Em São Paulo, como mostrou o Bom Dia Brasil desta sexta-feira, quatro motoristas foram flagrados e presos na noite de quinta.
Eles dirigiam movido a álcool. Isto é, seus índices estavam acima de 0,3 miligramas, teto acima do que prevê a lei.
Outros quatro motoristas tiveram níveis entre 0,1 e 0,3 miligramas e foram multados em R$ 957,70.
No total, 108 pessoas foram abordadas e revistadas, das quais 69 motoristas.
E aqui neste museu de quinquinlharias nada de novo.
As novidades pelo que leio nos jornais são as de sempre, jornalista bajulando os poderosos, político ladrão posando de honesto e um corregedor sério vigiando juiz vagabundo.
O que fazer diante de tanta embriaguez de humanidade? Baudelaire recomendava a caridade, entre outras coisas, Nietzsche o chicote.
Um amigo, assaltado ontem à noite, reclamava da falta de polícia nas ruas da Taba. Esse meu amigo é um otimista. Ora, se não há policial nem mesmo nas delegacias, imagine na rua, à noite, com todo esse frio?
É querer demais.
Alguém pode perguntar então para que serve a nossa polícia?
Para acharcar cidadãos honestos.
Outro dia um estrangeiro, também amigo meu, que mora aqui faz anos, tem negócio, paga imposto e vive decentemente, ficou preso numa blitz porque recusou-se a pagar propina a um policial.
Nossa realidade muitas vezes é mais absurda do que as peças de Eugène Ionesco, o pai do teatro do absurdo.
Então a pergunta que não quer calar é: para que serve a polícia mesmo, hein?
A melhor resposta (ou a mais convincente) ganha um doce.
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