Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)

HÁ SEMPRE UM FERNANDO BEZERRA NO MEIO DO CAMINHO DE HENRIQUE ALVES

Enviado em 26/01/12 às 19h36min por Ailton Medeiros

Henrique Alves bem que tentou chantagear o governo para manter Elias Fernandes no cargo de diretor-geral do Dnocs. Em vão. Fernandes entregou o cargo ao ministro Fernando Bezerra, da Integração.

A propósito, vocês já repararam que há sempre um Fernando Bezerra no meio do caminho de Henriquinho?

Ligado ao líder do PMDB da Câmara, Fernandes não resistiu às denúncias de irregularidades no órgão de e tomou atitude para tentar uma saída honrosa, depois que sua demissão já havia sido definida na última sexta-feira pela presidente Dilma Rousseff.

Em nota, a pasta diz que a exoneração de Fernandes se deu “em função da reestruturação dos quadros das empresas vinculadas à pasta”. Sei.

Alves, repito, tentou segurar Fernandes no cargo e até fez ameaças ao governo.

Com Dilminha não se brinca, deputado!


O HORROR

Enviado em 26/01/12 às 19h17min por Ailton Medeiros

Como não lembrar uma das mais famosas sequências de “Apocalypse Now”: Marlon Brando gordo, de cabeça rapada, recitando trechos do poema de T. S. Eliot.

Os versos são do poema “The Hollow Men”.

Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Não com uma explosão, mas com um suspiro.


VASTO MUNDO, SE O PODER JUDICIÁRIO DO RN TIVESSE MAIS RAIMUNDOS SERIA UMA SOLUÇÃO, NÃO UMA RIMA

Enviado em 23/01/12 às 13h22min por Ailton Medeiros

Ainda há juiz na Taba.

Seu nome: Raimundo Carlyle de Oliveira. Graças a sua sentença condenando 16 réus da Operação Impacto por corrupção, as eleições de outubro terão menos corruptos.

Pela sentença do juiz da 4ª Vara Criminal de Natal, Emilson Medeiros, Dickson Nasser, Geraldo Neto, Renato Dantas, Adenúbio Melo, Edson Siqueira, Aluísio Machado, Júlio Protásio, Aquino Neto, Salatiel de Souza, Carlos Santos, Adão Eridan, entre outros, não poderão concorrer a mandato eletivo.

Mundo, mundo, vasto mundo, se o poder judiciário potiguar tivesse mais Raimundos, não seria uma rima, seria uma solução.

Segue notícia do “Tribuna do Norte”:

O juiz da 4ª Vara Criminal de Natal, Raimundo Carlyle de Oliveira, condenou 16 dos réus da Operação Impacto por corrupção ativa e passiva durante a votação do Plano Diretor de Natal (PDN), em 2007. Dos 21 denunciados pelo Ministério Público Estadual foram integralmente absolvidos o presidente da Câmara Municipal de Natal (CMN), Edivan Martins, e o ex-vereador Sid Fonseca.

Os (parlamentares e ex-parlamentares) Emilson Medeiros e Dickson Nasser, Geraldo Neto, Renato Dantas, Adenúbio Melo, Edson Siqueira, Aluísio Machado, Júlio Protásio, Aquino Neto, Salatiel de Souza e Carlos Santos foram condenados por corrupção passiva nas penas do art. 317, caput, e § 1º do Código Penal (solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem). Adão Eridan também foi condenado, no entanto, apenas pelo caput do art. 317 do CP.

No caso de Dickson e Emilson a punição é agravada porque ambos respondem também pelo art. 62 do mesmo código, que dispõe que a pena será agravada em razão de agente que promove ou organiza a cooperação no crime.

O empresário Ricardo Abreu, além de José Pereira Cabral, João Francisco Hernandes e Joseilton Fonseca foram absolvidos das imputações previstas no art. 1º , inciso V, da lei 9.613/98 (lei que trata dos crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores). No entanto, Abreu foi condenado pelas penas do crime de corrupção ativa (art. 333).

Os ex-funcionários da CMN Klaus Charlie, Francisco de Assis Jorge e Hermes da Fonseca foram culpados nas penas do art. 317, caput, e § 1º, c/c os artigos 29 e 327, § 2º, todos do Código Penal (corrupção passiva).

Perda de Mandato

Emilson Medeiros, Dickson Nasser, Geraldo Neto, Renato Dantas, Adenúbio Melo, Edson Siqueira, Aluísio Machado, Júlio Protásio, Aquino Neto, Salatiel de Souza, Carlos Santos, Adão Eridan, Klaus Charlie, Francisco de Assis Jorge e Hermes da Fonseca foram condenados a perda do cargo, função pública ou mandato eletivo.

“Verificado que, pela extensão da gravidade dos crimes praticados, é absolutamente incompatível a permanência dos aludidos réus em atividades ligadas à administração pública”, destacou o magistrado.

Ele determinou ainda, após transitada em julgado a sentença, que seja oficiado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para fim de suspender os direitos políticos dos condenados. Além disso, deverá ser expedido pela Secretaria Judiciária os competentes mandados de prisão dos condenados e, efetuadas as prisões, as respectivas guias de execução penal à Vara das Execuções para que instaure o devido processo executório das penas.

Para ler na íntegra, clique aqui.


OS PIORES AEROPORTOS DO MUNDO

Enviado em 23/01/12 às 12h29min por Ailton Medeiros

JFK

A velha mídia, toda tucana, adora espinafrar os aeroportos do Brasil, segundo ela, os piores do mundo.

A velha mídia como de hábito torce e distorce.

Pois saibam leitor hipócrita, meu igual, meu irmão, que não há nenhum aeroporto brasileiro no ranking dos dez piores do mundo divulgado pelo site de turismo Frommer’s.

Quatro ficam nos Estados Unidos, inclusive o famoso John F. Kennedy (foto), porta de entrada de Nova York, que também foi escolhido um dos mais bonitos.

A lista inclui também o Charles de Gaulle, da minha, da sua, da nossa querida Paris. Os dez mais bonitos podem ser vistos aqui.

Segue a lista dos dez piores:

- Midway (Chicago, EUA)

- Beauvais (Paris, França)

- Newark (Nova Jersey, EUA)

- La Guardia (Nova York, EUA)

- Queen Alia (Amã, Jordânia)

- Charles de Gaulle (França)

- Jomo Kenyatta (Nairóbi, Quênia)

- Sheremtyevo (Moscou, Rússia)

- Manila (Filipinas)

- JFK (Nova York, EUA)


EX-MORADORA DO ALEMÃO VAI PRESIDIR PETROBRAS

Enviado em 23/01/12 às 11h43min por Ailton Medeiros

Não foi à toa que Lula escolheu Dilma para sucedê-lo.

Uma ex-moradora do Complexo do Alemão vai presidir a Petrobras. Trata-se de Maria das Graças Foster.

Ela foi pioneira em posições antes dominadas por homens na Petrobras, onde entrou como estagiária em 1978. Em 2010, foi eleita a diretora executiva mais poderosa da América Latina, em ranking elaborado pela revista “América Economía”.

Quem trabalha diretamente com a diretora diz que ela é bastante exigente. A executiva chega à companhia todos os dias por volta das 7h30m e não tem hora para sair.

— Ela cobra prazos e resultados, e não é de ficar no gabinete, no ar-condicionado. Coloca o macacão, óculos e as luvas e vai inspecionar pessoalmente as obras. Cobra cumprimento dos prazos às empresas — diz um funcionário da estatal.

— Morei no Complexo do Alemão até os 12 anos, convivi com violência doméstica na infância e enfrentei dificuldades na vida. Sempre trabalhei para ajudar no sustento da minha mãe e dos meus filhos e para pagar meus estudos. Garra para mim é tudo. Nunca tive medo de trabalho — disse ao GLOBO em entrevista em setembro do ano passado.

Dá-lhe Dilma!!!


O FUTEBOL QUE NÃO ACREDITA EM MÁGICA

Enviado em 23/01/12 às 11h27min por Ailton Medeiros

Com o computador na oficina deixei de comentar aqui vários assuntos, como as eleições americanas que alguns bocós, empolgados com a vitória de Mitt Romney em New Hampshire, acham que está tudo definido entre os republicanos. Desconhecem, claro, a força política de Newt Gingrich. “Pai, perdoai-vos…”

Tivemos perdas nesses dias como Manoel Torres de Araújo, grande homem público, que morreu há poucos dias aos 94 anos de idade. Antes tarde do que nuncam não é mesmo? Vamos por parte.

Primeiro quero que vocês leiam o ótimo artigo de Alberto Carlos Almeida sobre o Barcelona, publicado originalmente na revista “Época” onde Almeida escreve semanalmente. Acreditem: foi a melhor coisa que li na velha mídia sobre o futebol praticado pelo clube espanhol.

“O Barcelona que goleou o Santos não acredita em mágica, não acredita em um lance que decida o jogo. A estratégia do time catalão é manter a posse de bola ao máximo e tentar entrar na área o maior número de vezes”, observa o cientista.

Que mágica é essa? Almeida explica:

“Aquele que, como nós, brasileiros, espera a jogada do gênio considera que o craque é tão bom que há 100% de chances de ele marcar o gol uma vez que faça a jogada de gênio. Eis a mágica. Não se busca o volume de jogo, mas a intervenção genial, a ação dos deuses do futebol que se manifestam pelas pernas do gênio”.

Ah, sim, Almeida não é comentarista esportivo, longe disso. Ele é cientista político, autor dos livros como “A cabeça do brasileiro” e articulista da revista. Segue na íntegra o texto:

ALBERTO CARLOS ALMEIDA

No jogo em que o Barcelona goleou o Santos por 4 a 0, aos 34 minutos do segundo tempo Ganso matou a bola no peito, deixou-a quicar e, quando ia dominá-la, Xavi do Barcelona interceptou a bola.

Foi um lance patético aos olhos de Ganso e brilhante aos olhos de qualquer torcedor do Barcelona: perder o domínio na bola em uma das jogadas mais bonitas do futebol, em uma jogada (supostamente) de craque. Esse lance resume o que foi o jogo.

O Santos entrou em campo confiando na genialidade de Neymar. A imprensa esportiva brasileira enfatizou que a final entre o campeão europeu e o das Américas era o duelo entre Messi e Neymar.

A mesma imprensa que consagrou a vitória de 5 a 4 do Flamengo contra o Santos como a melhor partida de 2011. A propósito, o Santos levou do Flamengo um gol a mais que do Barcelona.

Nós, brasileiros, quando se trata de futebol, valorizamos o indivíduo mais do que o time, o drible mais que o passe. Qualquer comentarista de jogo de futebol critica técnicos que substituem o craque do time sempre com o mesmo argumento: o grande jogador pode decidir o jogo num só lance.

O Barcelona que goleou o Santos não acredita em mágica, não acredita em um lance que decida o jogo. A estratégia do time catalão é manter a posse de bola ao máximo e tentar entrar na área o maior número de vezes.

Todos os quatro gols do Barcelona foram de dentro da área. O time do técnico Guardiola não gosta de bater o escanteio direto para a área, nem faltas direto para o gol. (leia mais…)


ESTUDO REVELA REDUÇÃO DE POBREZA NO BRASIL

Enviado em 22/01/12 às 15h07min por Ailton Medeiros

A turma da Casa Grande vai se babar de raiva, mas pela primeira vez o Brasil tem menos de 1% de domicílios na classe E.

É o que informa reportagem do “Estadão” deste domingo informando que em uma década, 10 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema. Segue trecho:

Pela primeira vez a classe E, a base da pirâmide social, representa menos de 1% dos 49 milhões de domicílios existentes no País. Isso significa que o número de brasileiros em situação de pobreza extrema teve uma drástica redução nos últimos dez anos, conforme apontam duas pesquisas de consultorias que usaram metodologias distintas.

Em números exatos: 404,9 mil ou 0,8% dos lares são hoje de classe E, segundo os cálculos do estudo IPC-Maps, feito pela IPC Marketing, consultoria especializada em avaliar o potencial de consumo. Em 1998, a classe E reunia 13% dos domicílios, indica o estudo baseado em dados do IBGE.

Marcos Pazzini, responsável pelo estudo, explica que os dados são atualizados segundo um modelo desenvolvido pela consultoria, que leva em conta a pesquisa do Ibope Mídia sobre a distribuição socioeconômica dos domicílios, projeções de crescimento da população e da economia, entre outros indicadores.

Os lares são classificados segundo o Critério Brasil, da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep), que leva em conta a posse de bens e o nível de escolaridade do chefe da família. (leia mais…)


O GOVERNO ROSALBA CIARLINI É UM ENORME VAZIO E ATÉ LUIZA SABE DISSO

Enviado em 19/01/12 às 13h22min por Ailton Medeiros

Um habitué deste blogue quer saber minha opinião sobre o governo Rosalba Ciarlini. Que governo?

Nada acontece. O problema é exatamente é esse: nada acontece.

John Cage tem uma peça para piano chamada “Silence”. Nela, o pianista David Tudor sentava ao piano e nada fazia por 14 anos minutos.

Está tudo lá: o músico, o instrumento, a partitura e até a plateia. Mas nada de música, só silêncio. Ou um enorme vazio.

Rosalba tomou posse há um ano. O fato mais extraordinário do seu governo até agora foi proibir manifestações políticas no Centro Administrativo, além do chute no traseiro do vice, Robinson Faria.

Resumo da ópera: o governo do DEM é um completo fiasco. E até Luiza que estava no Canadá sabe disso.

E imaginar que Cage compôs a peça em 1957? O artista é mesmo uma antena da raça.

Numa conferência intitulada “Palestra sobre Nada”, Cage explica sua obra.
Confiram:

ERAM OS DEUSES JORNALISTAS

Enviado em 18/01/12 às 16h06min por Ailton Medeiros

No texto publicado em seu blog Diário do Centro do Mundo (que reproduzo abaixo), Paulo Nogueira fala de dois grandes jornalistas brasileiros, Claudio Abramo e Elio Gaspari. Confiram:

Plutarco escreveu Vidas Paralelas, em que comparava gregos e romanos assemelhados. Demóstenes e Cícero, os grandes oradores, por exemplo. Ou Alexandre e César.

De vez em quando tenho vontade de usar essa lógica para falar de jornalistas que sejam essencialmente parecidos, mas separados por uma ou mais gerações.

Claudio Abramo e Elio Gaspari, para ficar num caso. Claudio morreu com pouco mais de 60 anos, Elio vai chegando aos 70 ainda ativo e influente como colunista – mas consideravelmente distante de sua era de ouro.

Ambos foram generais de redações. Claudio nos anos 60 e 70 na Folha, Elio na década seguinte na Veja. Uniam um talento jornalístico extraordinário a uma dose de carisma igualmente fora da curva. Todos os ouvidos paravam para escutá-los quando falavam. Inspiravam, cada qual de seu modo, admiração em quase todos, adoração em muitos e temor generalizado. Gostavam da adulação que provocavam em seus liderados, expressas em coisas como risadas fortes mesmo em piadas apenas medianas.

Claudio conheci garoto, quando meu pai me levava à Folha. Lembro com nitidez a elegância casual de suas roupas, da gravata sob o colarinho desabotoado, da bengala que lhe dava um ar aristocrático, da voz rascante de quem crescera mandando, de uma mecha grisalha do cabelo cobrindo parte do rosto. Elio era mais plebeu nos trajes, mas tinha o mesmo timbre dominante de Claudio. (leia mais…)


CORTA, CORTA, CORTA

Enviado em 18/01/12 às 14h42min por Ailton Medeiros

Uau! Em 17 dias de 2012 este escriba já viu nove filmes e leu três livros.

Os filmes:

“Delinquentes” (2005, Thomas Clay), “Os inocentes charmosos” (1960, Andrezj Wajda), “O porteiro da noite” (1974, Liliana Cavani), “O marido da cabeleireira” (1990, Patrice Leconte), “Sozinho contra todos” (1998, Gaspar Noé), “Crônica de uma certa Nova York (2000, Stanley Tucci), “Control” (2007, Anton Corbijn), “O jardim dos Finzi-Continis” (1970, Vittorio De Sica), e “Um filme para Nick” (1979, Wim Wenders).

Nick é Nicholas Ray, cineasta americano, dirigiu “Juventude Transviada”, “Johnny Guitar”, entre outros clássicos do cinema.

Trata-se de um documentário filmado no loft de Ray, no bairro do SoHo, em Nova York, meses antes de sua morte, de câncer (o final do filme com Nicholas já moribundo, ele morreria duas semanas depois, é muito forte como vocês poderão ver no vídeo abaixo).

Os livros:

“E foram todos para Paris”, de Sérgio Augusto; “Cachorros de palha”, do professor inglês John Gray; e “A Rive Gauche”, uma coletânea de textos de Herbert R. Lottman sobre escritores, artistas e políticos que agitaram políticacamente Paris entre 1934 a 1953.


LIVRARIA NÃO É O CIRCO DA FOLIA EM DIA DE OLODUM

Enviado em 18/01/12 às 12h58min por Ailton Medeiros

Tá ficando chato frequentar as livrarias da Taba por conta de algumas pessoas que se comportam ali como se fosse a Vila Folia em dia de show do Olodum.

Vou ter que me mudar para Londres onde fica a centenária Maggs Brothers, lá terei ótimas companhias, além das preciosidades literárias.

Em “No mundo dos livros”, José Mindlin narra sua primeira visita a centenária livraria londrina (ela existe desde 1853).

Nessa visita, ocorrida em 1934, aconteceu uma coisa engraçada que deu ao bibliófilo a ideia da importância da Maggs.

Mindlin colocou inadvertidamente seu sobretudo numa mesa. Mas foi aconselhado a tirar depois que viu uma pequena placa de prata com os seguintes dizeres: “Nesta mesa Charles Dickens escreveu David Copperfield”.

Não é preciso dizer que imediatamente Mindlin pegou e carregou seu sobretudo.

Para acessar o site da Maggs Brothers, clique aqui.


BELEZA PARA OUVIDOS SENSÍVEIS

Enviado em 18/01/12 às 11h34min por Ailton Medeiros

Não paro de ouvir “De Manhattan à Midnight in Paris”.

Trata-se de uma coletânea com músicas selecionadas especialmente por Woody Allen para seus diversos filmes, desde “Manhattan” até “Meia Noite em Paris”.

Inclui pérolas como “Desafinado” (Stan Getz e Charlie Byrd),  ”Take The ‘A’ Train” ( Duke Ellington), “Did I remember” (Billie Holiday), “Moonglow” (Artie Shaw), “In The Mood” (Glenn Miller), “If You Are But A Dream” (Frank Sinatra), “South American Way” (Carmen Miranda) e “Cheek To Cheek” (Fred Astaire).

Segue uma pequena mostra com Josephine Baker. Aproveitem!


A VOVÓ MAIS FAMOSA DA HISTÓRIA DO ROCK

Enviado em 13/01/12 às 18h08min por Ailton Medeiros

Olha a preciosidade que o pessoal do Dangerous Minds postou no YouTube, esta semana. Trata-se de uma entrevista com Nora Hendrix, em 1968.

Quem é Nora Hendrix? A avó paterna de Jimi Hendrix.

Nora conta que a primeira vez que viu Jimi tocar, no Vancouver Pacific Coliseum, sentiu-se mal por conta do som ensurdecedor.

“O barulho era demais para mim, toda aquela bateria e a forma como ele tocava a guitarra, meu Deus, não sei como ele aguentava todo aquele barulho”, conta.

Nora morreu em 1984, aos 100 anos.

Mais detalhes, clique aqui.


O MAIOR INIMIGO DO JORNALISMO É O JORNALISTA

Enviado em 12/01/12 às 15h14min por Ailton Medeiros

Geneton Moraes escreve sobre seu encontro com o jornalista Gay Talese, o papa do new journalism. Confiram:

“A humanidade só será feliz no dia em que o último editor for enforcado nas tripas do penúltimo” foi a sentença que o meu demônio-da-guarda me soprou, nítida e clara, ao pé do meu ouvido esquerdo, no exato instante em que ouvi o cultuadíssimo jornalista Gay Talese fazer uma confissão sobre os bastidores do jornalismo.

A confissão: uma reportagem que ele fez, nos anos setenta, sobre o encontro de Fidel Castro com Cassius Clay, em Cuba, foi descartada por nada menos de dez publicações diferentes. Dez!

É possível imaginar a cena: uma dezena de editores entediados deve ter passado os olhos sobre o relato escrito por Talese antes de vomitar uma desculpa qualquer para justificar a recusa.

Editores açougueiros cometem atrocidades todos os dias em todas as redações do planeta. Mas o caso da reportagem escrita em Cuba é uma daquelas aberrações que fariam um recém formado desistir imediatamente da profissão. Não é para menos.

Tratava-se de uma reportagem escrita por um dos maiores nomes do jornalismo do Século XX sobre duas figuras míticas: o boxeador que entrou para a história por ter nocauteado um punhado de adversários imbatíveis e o comandante de uma ilhota que cutucava com vara curta a superpotência americana. Gay Talese, Cassius Clay e Fidel Castro.

A camarilha de editores deu o veredicto: não. Um dos argumentos que usaram: o texto estava grande. Precisava ser reduzido. Talese disse que não. Não poderia reduzir.

Os burocratas da profissão são exatamente assim: passam a vida inteira querendo provar que o público leitor detesta ler. Assim, todo e qualquer texto deve ser imediatamente trucidado. Ah, como são pateticamente pretensiosos…

Depois de três décadas e meia de observação, posso declarar diante do tribunal a única certeza que adquiri nesta profissão: o maior inimigo do Jornalismo é o jornalista. Não existe outro. Ponto. (leia mais…)


A MÁ EDUCAÇÃO DO NATALENSE

Enviado em 11/01/12 às 16h23min por Ailton Medeiros

Natal não tem zoológico, mas como tem animal solto nesta cidade: no trânsito, na praia, nos bares, nos shoppings…  Indignada com a má educação dos natalenses, a leitora A.R. enviou o seguinte comentário:

Todo ser humano nasce do mesmo jeito, ou pelo menos é concebido da mesma forma. Quando morremos vamos todos para o mesmo lugar. Então o que nos torna diferente?

É o que fazemos nesse lapso de tempo entre o nascer e o morrer. Não sei aonde eu li isso, mas me veio à inspiração devido a algo que me ocorreu hoje de manha cedo.

Vou voltar um pouco mais no tempo e falar sobre a viagem que fiz a João pessoa neste ultimo final de semana.

Comentava hoje cedo com minha mãe a respeito, e comentários esses que em sua maior parte se traduziam em elogios as belezas naturais e a gentileza e educação do povo paraibano.

Eu comentei inclusive com ela que ao chegarmos à cidade nos perdemos e ao percebemos nosso erro, ao invés de nos arriscarmos pelas ruas da cidade resolvemos pedir ajuda a um senhor que trafegava pela mesma avenida que estávamos.

Este senhor gentilmente saiu de sua rota, e nos levou ate nosso objetivo que era chegar até avenida Epitácio pessoa. Achei de tamanha educação o gesto deste cidadão. Louvável.

Coisa que infelizmente não acontece em nossa cidade, gentileza e educação estão mesmo em extinção na capital potiguar.

Hoje pela manha, precisamente as 07h55min, íamos eu e minha mãe, uma senhora idosa de 72 anos, a um hipermercado fazer nossas compras semanais. Trafegávamos pela Rua Odilon Gomes de Lima, quando em um dê seus cruzamentos um senhor em seu veiculo importado veloster cruzou a nossa frente obstruindo o cruzamento e impedindo nossa passagem. (leia mais…)


O OVO DA SERPENTE

Enviado em 11/01/12 às 16h05min por Ailton Medeiros

A corregedora nacional da Justiça, Eliana Calmon, reagiu aos ataques de do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, criticou a ministra, “quem sabe ela venha a substituir até o Supremo…”

Em entrevista ao “Estadão”, Calmon disse que não vai recuar e mandou um recado a seus opositores: “Eu estou vendo a serpente nascer, não posso me calar.”

Segure trecho:

Estado: A sra. vai esmorecer?
MINISTRA ELIANA CALMON
: Absolutamente, pelo contrário. Eu me sinto renovada para dar continuidade a essa caminhada, não só como magistrada, inclusive como cidadã. Eu já fui tudo o que eu tinha de ser no Poder Judiciário, cheguei ao topo da minha carreira. Eu tenho 67 anos e restam 3 anos para me aposentar.

ESTADO: Os ataques a incomodam?
ELIANA CALMON
: Perceba que eles atacam e depois fazem ressalvas. Eu preciso fazer alguma coisa porque estou vendo a serpente nascer e eu não posso me calar. É a última coisa que estou fazendo pela carreira, pelo Judiciário. Vou continuar.

ESTADO: O que seus críticos pretendem?
ELIANA CALMON
: Eu já percebi que eles não vão conseguir me desmoralizar. É uma discussão salutar, uma discussão boa. Nunca vi uma mobilização nacional desse porte, nem quando se discutiu a reforma do Judiciário. É um momento muito significativo. Não desanimarei, podem ficar seguros disso.

ESTADO: O ministro Marco Aurélio deu liminar em mandado de segurança e travou suas investigações. Na TV ele foi duro com a sra.
ELIANA CALMON
: Ele continua muito sem focar nas coisas, tudo sem equidistância. Na realidade é uma visão política e ele não tem motivos para fazer o que está fazendo. Então, vem com uma série de sofismas. Espero esclarecer bem nas informações ao mandado de segurança. Basta ler essas informações. A imprensa terá acesso a essas informações, a alguns documentos que vou juntar, e dessa forma as coisas ficarão bem esclarecidas.

ESTADO: O ministro afirma que a sra. violou preceitos constitucionais ao afastar o sigilo de 206 mil investigados de uma só vez e comparou-a a um xerife. (leia mais…)


FALTA COMBINAR COM DEUS

Enviado em 11/01/12 às 15h06min por Ailton Medeiros

Todos os anos, em algum lugar do planeta, um profeta do apocalipse aparece na televisão prevendo o fim do mundo. E nada acontece. Acho que falta combinar com Deus. E é sobre o fim do mundo em 2012 que escreve Ricardo Kotscho em seu balaio. Segue trecho:

“Vovô, o mundo vai acabar mesmo?”, perguntou-me bastante preocupada a neta mais velha, de oito anos, enquanto a gente fazia compras num mercadinho na praia de Paúba, em São Sebastião.

Sempre interessada em tudo o que acontece à sua volta, ela estava prestando atenção na televisão junto ao caixa e ouviu alguma coisa a respeito.

Foi um custo convencê-la de que isto é bobagem, o mundo não vai acabar coisa nenhuma, pode ficar tranquila. Desconfiada, volta e meia ela vinha de novo com o assunto, querendo saber porque estavam falando aquilo na televisão.

Nem deve ter dormido direito naquela noite. Laura já lê jornal e revista, adora livros, navega na internet e quer saber o por quê de tudo. As crianças de hoje, ao contrário do que muita gente pensa, são muito sabidas e curiosas. (leia mais…)


O ANALISTA MONGOL E O BRASIL

Enviado em 8/01/12 às 18h18min por Ailton Medeiros

Por Marcos Coimbra

Vamos imaginar que um cientista político da Mongólia resolvesse fazer uma análise da situação política do Brasil em 2011, país que mal conhecia quando se propôs essa inusitada empreitada. Vamos imaginar que entende o português, pelo menos o suficiente para acompanhar o que a imprensa brasileira publicou sobre o assunto nos últimos meses.

Ao avançar na pesquisa, sua primeira reação seria de perplexidade. De um lado, pela diferença entre o que leu em nossos grandes jornais (e viu no noticiário dos principais -veículos de comunicação de massa) e o que compreendeu dos sentimentos da população, a partir das pesquisas de opinião disponíveis. De outro, pela discrepância entre o que diz a imprensa nativa e a internacional a respeito do Brasil.

A segunda seria de incredulidade. Se o que afirmam os analistas de nossos veículos de informação for verdade, como explicar que o governo tenha aprovação popular tão expressiva e que a avaliação externa seja quase unanimemente positiva? É possível que as fontes que consultam – normalmente vinculadas aos partidos de oposição – sejam as únicas que estão certas. Mas não é provável.

Nosso analista mongol ficaria desconfiado. O Brasil que viu nesses jornais é incoerente com aquele que esperaria, como cientista político, ao tomar conhecimento de alguns fatos básicos sobre o País. (leia mais…)


RÉU CONFESSO

Enviado em 8/01/12 às 17h49min por Ailton Medeiros

Boni é aquele tipo de sujeito que perde o amigo, mas não a piada…


DISTORCER PARA DESINFORMAR

Enviado em 8/01/12 às 17h40min por Ailton Medeiros

Uma aulinha de jornalismo de Miguel do Rosário sobre chuvas, verbas e o ministério da Integração em seu blogue O Cafezinho. Leiam:

Houve tempo em que a imprensa era uma instituição vinculada à cultura do esclarecimento. Hoje é o contrário. Quanto mais eu estudo os imbróglios midiáticos envolvendo o ministério da Integração Nacional, mais eu fico estupefato quanta desinformação tem sido disseminada.

O Ministério da Integração Nacional foi criado em 2001, pelo governo Fernando Henrique Cardoso, e tem uma história intimamente ligada ao Nordeste. A eles são vinculadas as principais autarquias e estatais da região: a Sudene, a Dnocs e a Codevasf.

Na verdade, ele foi criado para compensar, em parte ao menos, a traumática extinção da Sudene no apagar das luzes do governo FHC, depois ressuscitada no início da gestão Lula. A Integração cuida ainda das obras de transposição do São Francisco, o maior empreendimento de engenharia da história do Nordeste.

Desde sua criação, todos os seus titulares são políticos preeminentes do Nordeste. (leia mais…)


O GIGANTE TEM OS PÉS DE ARGILA

Enviado em 6/01/12 às 17h17min por Ailton Medeiros

Mais um texto de Mino Carta que este blogue tem o prazer de reproduzir:

Mino Carta

O império romano do Ocidente durou quase cinco séculos, sem contar o tempo que a República de Roma mandou no Mediterrâneo a partir das guerras púnicas.

O Império Britânico não deixou por muito menos. Houve também influências culturais de porte imperial. A inteligência grega ao longo de vários séculos definiu as linhas mestras do pensamento humano.

A Renascença italiana expandiu-se de Dante a Galileu por mais de 300 anos. Paris foi a capital cultural do planeta desde o Iluminismo até a Segunda Guerra Mundial.

Nas últimas sete décadas falou-se no império americano, e mais ainda após o colapso do antagonista soviético. Mas, como no sonho bíblico, o gigante tem os pés de argila.

Quando ruiu o Muro de Berlim, houve quem comparasse Washington à antiga Roma, embora os presidentes americanos não se chamassem Augusto, Adriano, Tito, Marco Aurélio. Alguns estiveram mais para Nero.

Quem se arriscou à comparação precipitou-se. Exagerou. A decadência ianque está à vista de todos e a sua razão mais evidente é a crise econômica provocada pelo ciclone neoliberal, com seu epicentro nos próprios bancos americanos.

O acompanhamento do formidável guisado fica à altura da monumentalidade do prato. Entram na receita os ímpetos desastrados da família Bush, a -mediocridade de Clinton, a impotência de Obama. (leia mais…)


UM SENHOR ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA

Enviado em 5/01/12 às 12h20min por Ailton Medeiros

Ulisses Guimarães tinha fama de distraído. Uma vez, ao desembarcar na Base Aérea, rompeu o protocolo e deu continência ao corneteiro! Tancredo Neves maldosamente o apelidou de “vago simpático”.

O jornalista Jorge Bastos Moreno relembra no GLOBO dois episódios envolvendo “O Senhor Impeachment”. Dois deles:

Ulysses nunca conseguiu ir a lugar nenhum sem ajuda de terceiros, geralmente um funcionário do gabinete que o acompanhava. Durante parte da sua vida em Brasília, Ulysses morou com o Nelson Carneiro, na chamada quadra dos senadores.

Ele chegava ao aeroporto, e Aluízio, seu motorista, já estava lá à sua espera, todas as segunda-feiras. Um dia, antecipou a viagem, mas não avisou o motorista. Pegou um táxi e seguiu para o Plano Piloto. Depois de alguns momentos, o taxista inicia com Ulysses este diálogo surrealista:

— E então, doutor, vamos para onde?

— Para casa!

— E onde é sua casa?

— Eu moro com o Nelson Carneiro!

— E onde é a casa do Nelson Carneiro?

— Não sei. Mas você deve saber, não?

— Infelizmente, não sei.

— Então me leve para o Congresso Nacional. Lá eles sabem!

— Hoje é domingo, doutor! O Nelson trabalha lá?

— Sim! E trabalha muito. É o senador que mais legisla neste país!

— O Nelson é senador? É o homem do divórcio?! Ah, os senadores moram numa quadra só! Vamos lá! (leia mais…)


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