Anote o título: “A Bela Junie”, o novo filme de Christophe Honoré, acabou de estrear nos cinemas brasileiros. É uma adaptação para os dias de hoje do livro ”La Princesse de Clèves”, de Madame de Lafayette.
Junie é interpretada pela atriz Anne Seydoux. Após a morte da mãe, ela muda para a escola do primo, Mathias, em Paris. Olhos verdes, cabelos castanhos desgrenhados, a garota é bastante reservada.
Sua beleza e seu ar misterioso, porém, acabam seduzindo o professor Nemours (Louis Garrel).
Um crítico paulista notou que há uma tristeza que intriga no cinema de Honoré. Em filmes como “Em Paris” (que vi recentemente em dvd) e “Canções de Amor”, Honoré “retomou aquele que François Truffaut, o romântico que desconfiava do romantismo, considerava o maior de todos os temas, senão o único – o amor”, escreve.
“Tudo gira em torno do amor e a tristeza pode estar um pouco ligada ao tema da morte, sempre presente no cinema do autor. Ou então a essa certeza de que o amor talvez seja, ou é, efêmero. Em Beijos Roubados, Truffaut fez com que Jean-Pierre Léaud conquistasse uma mulher dizendo que todos os outros homens e amores, tudo o mais, era provisório. Ele, e só ele, era definitivo. O homem e a mulher em Honoré sonham com esse absoluto do amor.”
Eu também.

