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HÁ COISAS QUE SÓ ACONTECEM

Há coisas que só acontecem mesmo ao Botafogo, não é?

O bordão é antigo e conhecido.

Pois vejam vocês, a revista argentina “El Gráfico”, especializada em esportes, publicou um levantamento no mínimo curioso em sua edição de dezembro.

Elegeu os 13 clubes mais azarados do futebol mundial.

E quem aparece lá na 6ª colocação?

Ele mesmo, o meu, o seu, o nosso “Glorioso”.

O primeiro da lista é o italiano Torino.

E a revista explica:
“Nos anos 40, o Torino chegou a ter o melhor time do mundo: havia vencido cinco títulos consecutivos, até que em 4 de maio de 1949 o avião com a equipe caiu. Todos os jogadores e membros da comissão técnica morreram.
No anos 60, o surgimento de Gigi Meroni colocou o Torino novamente no topo. Porém, aos 24 anos, Meroni morreu atropelado”.

Sabe quem dirigia o carro? Um torcedor fanático do clube.

Vá ser azarado assim lá na China.

O FOGO NASCEU DO ATRITO

Aprendi muito cedo que o debate é imprescindível numa sociedade democrática. Este Blog não poderia ser diferente.

Aqui é assim: escreveu (e alguém leu) o pau come.

Nunca tive medo do contraponto, muito pelo contrário, às vezes, até mudo de opinião, para conhecer melhor o pensamento (e quem sabe, as idéias, o que é raro) dos meus oponentes.

Há um conto de Pirandello, não lembro o nome, que ilustra muito bem meu caráter.

Dois amigos estão numa praça discutindo qualquer coisa, cada um com um ponto de vista diferente sobre o assunto.
Depois de horas de acirrada discussão, eles se despedem e vão embora sem chegar a nenhum acordo.

No dia seguinte os dois retornam à praça.

O primeiro diz:

- Sabe, fulano, depois que cheguei em casa comecei a refletir sobre aquele assunto e não é que você tem razão!

O outro interveio imediatamente:

- Eu também refleti, cicrano, mas minha conclusão foi outra. Você é que estava certo!

E aí começam uma nova discussão, cada um deles defendendo o que na véspera combatia.

Sou assim. E lembre-se: do atrito nasceu o fogo.

Bom, esse blablablá é para justificar o comentário do juiz Henrique Baltazar, meu amigo de tempos idos.

Leiam e comentem:

Caro Ailton,
Não sejamos injustos.
Não cabe à Promotoria do Meio Ambiente combater tal crime. A função é da polícia (civil, militar e federal). Violação de direito autoral, contrabando ou descaminho, cada uma com sua atribuição.
O Promotor, eu e você, todos nós na verdade estamos sendo omissos, pois qualquer cidadão tem o poder de prender em flagrante o vendedor de CDs ou DVDs “piratas”.
Entretanto, o resultado seria quase nenhum.
Melhor é a Polícia Civil investigar e prender os produtores do material.
Pensando bem, o MP poderia exigir da polícia que o fizesse. Mas não acho que seria da Promotoria do Meio Ambiente a atribuição para isso, e sim das Promotorias criminais.
Um abraço seridoense.
Henrique Baltazar

NOVOS VENTOS, NOVOS TEMPOS

O Brasil não é mais o mesmo.

É o que diz a revista inglesa “The Economist”.

Reportagem publicada no site da revista afirma que os “fortes ventos” que atingem a América e ameaçam a Europa parecem uma leve brisa quando comparada ao que o Brasil já passou em termos de crise financeira.

Ela diz ainda que a economia do País está mais “preparada” para lidar com qualquer problema.

Pode ser.

Para ler a matéria na íntegra clique aqui.

NOTA FRIA

A coluna Notas & Comentários, da “Tribuna do Norte”, desta sexta-feira, informa que o Partido dos Trabalhadores deverá ficar um ano sem receber a grana do Fundo Partidário.

É que as contas do partido referentes a 2003 foram reprovadas pelo TRE.

O jornal poderia ter recheado a nota citando o PMDB potiguar.

O TRE constatou que o partido de Garibaldi Alves usou notas frias nas contas referentes a 2004 e 2005.

O fato foi até comentado pelo jornalista Alex Medeiros no “Jornal de Hoje”.

A novidade agora é que Ministério Público quer que a Polícia Federal entre no caso.

Tomara.

HORÁRIO ELEITORAL FORA DE ÉPOCA

Excelente e sensata a proposta da senadora Serys Slhessarenko, do PT.

Ela sugere que apresentadores, locutores e comentaristas de rádio e TV tenham de deixar suas funções um ano antes das eleições, se quiserem se candidatar.

Eu só acho que a proposta devia se estender aos políticos donos de emissora de televisão.

Por que, não?

Veja o caso do senador José Agripino Maia.

É o único político do Brasil que dispõe de um programa eleitoral fora de época.

José aparece na telinha da Tropical todos os dias, chova ou faça sol, tanto faz se é feriado, Sexta-Feira Santa, Carnaval, Ano Novo, Dia de Finado.

Curiosamente o TRE (me segura se não eu caio) não toma nenhuma atitude. Mas como acreditar numa justiça eleitoral cujos juízes são cúmplices e sócios do crime organizado?

Há exceção, claro, que só confirma a regra. 

Outro dia, a Tropical exibiu um discurso de José no Senado, foram quinze minutos cronometrados, em horário nobre.
Já seus adversários, não importa a coloração ideológica, são espinafrados diariamente, sem direito a defesa.

Há um programa lá, “Encontro com a Notícia”, supostamente jornalístico, claro, cujo alvo é reduzir a pó de traque Lula e Wilma de Faria.

É isso mesmo, eles são pretensiosos.

Dói quando rio.