« Voltar | Início » 2008 » junho » 27

LULA NAS ALTURAS

O site americano de notícias Bloomberg encheu a bola de Luís Inácio Lula da Silva.

A reportagem, cujo título é “Lula abandona radicalismo do passado e inaugura crescimento recorde”, diz que o petista abandonou o discurso anti-capitalista que assustava os investidores em troca de um pragmatismo que combina políticas populistas e economia capitalista.

“O resultado é um número recorde de brasileiros bilionários.”

A reportagem exalta também a bonita trajetória de vida de Lula e seu esforço em defesa dos pobres.

O texto é assinado pelos jornalistas Joshua Goodman e Adriana Arai.

Para ler a reportagem na íntegra clique aqui.

POLÍCIA PARA QUEM NÃO PRECISA

Em São Paulo, como mostrou o Bom Dia Brasil desta sexta-feira, quatro motoristas foram flagrados e presos na noite de quinta.

Eles dirigiam movido a álcool. Isto é, seus índices estavam acima de 0,3 miligramas, teto acima do que prevê a lei.

Outros quatro motoristas tiveram níveis entre 0,1 e 0,3 miligramas e foram multados em R$ 957,70.

No total, 108 pessoas foram abordadas e revistadas, das quais 69 motoristas.  

E aqui neste museu de quinquinlharias nada de novo.

As novidades pelo que leio nos jornais são as de sempre, jornalista bajulando os poderosos, político ladrão posando de honesto e um corregedor sério vigiando juiz vagabundo.

O que fazer diante de tanta embriaguez de humanidade? Baudelaire recomendava a caridade, entre outras coisas, Nietzsche o chicote.

Um amigo, assaltado ontem à noite, reclamava da falta de polícia nas ruas da Taba. Esse meu amigo é um otimista. Ora, se não há policial nem mesmo nas delegacias, imagine na rua, à noite, com todo esse frio?

É querer demais.

Alguém pode perguntar então para que serve a nossa polícia?

Para acharcar cidadãos honestos.

Outro dia um estrangeiro, também amigo meu, que mora aqui faz anos, tem negócio, paga imposto e vive decentemente, ficou preso numa blitz porque recusou-se a pagar propina a um policial. 

Nossa realidade muitas vezes é mais absurda do que as peças de Eugène Ionesco, o pai do teatro do absurdo.

Então a pergunta que não quer calar é: para que serve a polícia mesmo, hein?

A melhor resposta (ou a mais convincente) ganha um doce.

Envie seus comentários.