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TUDO QUE SOBE, CAI

O que este escriba vem escrevendo aqui há meses sobre pesquisas e eleições foi ratificado pela análise do jornalista Ricardo Nolat hoje em seu Blog.

Confiram e comentem.

Candidato à reeleição, o prefeito Beto Richa (PSDB), de Curitiba, foi dormir, ontem, preocupado.

A primeira rodada de pesquisa do Instituto Datafolha conferiu-lhe 72% das intenções de voto contra 12% de. Gleisi Hoffmann (PT) e 3% de Fábio Camargo (PTB).

Gleisi é a mulher do ministro Paulo Bernardo, do Planejamento.

Richa está convencido de que bateu no teto. E sabe que é de queda a tendência de um candidato que atinge logo de saída índice tão elevado de intenção de votos.

Por outro lado, Gleisi alcançou a casa dos dois dígitos antes da campanha eleitoral começar para valer. Isso só ocorrerá de fato com a inauguração em 19 de agosto próximo do período de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

A história das eleições por aqui está repleta de exemplos de candidatos que perdem fôlego justamente por abrir muito cedo uma larga vantagem sobre seus adversários.

Foi assim, por exemplo, na eleição para o governo do Rio Grande do Norte em 1990. A primeira pesquisa do IBOPE deu ao candidato José Agripino Maia, então do PFL, pouco mais de 70% das intenções de voto. Seu principal adversário, Lavosier Maia (PMDB), ficou abaixo dos 5%.

Agripino acabou sendo obrigado a disputar o segundo turno com Lavosier. Afinal, ganhou por uma diferença de menos de seis pontos percentuais.

Faz parte da lenda que o desempenho de Fernando Collor no rádio e na televisão foi o elemento decisivo para que ele se elegesse presidente da República em 1989.

Collor tinha 42% das intenções de voto quando começou a propaganda eleitoral gratuita. Obteve pouco menos de 31% dos votos ao fim do primeiro turno. Derrotou Lula no segundo turno por uma diferença de seis pontos percentuais.

É improvável que o candidato do PTB a prefeito de Curitiba cresça a ponto de provocar ali um segundo turno, somados os seus aos votos de Gleisi. Mas a candidata do PT tem muito espaço para crescer e assustar Richa. A preocupação dele procede.

UM TIME DA PESADA

RENATO DANTAS

Em Natal não se fala de outra coisa.

O escândalo sobre a compra de votos de vereadores durante o processo legislativo de elaboração do novo Plano Diretor da capital potiguar ganhou às mesas dos bares, dos restaurantes e até dos sermões religiosos. 

O Ministério Público potiguar denunciou 22 pessoas pela prática do crime de corrupção passiva, entre elas 13 vereadores.

Um timaço de matar de inveja Al Capone. Não há um perna de pau, todos são cobras criadas. 

Vejam:

Emilson Medeiros dos Santos, Dickson Nasser dos Santos, Geraldo dos Santos Neto e Tirso Renato Dantas (foto);

No meio do campo o quadrado fantástico: Adão Eridan, Adenúbio de Melo, Edson Siqueira e Salatiel de Souza;

No ataque Antônio Carlos Jesus dos Santos, Aluisio Machado e Francisco de Aquino Neto.

No banco Edivan Martins e Júlio Protásio.

Como vocês viram, há quatro “Santos”, um Adão” e de sobra, Jesus.

É ou não é uma seleção?

UMA AMÉRICA EM DECLÍNIO

Uma “América infeliz”.

Esse é o título de capa da “Economist” que chegou às bancas.

Se refere, claro, aos Estados Unidos do senhor George W. Bush.

A mais importante revista econômica do mundo diz o que este escriba vem dizendo há dois anos:

“Uma nação em declínio”.

Para ler a reportagem na íntegra clique aqui.

BERLIM AOS PÉS DE OBAMA

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Ele é capa dos principais jornais do mundo nesta sexta-feira.

Cerca de 200 mil pessoas foram as ruas de Berlim ver o senador e candidato à presidência dos Estados Unidos Barack Obama.

A manifestação lembrou os concertos de rock da década de 60.

Tinha gente de todas as partes do planeta, até de Caicó.

Viva Obama!

QUEM RIR POR ÚLTIMO

Para quem anda muito empolgado com o resultado das pesquisas é bom se conter. A três meses da eleição, os especialistas afirmam que é muito cedo para avaliar com precisão o comportamento do eleitor.

O prefeito do Rio César Maia é um deles.

Em seu ex-Blog, Maia analisa o quadro eleitoral do Rio citando exemplos de candidaturas consideradas favoritas até então pelas pesquisas e que sequer chegaram ao segundo turno.

Cidinha Campos foi uma delas. Em julho de 1992, a candidata do PDT aparecia com 23% das intenções de voto. Acabou em terceiro lugar, com 14%.

Benedita Silva fez o caminho inverso. Quarta colocada com 8%, cresceu durante a campanha e foi para o segundo turno com 24%. 

Resumo da ópera: em pesquisa eleitoral, quem rir por último, rir melhor.

Trechos da análise de Maia:

1. Em 1992, mais ou menos nessa época, o Data-Folha dava aos principais candidatos a prefeito do Rio, as seguintes intenções de voto: Benedita 8%. Cidinha 23%. César Maia 7%. Albano Reis 13% e Amaral Neto 8%.

2. O resultado do primeiro turno foi: Benedita 24%. César Maia 16%. Cidinha 14%. Albano 5%. Amaral Neto 4%.

3. Em 1996, mais ou menos nessa época, o Data-Folha dava aos principais candidatos a prefeito do Rio, as seguintes intenções de voto: Conde 4%. Sergio Cabral 26%. Chico Alencar 6%. Miro Teixeira 21%.

4. O resultado do primeiro turno foi: Conde 33%. Cabral 22%. Chico Alencar 18%. Miro Teixeira 7%.