.

Confiram os dados da pesquisa:

O que Sr (a) leva mais em conta na hora de escolher o Presidente da República:

1) A Conversa com amigos e familiares (14,2%.)

2) A opinião do padre, do pastor ou de outro líder religioso (2,2%.)

3) O que você ouve no rádio (2,5%)

4) O que você vê na televisão (13,8%)

5) O que sai nos jornais (3,9%)

6) A propaganda eleitoral gratuíta (6,3%)

7) Opinião própria (55.5%)


O MELHOR PLÁGIO DA ÚLTIMA SEMANA

Enviado em 2/02/10 às 10h15min por Ailton Medeiros

O leitor Marcelo Morais revela outro plágio dos Titãs.

A capa do álbum  As 10 Mais da banda brasileira, lançado em 1999, é uma cópia do primeiro disco do Oasis, Definitely Maybe, que é de 1994.

Que coisa feia!

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