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RN: PARA MELHORAR AINDA VAI PIORAR

No sábado, três bandidos armados entraram na casa dos pais de uma amiga, em Cidade Jardim, e levaram computador, celular, carro e dinheiro. Na madrugada desta segunda-feira a vítima foi o artista plástico Vatenor de Oliveira cuja residência foi invadida por uma quadrilha. Vatenor e sua mulher foram amarrados enquanto a quadrilha realizava um arrastão na casa.

Resumo da ópera:  Para melhorar ainda vai piorar. Leia o que vai abaixo:

Da “Tribuna do Norte”:

O artista plástico Vatenor de Oliveira vivenciou uma madrugada de terror nesta segunda-feira (30).

Ele teve a residência, localizada na praia de Perobas – a cerca de 80 quilômetros da capital -, invadida e foi alvo de violência e ameaças de criminosos que o assaltaram.

O artista e a sua mulher permaneceram amarrados, enquanto a quadrilha realizava um arrastão na casa. A ação dos bandidos também ocorreu no imóvel vizinho, onde uma pessoa foi atingida por disparo de arma de fogo.

Após assaltar a residência de Vatenor, os bandidos seguiram para a casa do vizinho.

Lá, acabaram acertando um tiro na cabeça de um homem, que ,em estado grave, foi encaminhado para atendimento médico em Natal. Segundo o artista, a vítima é funcionário da prefeitura de Natal.

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OCULTAR FATOS É QUE É UM ATENTADO À LIBERDADE DE IMPRENSA

FERNANDO BRITO

Não está em pauta, na CPI do Cachoeira, o sigilo de fontes jornalísticas.

Ninguém se interessa em saber qual foi a fonte do senhor Policarpo Júnior, da Veja, para os oito anos de matérias bombásticas, com gravações de diálogos escusos e revelação de supostos negócios ilegais. Não tem interesse, porque todos já sabem: Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o “empresário de jogos”.

O que se quer saber é outra coisa: como foi o pacto de interesses políticos firmado entre a revista e o contraventor.

Carlos Cachoeira não forneceu uma ou duas informações à Veja. Teve, sim, uma longa convivência que, em termos biológicos, teria o nome de mutualismo: uma interação entre duas espécies que se beneficiam reciprocamente. Continuar lendo

O TRISTE FIM DE POLICARPO E SUA TURMA OU #VEJAGOLPISTA NO TT

Para quem foi leitor de VEJA durante 30 anos, é triste ver a maior revista do Brasil envolvida com um bicheiro e um senador corrupto.

O que fazer?

Tem razão o deputado Fernando Ferro, a revista VEJA é o crime organizado fazendo jornalismo. Lamentável.

Segue reportagem do 247:

Desde a noite desta sexta-feira, quando o Brasil 247 publicou com exclusividade o inquérito relacionado à Operação Monte Carlo, internautas do Brasil inteiro começaram a garimpar informações ainda não divulgadas pela imprensa.

Muitos se focaram nas relações entre o bicheiro Carlos Cachoeira e a revista Veja – cuja parceria editorial, com benefícios empresariais e políticos, fica evidenciada em vários trechos.

Neste sábado, Veja fez uma leitura bem particular do relatório. Por meio do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), noticiou que o documento esvazia a possibilidade de uma “CPI da mídia”. E, através do blogueiro Reinaldo Azevedo, que escreveu o texto “O Triunfo da Verdade”, defendeu a tese de que ratos, obscurantistas e inimigos da liberdade estariam combatendo o bom jornalismo investigativo praticado pela revista.

Pois, neste sábado, a hashtag #VejaGOLPISTA alcançou o topo dos assuntos mais comentados no Twitter global. Internautas do Brasil inteiro se mobilizaram para protestar contra os métodos utilizados pelo carro-chefe da Abril, empresa de Roberto Civita. Mais tarde, fãs da publicação reagiram com a hashtag #VejaNelles, que também entrou nos TTs. Porta-voz da publicação, Reinaldo Azevedo publicou novo texto acusando José Dirceu de comandar um movimento organizado na internet contra a imprensa livre.

A batalha envolveu milhares de tuiteiros, mas o fato é que Veja se vê hoje diante de um problema sério de imagem. Ninguém é contra que Veja ou qualquer outro veículo de comunicação fiscalize o poder e faça jornalismo. O problema ocorre quando o jornalismo é colocado a serviço dos interesses de um contraventor. Continuar lendo

POR QUE O ESCÂNDALO QUANDO SURGEM COTAS PARA NEGROS

Um ótimo comentário de Bob Fernandes sobre o sistema de cotas. E abaixo trechos de seu comentário:

O Brasil viveu 386 vergonhosos anos de escravidão. Isso, são quatro quintos da nossa história. As chagas estão aí, até hoje.

Só quem não mergulhou no Brasil além dos centros das capitais, quem nunca deixa as zonas de conforto e ilusão, pode afirmar que não existe a questão racial.

Afirma isso quem não sabe que mais de 250 jovens Kaiowá-Guarani, com idades entre 9 e 24 anos, se suicidaram nos últimos 15 anos. Nas proximidades de Dourados, Mato Grosso.

Eu estive lá. Eu vi. Suicidaram-se pela opressão, pela falta de espaço, ausência de esperança. Como outras centenas de comunidades Brasil afora.
Exemplos gritantes, e aí já falando das cotas para negros. O STF, que hoje julga as cotas, tem 11 ministros. Só um é negro. Joaquim Barbosa.

O Brasil tem 97 milhões que se declaram afro-descendentes. A câmara dos deputados, uma representação do país, tem 43 deputados negros ou descendentes. Apenas 8% do total dos 513 deputados.

O princípio da ação afirmativa já foi praticado, antes, em inúmeros casos no Brasil.

Em ações econômicas e sociais. Porque o barulho, o escândalo, quando surgem cotas para negros, índios e pobres?

Porque isso nos tira da zona de conforto? Da ilusão, hipócrita, de coesão racial, social? Da ilusão de que o racismo não existe no Brasil, nem mesmo disfarçado?

O sistema de cotas tem claro, imperfeições. Mas as cotas já beneficiaram, por exemplo, 400 mil jovens negros no brasil. Que as cotas permaneçam. Até que a nossa história as torne desnecessárias.

ESSA REVISTA FAZ MAL A SAÚDE

Ah, se o Brasil fosse o Reino Unido…

LUIS NASSIF

A propaganda médica sofre inúmeras restrições, tanto na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quando dos próprios conselhos de medicina.

É um risco para a saúde pública, por induzir ao aumento desmedido do consumo de medicamentos, muitas vezes sem a devida prescrição médica e, algumas vezes, podendo afetar a saúde do público.

No entanto, algumas publicações de alcance nacional tem recorrido a um expediente, provavelmente para burlar as restrições à propaganda: matérias com todos os sinais de terem sido encomendadas pelos laboratórios interessados.

É o caso do imprudente mergulho da Editora Abril em matérias médicas.

Em setembro de 2011 a revista publicou capa polêmica, recomendando o medicamento Victoza, do Laboratório Novo Nordisk, para combate à obesidade.

O medicamento é para tratamento de diabetes tipo 2, não é recomendado para emagrecimento. A capa ensejou uma enorme reação dos setores médicos, a ponto da Anvisa exigir uma Nota de Esclarecimento da Editora Abril.

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QUANDO O DEM PERDE, O BRASIL GANHA

Derrotado nas urnas, o DEM deu agora para apanhar no Supremo Tribunal Federal. E de goleada: o placar de 10 a 0 a favor das cotas foi humilhante.
Resumo da ópera: Quando o DEM perde, o Brasil ganha.

PAULO MOREIRA LEITE

O placar de 10 a 0 a favor das cotas no Supremo deveria fazer seus adversários refletir sobre a própria atuação.

Seria razoável levantar algumas perguntas: aonde erramos? Por que se aprovou uma medida que combatemos com tanto empenho, por uma diferença tão colossal? Será que todos os argumentos a favor das cotas são apenas demagógicos e absurdos?

Duvido que isso vai acontecer. E é fácil entender por que.

Ao longo dos últimos dez anos as cotas foram combatidas pelo conjunto dos grandes meios de comunicação do país. Formou-se uma unanimidade que não se viu sequer no tempo da abolição da escravatura. Em 1888 o Estado de S. Paulo e o Diário Popular, por exemplo, tinham a abolição do cativeiro como ponto de honra.

O Estado combatia a escravidão em editoriais e artigos. O Diário ia além. Recusava-se até a publicar anúncios de compra e venda de escravos. Continuar lendo

PIG AMEAÇA RETALIAR GOVERNO

Numa clara chantagem, donos dos principais meios de comunicação avisaram que pretendem retaliar o governo se houve qualquer convocação de um deles para depor na CPI de Carlinhos Cachoeira.

O recado foi dado pelo executivo Fábio Barbosa, presidente do grupo Abril  e que esteve semana passada em Brasília conversando com líderes do PT, PMDB e gente do governo Dilma. Enquanto isso, no Reino Unido, o magnata da mídia Rupert Murdoch depôs numa comissão parlamentar de inquérito.

Segue reportagem do site 247:

Há exatamente uma semana, o 247 revelou com exclusividade que o executivo Fábio Barbosa, presidente do grupo Abril e ex-presidente da Febraban, foi a Brasília com uma missão: impedir a convocação do chefe Roberto Civita pela CPI sobre as atividades de Carlos Cachoeira.

Jeitoso e muito querido em Brasília, Barbosa foi bem-sucedido, até agora. Dos mais de 170 requerimentos já apresentados, não constam o nome de Civita nem do jornalista Policarpo Júnior, ponto de ligação entre a revista Veja e o contraventor Carlos Cachoeira. O silêncio do PT em relação ao tema também impressiona.

Surgem, aos poucos, novas informações sobre o engavetamento da chamada “CPI da Veja” ou “CPI da mídia”. João Roberto Marinho, da Globo, fez chegar ao Palácio do Planalto a mensagem de que o governo seria retaliado se fossem convocados jornalistas ou empresários de comunicação.

Otávio Frias Filho, da Folha de S. Paulo, também aderiu ao pacto de não agressão. E este grupo já tem até um representante na CPI. Trata-se do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).

Na edição de hoje da Folha, há até uma nota emblemática na coluna Painel, da jornalista Vera Magalhães. Chama-se “Vacina” e diz o que segue abaixo:

“O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) vai argumentar na CPI, com base no artigo 207 do Código de Processo Penal, que é vedado o depoimento de testemunha que por ofício tenha de manter sigilo, como jornalistas. O PT tenta levar parte da mídia para o foco da investigação”.

O argumento de Miro Teixeira é o de que jornalistas não poderão ser forçados a quebrar o sigilo da fonte, uma garantia constitucional. Ocorre que este sigilo já foi quebrado pelas investigações da Polícia Federal, que revelaram mais de 200 ligações entre Policarpo Júnior e Carlos Cachoeira.

Além disso, vários países discutem se o sigilo da fonte pode ser usado como biombo para a proteção de crimes, como a realização de grampos ilegais. Continuar lendo

NOVA YORK POR AÍ

Pintores suspensos nos tensores na ponte do Brooklin em outubro de 1914

Cruzamento da 6 Avenida com a 40St

Meninas caminhas pela rua 42 em 1890

Polícia no local onde o corpo de Gaspare Candella foi encontrado por crianças dentro de um latão no Brooklin em 1918

Fotos raras de Nova York estão circulando na internet. São 870 mil imagens dos Arquivos Municipais que cobrem cobrem desde meados do século XIX até os anos de 1980.

Elas fazem parte de um conjunto de mais de dois milhões de fotografias que chegarão à internet em sua totalidade à medida que haja dinheiro para completar o processo de digitalização.

Segue reportagem de “O Globo”:

NOVA YORK, Estados Unidos — Foi musa de Weegee, Irving Penn, Robert Frank, Diane Arbus, Berenice Abbott… Imaginada, sugerida, evocada mas sobretudo imortalizada em milhões de fotografias e em milhares de filmes ao longo dos últimos 150 anos, Nova York provavelmente seja a modelo mais cobiçada das cidades do planeta.

Sua indiscutível fotogenia, unida ao talento de quem a converteu em estrela da imagem e em insuperável decoração cinematográfica, contribuiu a alimentar a infinita curiosidade mundial por uma cidade onde os sonhos não esvanecem e em que as desilusões podem ser tão devastadora como ver um homem na calçada a partir de qualquer um de seus arranha-céus.

Foi em Nova York que a fotografia se converteu em arte, graças ao trabalho de, entre outros Alfred Stieglitz e Paul Strand. Por isso é impossível tirar os olhos da cidade.

Prova disso é que o site lançado para divulgar 870 mil imagens dos Arquivos Municipais de Nova York ficou fora no mesmo dia em que foi lançado, na terça-feira. Até pelo menos a noite de ontem, justificava estar inacessível “devido à demanda esmagadora”.

Os registros cobrem desde meados do século XIX até os anos de 1980. Fazem parte de um conjunto de mais de dois milhões de fotografias que chegarão à internet em sua totalidade à medida que haja dinheiro para completar o processo de digitalização. Continuar lendo

FEIRA DE LIVRO EM BOGOTÁ HOMENAGEIA LITERATURA BRASILEIRA

A deputada Fátima Bezerra, que preside a Frente Parlamentar em Defesa do Livro e da Leitura da Câmara, participou recentemente da Feira Internacional do Livro de Bogotá (FILbo), na Colômbia.

Fátima integrou a comitiva brasileira que contou com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e dos escritores Ziraldo, Zuenir Ventura e Nélida Piñon (foto).

O Brasil foi o país homenageado nesta edição, que celebrou a diversidade da literatura e da cultura brasileira.