Li, não lembro onde, que Clotilde Tavares (lembram dela?) ficou escandalizada com o megaresort que os espanhóis vão construir na Taba.
Clotilde, cuja maior virtude é ser irmã do talentoso Bráudlio Tavares, sugeriu um movimento “apartidário” para expulsar os “instrangeiros” da Taba.
Vou logo avisando que nessa guerra profana estou do lado dos gringos. Não vejo saída mais inteligente e sensata para civilizar os bárbaros que vivem à margem do Potengi que ceder de corpo e alma aos encantos do capitalismo.
O que seria Nova York sem judeus e irlandeses? E São Paulo sem os italianos?
Por favor, me inclua fora dessa babaquice de que temos de preservar nossos bosques e nossas dunas, este discurso só interessa aos políticos cuja carreira é pautada na apologia da pobreza.
A maioria das pessoas quer bem-estar, conforto, celular, computador, educação, saúde, internet, e o que a vida moderna possa oferecer de melhor.
Quem tiver de saco cheio faça como Chapeuzinho Vermelho, vá passear na Floresta. Mas cuidado com o Lobo Mau.
Minha torcida é para que Clotilde Tavares permaneça lá.
Aqui em Ponta Negra, prefiro a companhia de espanhóis, noruegueses, franceses, dinamarqueses, suecos, americanos, russos, poloneses, chineses.
O mundo virou uma aldeia global desde que um engraçado decidiu abandonar a vida entediante da caverna.
Tem gente que não se conforma com isso.
Prefere ver o mundo mergulhado nas trevas.

