Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)
O VATICANO INFORMA

O PAPA NÃO É POP

Enviado em 5/07/08 às 13h02min por Ailton Medeiros

Bocós andaram escrevendo umas besteiras sobre os chapéus, óculos e sapatos do papa Bento XVI, a quem eu dedico todo o meu respeito pela cultura e pela decência.

Há quinze dias o jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano” desmentiu os rumores que circulavam há três anos que Bento XVI vestisse Prada. Já seus célebres mocassins de couro são vermelhos não por vaidade, mas para cumprir um simbolismo - em honra ao sangue dos mártires católicos.

Esta semana “Veja” traz uma reportagem de Vanessa Vieira abordando o assunto.

Confiram:

O papa Bento XVI está longe de ter o carisma de seu antecessor no trono de Pedro, mas sobressai pelo guarda-roupa. Os chapéus, gorros e sapatos vermelhos, assim como os óculos escuros, chegaram a lhe valer um posto na galeria dos homens “que melhor sabem combinar os acessórios no vestuário”, numa tirada maldosa da revista americana Esquire. Espalhou-se também o boato de que os rubros sapatos papais seriam da badalada marca italiana Prada, o que foi desmentido pelo Vaticano.

Os acessórios usados pelo papa, na verdade, não guardam nenhuma relação com a moda nem representam uma opção estética. Eles estão carregados de significado religioso. São peças adotadas por pontífices do passado, resgatadas por Bento XVI como uma forma de recuperar a tradição da Igreja e, desse modo, reconectar a instituição à sua história milenar.

“Mais do que qualquer outro papa da história recente, ele tem um profundo interesse nos trajes litúrgicos e não-litúrgicos que haviam sido abandonados”, disse a VEJA o padre Keith Pecklers, professor de história litúrgica da Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

“Isso sugere seu desejo de retomar elementos que ele acredita terem sido perdidos depois das reformas do Concílio Vaticano II.”

CACCIOLA VEM AÍ, CORRAM

E AGORA JOSÉ

Enviado em 4/07/08 às 18h45min por Ailton Medeiros

E agora José?

Lembram quando a grande mídia dizia que o governo, em especial Tarso Genro, era tão incompetente que não conseguiria trazer o Salvadore Cacciola de volta ao Brasil?

Pois é.

O príncipe Albert II, do principado de Mônaco, concedeu a extradição do ex-banqueiro que deverá chegar ao país sexta-feira, 11.

Muita gente, principalmente os tucanos, vai precisar de calmante para dormir nos próximos dias.

Ai vão algumas sugestões de ótimos calmantes:

Brozepax, Calmociteno, Diazepam, Dienpax, Frisium, Frontal, Kiatrium, Lexotan, Lexpiride, Limbitrol, Lorax, Lorium, Olcadil, Psicosedin, Somalium, Tensil, Tranxilene, Urbanil.

EI SEU MOÇO DO DISCO VOADOR

ME LEVA COM VOCÊ

Enviado em 4/07/08 às 16h50min por Ailton Medeiros

O leitor Saulo de Tarso, se eu não estiver equivocado trata-se de um velho conhecido, envia um comentário que publico no espaço do leitor. Aqui vai minha resposta:

Caro Saulo, me desculpe, mas vou discordar de você com fatos. A Gama Filho, aquela faculdade vagabunda do Rio de Janeiro instalada na avenida Roberto Freire, por exemplo, trouxe diversos problemas para Ponta Negra, muito mais do que o Deck, mas seus donos nunca foram incomodados. Por quê?

Tenho autoridade para falar do assunto, moro pertinho dali. Depois das 19 horas é quase impossível transitar pelo lugar. Como não há estacionamento, os carros quase sempre ficam estacionados na rua ou em cima das calçadas. Um caos.

O que dizer então da UnP da Salgado Filho? E o Carnatal que paralisa uma das mais valorizadas regiões da cidade durante uma semana, obrigando até estabelecimentos comerciais fecharem suas portas? Isso sem falar do barulho infernal. Ou você vai me convencer de que aquele ruído (aquilo pra mim não é música) emitido dos trios elétricos é “música ambiente”?

Frequento o Deck há mais de 3 anos, hoje, sem nenhum exagero, o único bar decente de Ponta Negra, o que significa dizer que lá não vai puta, gringo ou traficante. E a música é ambiente. O problema dessa cidade é a inveja, aqui ninguém tolera o sucesso das pessoas honestas e decentes.

Em compensação, os bandidos deitam e rolam.

Poderia ilustrar esse artigo com vários exemplos, mas não adianta, perdi o bonde e a esperança. Volto pálido para casa.

Em “Fantasma sai de cena”, livro mais recente do escritor americano Philip Roth (que estou lendo), uma personagem, Amy Bellette, diz que a antigamente as pessoas usavam a literatura para pensar. Esse tempo passou, infelizmente.

No nosso caso foi pior. Passamos da barbárie à decadência sem conhecer o apogeu.  

A mim só resta pedir: oh! oh! oh! Seu moço! Do disco voador, me leve com você pra onde você for.

Oh! Oh! Oh! Seu Moço! Mas não me deixe aqui, enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí…

LULA É UM PÉ FRIO

QUANTA BOBAGEM

Enviado em 4/07/08 às 15h26min por Ailton Medeiros

LULA E TEVEZ

Beira ao ridículo o que faz a oposição para desqualificar o presidente Lula.

Até bem pouco tempo ela dizia que o bom desempenho econômico do Brasil se devia exclusivamente a sorte do presidente.

Agora mudou.

Hoje em seu ex-Blog, o prefeito do Rio (e primo de José Agripino), César Maia, tenta atribuir a Lula a fama de pé frio.

É que o petista exibiu a camisa do Corinthians e do Fluminense às vésperas da decisão da Copa Brasil e da Libertadores, respectivamente.

Quanta bobagem, de César, claro!

MEU LEMA

EU SOU EU, JACARÉ É UM BICHO

Enviado em 4/07/08 às 14h13min por Ailton Medeiros

Os bocós como Vanessa e João Ninguém não entenderam nada do que escrevi, o que só demonstra seu analfabetismo. Idem Leo Seabra que me parece mais estúpido do que os personagens de Tarantino, o que significa dizer que não adianta alfabetizar essa gente, é preciso também educá-la.

Às vezes penso em mudar o foco deste blog, adoraria ter leitores inteligentes, sensatos e independentes, mas já percebi que minha luta é quase impossível. A barbárie tá tomando conta do mundo e o vulgo, como notou Oscar Wilde, prefere falar de coisas e não de idéias.

Nessas horas me sinto um estrangeiro em minha própria casa.

No caso do Ponto 7, a prefeitura construiu e vendeu os quiosques (embora tenha esquecido os banheiros), mas tudo dentro da lei. Agora o que faz ela? Permite que neguinho chegue lá, instale seu negócio (mesas e cadeiras espalhadas na rua) sem dar satisfação a ninguém, sem até mesmo a famigerada licença ambiental que a Semurb exige dos gregos, mas não dos troianos. 

Como é que fica então a situação dos comerciantes honestos, decentes, que atuam ali conforme a lei?

Um deles, meu amigo, tem 20 empregados com salários variando entre 600 a 1.200 reais por mês, o que não é desprezível para um garçon, por exemplo.

Já disse a ele para acionar na justiça esse maluco de hospício que se acha a encarnação, acreditem, de Carlos Lacerda. O problema é que meu amigo, como a maioria do povo decente desta fazenda, tem medo de sofrer represália, o que me revolta.

A propósito, faz tempo que não vejo o senhor Motosserra Alves na Taba, só o encontro no Rio flanando pelas ruas de Ipanema e Leblon feito um papangu de quinta categoria. Este é o homem que quer, e que considero indecente, para governar o Rio Grande do Norte.

Mas há quem veja nele um salvador da pátria de Cascudo.

O fato desse maluco de hospício apoiar Fátima Bezerra não representa nada para este escriba, como insinua alguns vabagundos, por um motivo simples, não sou petista nem integro a assessoria da deputada, sou apenas amigo dela, como sou de Wober Júnior e Vivaldo Costa, por exemplo.

A diferença é que Ailton Medeiros não se submete as suas sandices, as suas mentiras, as suas jequices, as suas bravatas e a seus objetivos políticos.

Faço questão de ser desigual, para tratar todos de igual para igual.

É da minha natureza. E é bom não duvidar.

Eu sou eu, jacaré é um bicho.

Tenho dito.

CARLOS EDUARDO ALVES

HOMEM INDECENTE

Enviado em 3/07/08 às 17h00min por Ailton Medeiros

CARLOS EDUARDO ALVES

Perdi definitivamente minhas esperanças com o futuro dessa Taba (às vezes sou um bocó, confesso).

Soube agora há pouco que fiscais da Semurb interditaram o Deck de Ponta Negra. O bar emprega cerca de 40 pessoas, paga os impostos em dia e é frequentado por gente decente.

Os fiscais alegam que o bar funciona sem autorização ambiental, o que é um absurdo. Os vendedores ambulantes do Ponto 7, ali na Roberto Freire, não têm essa tal de “autorização ambiental” e nunca foram reprimidos pelos torquemadas da Semurb. Estão lá todos os dias faturando rios de dinheiro vendendo CDs, DVDs piratas e, em alguns casos, até maconha.

Na agência do Banco do Brasil, ali próximo, são tantos os camelôs que é impossível caminhar pela calçada.

Na avenida Genipabu, já em Ponta Negra, o dono de um bar, eleitor confessadamente de Carlos Eduardo e Fátima Bezerra, instalou uma churrasqueira na calçada. Ele, que eu saiba, não tem licença ambiental para assar frango na rua como faz todos os dias.

Ao lado do falso churrasqueiro funciona uma loja da lavanderia Primavera. Roupa com cheiro de linguiça assada, não dá, né? Os moradores da rua, incluindo este civilizado escriba, reclamaram várias vezes à Semurb e nada foi feito.

Na frente do restaurante Bidoca, em Lagoa Nova, funciona uma barraca cujo dono conseguiu um álvara fajuto da prefeitura em troca, segundo ele, do seu voto.

Esses problemas não são exclusividade da zona sul, eles se estendem por toda cidade e a prefeitura não faz nada, nadinha, para resolvê-los. 

Aqui o rigor da lei só existe para as pessoas honestas, o que faz eu, a torcida do ABC e América acreditarem que o crime compensa. Não à toa só os fora-da-lei prosperam nessa terra de Poti.

Querem exemplos?  Leiam as colunas sociais.

Aos decentes como o dono do Deck, só resta latir enquanto a caravana de bandidos passa. 

Prometo voltar ao assunto, com mais furor. Aguardem.

LEI SECA

EU BEBO, SIM

Enviado em 3/07/08 às 15h13min por Ailton Medeiros

Tudo vale a pena, se a alma não é pequena, não é? Aliás, como diz o mesmo Fernando Pessoa, “não sei quantas almas tenho, cada momento mudei. Continuamente me estranho. De tanto ser, só tenho alma. E quem tem alma não tem calma”.

Deve ser por isso que sou apressadinho. Pelo menos é o que dizem as mulheres.

Quando bebo, o que é raro, fico uma flor de pessoa.

Bebo, repito, mas não me embriago. Acho todo bêbado um porre. Esse negócio de que é preciso estar sempre embriagado é coisa de poeta francês.

Bom, mas Baudelaire tinha lá suas razões para pensar que cachaça é água.

“Para não sentir o horrível fardo do Tempo que vos esmaga os ombros e vos dobra para o chão, é preciso que vos embriagueis sem tréguas.

Mas de quê?

De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha.

Mas embriagai-vos.”

As minhas são quase sempre as do crítico americano George Jean Nathan: bebo para tornar os outros interessantes.

Mas eu não quero falar de poesia, mas dessa lei seca que anda aterrorizando motoristas do Brasil inteiro.

Para quem acha que o erro da lei é pecar pelos excessos (“o caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria”, segundo William Blake), eu sugiro a leitura do artigo de Jânio de Freitas hoje na “Folha”.

O título já diz tudo: “A lei bêbeda”.

 “Isso que estão chamando de ‘lei seca’ é seca de inteligência, de fidelidade à Constituição e de respeito aos cidadãos”, escreve o jornalista.

Confiram:

A TV, OS JORNAIS e as rádios estão induzindo a opinião pública a enganos em série, a propósito da lei ilegalmente bêbeda e dos efeitos desatinados que já provocou em sua primeira semana. Como aperitivo: se as polícias não dispõem de detectores de álcool capazes de captar a dosagem que a lei passa a proibir nos motoristas, as tantas centenas de presos e os milhares de incomodados em blitz não o foram em razão da nova lei, mas da antiga. E, outra vez, não por causa da nova lei, mas só por haver, a pretexto da inovação, a fiscalização que nunca houve.

Os números de vítimas fatais do trânsito repassados à opinião pública, fator de apoio à lei bêbeda, são inverdadeiros. Tanto os modestos 35 mil como os 50 mil mais citados, e qualquer outro montante, fariam referência, na melhor hipótese, a mortos no lugar do acidente. Dos 400 ou 500 mil feridos, ou quantos sejam, não é conhecido o número dos que vêm a morrer, por decorrências do acidente, apesar de algum socorro. Nem mesmo o número dos mortos em hospitalização com o registro de acidente de trânsito incorpora-se, como deveria, ao chamados mortos do trânsito.

Muito simples: o Brasil não sabe quantas são as vítimas do trânsito. Os números citados são bastantes para apoiar providências contra tantos acidentes, mas insuficientes para justificar a imprecisão divulgada.

A queda nacional de 25% na venda de bebidas em bares e restaurantes, no fim de semana, não é para ser acreditada. Divulgado em TV e rádio já na terça-feira, o índice teria sido apurado em um só dia, a segunda-feira, em âmbito nacional, pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. Convenhamos que seria um exagero de organização para os nossos bravos “pés-sujos” e pés-limpíssimos.

Mais grave é a impressão difundida de que todos devem se sujeitar ao propalado rigor da nova lei. Muito ao contrário. Isso que estão chamando de “lei seca” é seca de inteligência, de fidelidade à Constituição e de respeito aos cidadãos. A partir deste último despropósito, pode alguém ficar detido por meia hora, uma hora, apesar dos seus compromissos e da correta condição legal, até que desapareça do hálito o mínimo sinal de que ingeriu algum álcool -em xarope contra tosse, em higiene bucal, em um peixe ao vinho branco? Já se soube de alguém -uma criança que seja- com perda de percepção e controle motor por ingerir um ou dois bombons licorados? É possível acreditar que um chope ou uma taça de vinho na refeição seja causa de acidente?

Diante de admissões assim idiotizadas pela nova lei, mas ampliadas pelos meios de comunicação, a muitos têm ocorrido essa constatação definitiva sobre o produto gerado no Congresso: pode-se ser até preso por beber uma taça de vinho ou uma latinha de cerveja no jantar fora, mas a mesma lei não promete aborrecimento a quem dirigir, sem se meter em acidente, depois de consumir cocaína, ecstasy, crack e outros entorpecentes.

A opinião pública não está sendo educada, está submetida a intimidação (o processo considerado educativo nas ditaduras). Nas centenas de pessoas presas a pretexto da nova lei, a regra para a maioria foi, por certo, a submissão a abuso de autoridade. Os relatos policiais não se referem àquelas centenas como causadores de acidentes por uso de álcool. Foram presos por ter ingerido álcool. Vários juristas (na Folha, por exemplo, o professor Luiz Flávio Gomes) e mesmo chefes policiais, como o delegado Tabajara Novazzi, apontam implicações da nova lei contrárias à Constituição, como a produção de provas contra si ou, se recusada, a prisão e outras penalidades. São vozes, porém, que mal chegam como sussurros à opinião pública, subestimadas pelos meios de comunicação em favor da lei bêbeda.

É pouco conhecida, também, a realidade que leva à aprovação de monstrengos no Congresso: está mais do que provado que a grande maioria vota sem sequer saber no que está votando, apenas obediente à direção do líder de bancada, a um pedido de colega ou, como merece ser dito, de araque mesmo. São votações bêbedas de leviandade.

EM CARTAZ

A ARTE DOS JOGOS OLÍMPICOS

Enviado em 3/07/08 às 13h10min por Ailton Medeiros

BERLIM, 1934

Pegando carona nos jogos olímpicos da China, o V&A Museum of Childhood, em Londres, decidiu realizar uma mostra com os pôsteres oficiais do evento, de 1900, em Paris, até as Olimpíadas de 2012, em Londres. 

Um primor.

São mais de 100 cartazes, incluindo trabalhos de Andy Warhol, David Hockney, entre outros. 

Quem não tem dinheiro para ver a exposição em Londres não precisa se desesperar.

Os pôsteres podem ser vistos também na internet, no site francês olymperial.com.

Os cartazes que ilustram a página são de Munique, em 1972 (acima), e de Londres, em 2012 (abaixo).

Ambos lindos.

Para acessá-lo clique aqui.

londres.jpg

CASO VEJA

O GOVERNADOR CRIMINOSO E O PROCURADOR

Enviado em 3/07/08 às 12h08min por Ailton Medeiros

Meus leitores já sabem que Luis Nassif vem escrevendo em seu blog uma série sobre a revista “Veja”.

Ontem o jornalista postou um novo capítulo contando como a revista se aliou ao governador de Rondônia, Ivo Cassol – acusado de inúmeros crimes e desmandos – para cometer um assassinato de reputação contra o procurador federal Reginaldo Trindade que combatia o crime.

O texto começa assim: 

No capítulo O Araponga e o Repórter mostrou-se como Veja não relutou em se associar ao banditismo e ao submundo.
Lá, se contava que a principal fonte da revista - no episódio do vídeo sobre o funcionário dos Correios recebendo propina - foi um empresário que, poucos anos depois, foi flagrado em uma das operações da Polícia Federal. O material fornecido serviu para o lobista afastar concorrentes e o empresário restaurar seu esquema de corrupção - que funcionou sem ser incomodado até a PF estourá-lo.
Esse jogo de alianças espúrias com o submundo não terminou aí. A prática de vender a alma ao diabo em troca de informações e manipulá-las, atropelando princípios básicos de jornalismo, prosseguiu mesmo após a catarse do “mensalão”.
É o que ocorreu no episódio recente, em que Veja se aliou ao governador de Rondônia , Ivo Cassol (sem partido ex-PPS).
No caso do grampeador, nas duas pontas não havia mocinhos. No caso do governador, a revista aceitou deliberadamente assassinar a reputação de um homem da lei, de reputação ilibada, que durante anos, combateu duramente o crime organizado de Rondônia.
Quem é Ivo Cassol, o governador de Rondônia?
Em 2004 foi acusado de comandar um esquema de extração clandestina de diamantes e contrabando de ouro na reserva indígena Roosevelt, dos Cintas-Largas.
Em 2005 foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de ter cometido irregularidades quando prefeito de Rolim de Moura.
Em 2007, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, denunciou-o ao STF (Supremo Tribunal Federal) por compra de votos, formação de quadrilha e coação de testemunhas.
No dia 13 de abril de 2008, reportagem do Fantástico sobre a Operação Titanic, da Polícia Federal, comprometia Cassol até a medula:

“Exclusivo. Você vai conhecer os bastidores da Operação Titanic. A ação da Polícia Federal acompanhou os passos de uma quadrilha que envolveu até um governador de estado no golpe dos carrões importados.
Dentro de um galpão estão dezenas de milhões de reais em forma de carros e motos importados. São super máquinas que chegam a valer R$ 2 milhões no Brasil. Super máquinas subfaturadas.
“30% a 40% menores aos preços de mercado”, diz a procuradora da República (ES) Nádja Machado Botelho.
A Justiça investiga a participação de um governador e do filho e do sobrinho dele na obtenção de facilidades para o esquema.
Nos vídeos e fotografias da investigação a que o Fantástico teve acesso, você vai saber como a Polícia Federal seguiu o filho do governador de Rondônia, Ivo Cassol, durante a chamada Operação Titanic, para desmascarar a quadrilha da sonegação (…).
Adriano se tornou conhecido nacionalmente em 2006, ao ser flagrado agredindo uma mulher depois de uma batida de trânsito. No mesmo ano, a Polícia Federal apreendeu seis carros de luxo que ele havia importado. Uma lancha que ele comprou do megatraficante colombiano Juan Carlos Abadía, capturado em 2007, também foi apreendida”.

Este é Ivo Cassol.

A reportagem armada
No dia 23 de abril de 2008 Cassol já era conhecido nacionalmente, através de reportagem-denúncia de um dos programas de maior audiência da televisão, o Fantástico, divulgado apenas dez dias antes, quando começou seu jogo com a Veja.

A revista denunciava um suposto seqüestro falso de um procurador federal e um funcionário da ONU pelos índios cintas-largas. Segundo a revista, o seqüestro teria sido simulado para dar evidência aos personagens.

Para ler o capítulo na íntegra clique aqui.

PETRÓLEO NO NORDESTE

UMA DESCOBERTA DAS ARÁBIAS

Enviado em 3/07/08 às 11h41min por Ailton Medeiros

A oposição raivosa e os que torcem contra o Brasil vão ter um chilique.  

A Petrobrás está aguardando apenas as conclusões dos estudos para anunciar oficialmente nos próximos dias que o Nordeste tem tudo para se transformar numa Arábia Saudita. 

O poço gigante do pré-sal descoberto recentemente no litoral paulista se estende até a costa litorânea da região. 

As reservas colocarão o Brasil na terceira posição das maiores reservas do mundo.

A produção, porém, só começará em 2012.

 

JORNALISMO

EU USO ÓCULOS

Enviado em 2/07/08 às 18h59min por Ailton Medeiros

Já se vão 15 dias da operação Hígia e nada de Miranda Sá comentar a prisão de Lauro Maia.

O tema de seu artigo desta semana no “Jornal de Hoje” é o exército, o grande baluarte, segundo Miranda, da democracia brasileira.

Miranda com sua cretinice ideológica habitual elogiou os militares que entregaram três jovens aos traficantes do  morro da Mineira. Fico imaginando se entre os rapazes assassinados barbaramente tivesse por acaso um filho de um desses maganos da Taba que o jornalista tanto bajula. 

O que diria Miranda?

Sua “cegueira” me faz lembrar um personagem de uma peça, acho que de autoria do dramaturgo irlandês Samuel Beckett, que usava óculos de cor para ver o mundo sempre colorido.

RUTH CARDOSO

TEATRO DO ABSURDO

Enviado em 2/07/08 às 17h26min por Ailton Medeiros

Foi teatral (bota teatral nisso) ver José Serra lendo um poema de Manuel Bandeira em homenagem a Ruth Cardoso na missa de sétimo dia da ex-primeira dama.

Quase ninguém sabe, mas a idéia, como contou a este Blog um assessor do governador de São Paulo foi, acreditem, do jornalista Reinaldo Azevedo.

Militância é isso aí.

A propósito, sugiro a leitura de “Comportamento nos Velórios”, conto de Julio Cortázar que faz parte do livro ”Histórias de Cronópios e de Famas”.

Li no final dos anos 80, acatando uma sugestão do meu amigo Antonio Carlos, este sim, um fã declarado do escritor argentino.

O conto fala de uma família do bairro Pacífico, em Buenos Aires, cujos integrantes frequentam velórios com a naturalidade de quem vai ao cinema ou a um restaurante.

Leiam, vocês vão se divertir. E entender.

RANKING DA FIFA

SAMBA DO CRIOULO DOIDO

Enviado em 2/07/08 às 16h16min por Ailton Medeiros

O ranking da Fifa parece o samba do crioulo doido.

Quer um exemplo?

Até a semana passada a Argentina que não ganha um título desde a Copa do Mundo de 1986 liderava a lista.

Mas bastou a Espanha que até então não figurava entre as dez melhores seleções do mundo, conquistar a Eurocopa para desbancar os argentinos que agora estão em sexto.

No novo ranking o Brasil que aparecia em segundo caiu para quarto.

Eu, hein?

FABINHO CAXOTADA

QUINZE MINUTOS DE FAMA

Enviado em 2/07/08 às 15h34min por Ailton Medeiros

FABINHO CAXOTADA

O sucesso deste Blog pode ser medido pela quantidade de comentários que recebe.

É gente de várias partes do Brasil (e até do exterior) em busca aqui de seus quinze minutos de fama.

Como o sanfoneiro, cantor e compositor Fabinho Caxotada, “o sanfoneiro maluco do Brasil”.

Fabinho já participou do Globo Esporte, Faustão e é autor do “Forró do Pan”. 

Seu sonho, realizado agora, era aparecer neste Blog.

Os telefones de contatos de Fabinho que mora no Rio de Janeiro são: (21) 7832- 28 41 ou 2573- 7393.

Falar com Laércio.

Viva Fabinho!

UM ANO DE EXISTÊNCIA

PARABÉNS PARA O BLOG

Enviado em 1/07/08 às 20h15min por Ailton Medeiros

Este Blog está completando um ano de vida.

As comemorações começarão sexta-feira (4) e se estenderão durante todo o mês de julho. 

O aniversário é nosso, mas o presente quem ganha é você. Aguarde!

No ar desde o dia 1 de julho de 2007, o Blog recebeu até agora 320 mil visitas.

Os 1.508 artigos postados aqui geraram 5.925 comentários. 

Obrigado a todos. Sucesso se constrói com trabalho, dedicação e independência.

ELEIÇÕES EM NATAL

POR FAVOR, CHAMEM A POLÍCIA

Enviado em 1/07/08 às 13h51min por Ailton Medeiros

JOÃO MAIA

Muita gente ficou impressionada com a dinheirama que foi gasta na festa de Micarla, sábado no América. Um leitor deste Blog falou em 90 mil reais.

Já a convenção de Fátima Bezerra foi de uma pobreza franciscana.

É, pelo visto e ao contrário do que dizem os jornais, os poderosos estão apoiando mesmo a candidata verde (desculpe o trocadilho).

Eliana Lima revelou hoje em sua coluna que José Agripino se referiu a João Maia como “abridor de portas do Ministério dos Transportes”.

Agripino sabe o que diz.

O Ministério dos Transportes é um antro de corrupção. Pelo que eu entendi, Agripino insinua que João (foto) tem a chave dos cofre.

A nós, eleitores, só resta pedir socorro.

Polícia!!!!!

 

O SEGREDO DO TESOURO

AS ONGS PREFEREM OS RICOS

Enviado em 1/07/08 às 13h34min por Ailton Medeiros

A reflexão, muito pertinente, é de Paulo Henrique Amorim.

Ele diz em seu blog que gostaria de entender essa paixão das Ongs estrangeiras pela Amazônia.

E cita o exemplo do Nordeste que apesar de dez milhões de pessoas vivendo na miséria, não há uma organização não-governamental estrangeira. Já no Amazonas, onde vive 230 mil índios, há 350.

Para Amorim, a opção preferencial das Ongs estrangeiras pela Amazônia tem uma explicação.

Lá tem ouro, nióbio, petróleo, as maiores jazidas de manganês e ferro do mundo, diamante, esmeraldas, rubis, cobre, zinco, prata, a maior biodiversidade do planeta (o que pode gerar grandes lucros aos laboratórios estrangeiros) e outras inúmeras riquezas que somam 14 trilhões de dólares.

Já o Nordeste não tem tanta riqueza assim.

Pode ser.

Amorim vai além.

Revela que há mais ONGs estrangeiras indigenistas e ambientalistas na Amazônia brasileira do que em todo o continente africano, que sofre com a fome, as guerras civis e as epidemias de AIDS e Ebola.

ROBERTO CÉSAR E CLOVIS

ELES QUEREM QUE A GENTE SE FODA

Enviado em 1/07/08 às 12h17min por Ailton Medeiros

É tão grande a torcida a favor da inflação que sobre a pesquisa Ibope os jornais passaram a dar destaque não a popularidade de Lula, mas a forma como a alta dos preços tem sido combatida pelo governo. É mole?

O “Estadão” não me deixa mentir. Com o título “Cai aprovação às medidas do governo no combate à inflação”, o jornal diz que a alta dos preços já mexe com a avaliação do governo Lula.

Como, cara pálida?

O jornal tenta esconder o óbvio: a avaliação do governo, segundo a pesquisa, continua positiva e nos mesmos índices de março.

Não importa. O que interessa para o “Estadão” é criar um clima de terror, de insegurança e instabilidade, mesmo artificialmente. Se a lenda (mentira) for melhor do que os fatos (verdade), publique-se a lenda, já dizia John Ford.

Curiosamente, a política econômica do governo para reduzir a escalada dos preços tem sido a mesma adotada pelo Banco Central na Era Lula, ou seja, a elevação da taxa básica de juros da economia.

Então, por que tamanho barulho? Ora, numa guerra, a primeira vítima é a verdade.

Quando Lula tomou posse, em janeiro de 2003, a inflação era de 9% (a previsão é que termine 2008 com 6%) e os juros ultrapassavam a casa dos 30% ao ano (atualmente está em torno de 12,25%).

Para o leitor ter idéia do que essa gente é capaz veja o que escreveu sobre o assunto alguns vagabundos como o senador Roberto Freire, o prefeito do Rio César Maia e o jornalista Clovis Rossi.

Roberto Freire com seu esquerdismo vagabundo negando as consquistas sociais e econômicas do atual governo:

Apenas para ressalvar: não são todas as oposições que se recusam a falar sobre economia. O pequeno PPS (talvez por isso não seja lembrado, nem mesmo por você, tão atento) rompeu com o governo Lula, criticando a política econômica, por nós considerada de há muito esgotada e subsistindo, num clima de clara euforia, apenas por surfar na onda criada pelo círculo virtuoso da economia mundial. Com a crise internacional, aparecem com toda clareza e força as nossas fragilidades e equívocos da política econômica, e se revela por completo a incapacidade do governo, cujo maior exemplo é a dificuldade de combater o surto inflacionário que começa a incomodar a família brasileira. Aliás, já que Lula tem fixação por FHC — idealizador e criador, no governo Itamar, do Plano Real —, por que não chamá-lo para impedir o retorno da praga inflacionária? O pior de tudo, neste importante momento econômico vivido pelo mundo, é termos perdido oportunidades.

César Maia interpretando a seu modo a pesquisa do Ibope:

Combate a inflação: 53% desaprovam. / 65% acreditam que a inflação vai aumentar nos próximos meses. / 61% desaprovam a política de juros. /  63% desaprovam a política de impostos. /  40% desaprovam a política ambiental /  39% desaprovam a política de combate a fome e a pobreza/  34% desaprovam programas sociais /  56% desaprovam a política de segurança pública / 45% desaprovam a política de emprego.

Clovis Rossi hoje na “Folha” torcendo por um novo crack das bolsas:

Os banqueiros centrais do planeta finalmente descobriram a pólvora, embora com fenomenal atraso. O relatório anual do BIS (Bank of International Settlements, mais conhecido como o banco central dos bancos centrais) percebeu que a economia mundial está em situação “crítica”. É verdade que os banqueiros dizem “talvez crítica”, o que não deixa de ser um tributo que o vício da moderação excessiva presta à virtude de aceitar os fatos como são.

Resumo da ópera: o que esses vagabundos querem mesmo é que o país se foda.

JOÃO PESSOA

CIDADE MARAVILHOSA

Enviado em 30/06/08 às 15h55min por Ailton Medeiros

jo.jpg

A Taba vai morrer de inveja.

É que João Pessoa irá ganhar também uma obra de Oscar Niemeyer. Porém, muito mais bonita do que a nossa.

Trata-se da Estação Ciência, Cultura e Artes (foto)  que será inaugurado quinta-feira.

Localizado na Ponta do Seixas, o complexo de 8.571 metros quadrados é composto de cinco prédios com destaque para um mirante.

Erguido sobre um espelho d’água, ele tem dois pavimentos suspensos apoiados numa base única.

O mirante concentra uma estação científica, hall de exposições permanentes e temporárias, um restaurante, café e terraço panorâmico com visão de 360 graus para toda a natureza que a cerca.

A propósito, a edição online do jornal “O Globo” deu destaque para obra.

Para ler a reportagem clique aqui.

ANDRÉ PETRY NA VEJA

UM ESTRANHO NO NINHO

Enviado em 30/06/08 às 14h16min por Ailton Medeiros

Caça às bruxas na “Veja”.

Eurípedes Alcântara liberou o pistoleiro de aluguel Reinaldo Azevedo para bater, acreditem, num colunista da própria revista.

Trata-se de André Petry.

As críticas a Petry são antigas, mas hoje o tom subiu.

O pretexto é o artigo do jornalista na edição impressa defendendo o projeto de lei aprovado na Câmara criminalizando a homofobia.

As críticas se estendem aos comentários, todos desqualificando Petry.

Um deles, atribuído a uma suposta Cris (trata-se na verdade do próprio Azevedo) debocha até dos cabelos longos do jornalista.

Que maldade.

Confiram:

Cris disse…

Rei,

Não gosto de Petry. Geralmente, para não dizer sempre, discordo dele. Acho-o um “politicamente correto”, daqueles de manual.

Acho que é o raciocínio dele é mais raso do que você pensa! Me ocorreu, ao ler o que ele escrevia, que ele confunde tudo, no conceito “Terra sem Lei”. Confunde a impunidade de que somos vítimas com a não aplicação da Lei, e desconsidera o ato original, que é o crime de que também somos vítimas.
Na minha leitura, ele atropela o primeiro e “culpa” o segundo. Assim, o ato de matar, em sí, é minimizado, dando-se ênfase ao ato de não punir com rigor.
Coisa de quem vive com o Manual do Politicamente Correto no bolso, e habituou-se a atribuir o crime à sociedade - sabe como? - e às instituições, que são sempre as “culpadas”. O indivíduo, não. Nada de indivíduo, nada de escolha moral. Ao individuo, chama de “povo” e o povo é “coitado”, vítima do “sistema”.
Nunca tem culpa.

Petry deveria, ao meu ver:

1. Cortar os cabelos, fazer a barba e tentar parecer um pouco adulto. Ando muito desconfiada de gente que usa os cabelos mais longos do que sua idade permite, e insiste em ter, na maturidade, aparência de garotão. Exemplos: Wellington Salgado, Paulo Vanucci, Fernando Haddad, Carlos Minc. Tá de bom tamanho?

2. Jogar fora o Manual das Práticas Politicamente Corretas (ou o Enciclopedia Completa do Preconceito Aplicado e Disfarçado).

3. Por fim, tentar pensar com a própria cabecinha.

O IBOPE REVELA

LULA NAS ALTURAS II

Enviado em 30/06/08 às 13h05min por Ailton Medeiros

Como sofre a oposição.

E a revista “Veja”.

Com o título “Inflação não derruba avaliação recorde de Lula”, o colunista Lauro Jardim revela que a popularidade Lula continua inalterada.

Esta é a principal conclusão da pesquisa CNI/Ibope, que será divulgada oficialmente às 14 horas. Nada menos do que 58% dos brasileiros avaliam o governo de Lula como “ótimo” ou “bom” - é exatamente o mesmo percentual alcançado por Lula na pesquisa anterior, realizada em março. Este percentual é o recorde de Lula em seus cinco anos de governo.

Pergunta que não quer calar: Que inflação?

A midia brasileira não se conforma com o êxito do governo Lula.

O Bom Dia Brasil desta segunda-feira culpou a inflação pelo desaparecimento dos turistas do Nordeste.

Bobagem. A culpa é o real. Com a moeda forte, é mais barato viajar para Buenos Aires, por exemplo, do que para Recife.

IBOPE REVELA

RECORD NA FRENTE

Enviado em 30/06/08 às 12h56min por Ailton Medeiros

A TV Record fez um gol de placar.

Apostou na Europa e se deu bem no ibope.

A vitória da Espanha sobre a Alemanha rendeu a liderança de audiência (na Grande São Paulo) para a emissora do Bispo.

O Ibope registrou 16 pontos para a Record.

E 12 para a Globo (que transmitiu no mesmo horário Sport Club Recife e Flamengo).

Bem feito!


Ailton Medeiros é gerado por WordPress
(RSS) dos artigos e (RSS) dos comentários.

Ápyus.com© 2007 Ápyus - E-mail: marlos@apyus.com - Site: www.apyus.com