Não são os alquimistas que estão chegando, como diz o antigo sucesso de Jorge Ben Jor, mas os golpistas. Eles estão excitados. Basta ler os jornais.
O editorial de “O Estado de S. Paulo”, de terça-feira, espinafra o governo Lula, acusando-o de “desacreditado”. O jornal deve sentir muita saudade de 1964. Idem alguns jornalistas como Clóvis Rossi que na “Folha de S. Paulo” pergunta: “se o país é incapaz de segurar um avião na pista, vai segurar o quê?”.
No “Globo”, um antro de golpistas, Dora Kramer diz que “à corriola governamental tudo é permitido: agredir o público com grosseria, com leviandade, com futilidades, com fugas patéticas ao cumprimento dos deveres, com indiferença, vale qualquer coisa se a anarquia tem origem nas hostes governistas”.
Por último e não menos importante, o ministro Olympio Pereira da Silva Junior, do Superior Tribunal Militar, deu uma declaração aos jornais que é uma pérola:
“O que podemos dizer a esses ilustres jovens militares. Não desistam. Os certos não devem mudar e sim os errados. Podem ter certeza de que milhares de pessoas estão do lado de vocês. Um dia, não se sabe quando, mas com certeza esse dia já esteve mais longe, as pessoas de bem desse País vão se pronunciar, vão se apresentar, como já fizeram em um passado não muito longe, e aí sim, as coisas vão mudar, o sol da democracia e da Justiça brasileira vai voltar a brilhar”.
Aqui do meu bunker, eu garanto: estou apto para defender a democracia brasileira, custe o que custar. E você, senhor ministro, fique certo, será minha primeira vítima. Pode acreditar.
Tenho dito.