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DOCUMENTÁRIO RESGATA HISTÓRIA E TIPOS DO ALECRIM

Nunca morei no Alecrim, mas trabalhei anos ali, primeiro na “Folha da Manhã”, depois no “Jornal de Natal”.

Paulo Laguardia acaba de concluir um documentário em que resgata a história do mais natalense dos bairros. É o que revela reportagem do “Diário de Natal” que entrevistou o documentarista. Segue abaixo:

Diário de Natal: Além do senso comum, o que descobriu do Alecrim?
Paulo Laguardia: Fiquei assustado com o mundo que é o Alecrim. Nunca imaginei que o bairro tivesse tanta coisa para se ver e para se falar. Uma das dificuldades, aliás, foi descartar muita coisa para fechar em 52 minutos.

DN: Existem polêmicas tão antigas quanto o próprio bairro. Como se deu a abordagem?
PL: A própria questão da data da criação do bairro, que oficialmente tem 100 anos, entrevistados asseguram que ele tenha mais de 300 anos. A outra é referente a camelôs versus donos de lojas. Há uma polêmica muito grande nesse quesito. Outra, essa por unanimidade, é a opiniao geral sobre os políticos. Por isso, acredito que, sendo visto por eles, pode-se ter uma dimensão do que é o Alecrim e o que o povo pensa dele.

DN: E o aspecto cultural do bairro, que já foi um celeiro das artes?
PL: O Alecrim sempre foi uma grande celeiro e foi perdendo essa essência. Também priorizei os tipos populares, que davam muita vida e por um bom tempo fizeram parte da vida e da história do Alecrim. A Guarita,que é parte importante e que ninguém dá visibilidade, faz parte da história, surgiu por uma rede rodoviária, às margens do rio Potengi, e foi lá que teve o famoso curtume, indústria de couros.

DN: O documentário busca soluções aos problemas?
PL: A Guarita também aparece como possibilidade de se fazer uma revitalização do bairro. Uma entrevistada cita até um projeto com verba federal, aprovado, mas que não foi adiante. Hoje, o Alecrim não seria tão tumultuado se esse projeto tivesse ido adiante. Além disso, outro projeto mencionado contemplaria os camelõs entre a avenidas 1 e 2. Até pedra fundamental foi inaugurada, mas parou por ai. O Alecrim precisa de um projeto mais amplo que não remendos. Um estudo e uma discussão com a população para resolver esse problema. Continuar lendo

BONITINHOS MAS ORDINÁRIOS

O jornalista Ricardo Noblat já ofereceu seus serviços para vários políticos, um dos seus patrões mais conhecidos é o senador José Agripino Maia a quem assessorou na campanha de 1990.

Noblat tem uma página no site de “O Globo”. Um de seus colaboradores é o senador Demóstenes Torres.

O jornalista também reproduz com frequência textos de colegas de profissão como Ricardo Kotscho, Merval Pereira, e do asqueroso Augusto Nunes (um dia eu falo melhor dessa alma sebosa).

Nos destaques desta terça-feira há um artigo de Guilherme Fiúza, colunista da revista ÉPOCA que é um primor em matéria de preconceito elitista.

Irritado com a aprovação popular de Dilma Rousseff ( 77%, segundo o Ibope), Fiúza sugere, numa linguagem de bordel, cadeia por vadiagem para a opinião pública.

“Tudo bem que a opinião pública, distraída, não tenha notado Dilma correndo atrás do PRÓPRIO RABO”, escreveu o articulista.

Ah, sim, antes que eu esqueça, Fiúza namora a socialite carioca Narcisa Tamborindeguy cuja obra se resume ao bordão “Ai que loucura”.  Os semelhantes se atraem.

Segue o texto na íntegra:

Guilherme Fiúza, ÉPOCA

A popularidade de Dilma Rousseff bateu novo recorde, chegando a 77% de aprovação, segundo o Ibope.  Não dá mais para dourar a pílula. Num cenário como esse, só resta adotar a solução proposta certa vez pelo colunista Tutty Vasques: cadeia para a opinião pública.

E cadeia por vadiagem.

Os especialistas do instituto de pesquisa explicaram a principal causa do impressionante índice: a queda de ministros em série, como nunca antes na história deste país, foi entendida como uma ofensiva de Dilma contra a corrupção.

Tudo bem que a opinião pública, distraída, não tenha notado Dilma correndo atrás do próprio rabo;

Que não tenha se dado conta de que todos os esquemas podres emanavam do padrão Dilma/PT de ocupação fisiológica do Estado;

Que não tenha atinado para o fato de que o modus operandi nos Transportes, no Turismo, nos Esportes, no Trabalho e em todos os outros ninhos parasitários vinha do governo Lula – onde a “coordenadora de todos os projetos” era ela mesma, a chefe da Casa Civil: Dilma Rousseff.

Eleita presidente, o que fez Dilma? Partilhou seu governo entre esses mesmos donatários, seus velhos conhecidos.

Tudo bem que a opinião pública, muito atarefada, não tenha visto nada disso.

Curioso é que não tenha visto também figuras como Carlos Lupi, já afundadas na lama, sendo sustentadas publicamente pela dona dos 77%.

“O passado passou, gente!”, tentou encerrar Dilma, quando o caso Lupi já estava exposto em toda a sua obscenidade – inclusive com flagrante fotográfico do ministro não-governamental.

Lupi só caiu porque a Comissão de Ética da Presidência carimbou a palavra “suspeito” na sua testa. Dilma ainda tentava enquadrar a Comissão, quando surgiu a notícia de que seu protegido tivera duplo emprego público.

Nota da redação: Lupi caiu, mas a rainha da faxina jurou de morte a Comissão de Ética (da qual nunca mais se ouviu falar).

A mordaça foi providencial, porque o consultor Fernando Pimentel, por exemplo, continua tranquilo em sua vida vegetativa no ministério – sem nenhum carimbo na testa.

Nota da redação (2): quem pagou a milionária consultoria fantasma de Pimentel foi o mesmo contratante da pesquisa consagradora para Dilma.

Chega de impunidade: se a presidenta faxineira é inocente, cadeia para a opinião pública.

A alternativa é seguir a recomendação eufórica do ex-presidente petista José Eduardo Dutra, comemorando os 77% de êxito do esquema com um brado poético: “Enfia o dedo e rasga!”

Como se vê, o Brasil está em boas mãos.

RELATÓRIO DO TCE CITA DOIS DESEMBARGADORES NO ESQUEMA DE DESVIOS DE RECURSOS DOS PRECATÓRIOS

Reportagem do “Tribuna do Norte” informa que o Tribunal de Contas do Estado, a ser apresentado hoje pelo conselheiro Carlos Thompson, acusa a participação dos desembargadores Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro no esquema de desvios de recursos públicos de precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

Segue trechos:

Por Isaac Lira
O relatório parcial do Tribunal de Contas do Estado, a ser apresentado hoje pelo conselheiro Carlos Thompson ao plenário da instituição, cita os desembargadores Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro como envolvidos no esquema de desvios de recursos públicos na divisão de precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

O TCE não fala sobre dolo ou má fé dos desembargadores, mas confirma a existência de documentos e autorizações de pagamentos assinados pelos dois magistrados, como adiantou há duas semanas a TRIBUNA DO NORTE.

A informação foi confirmada na tarde de ontem por duas fontes próximas à investigação. O relatório também irá apontar a primeira parcial de valores desviados dentro do setor. Segundo o relatório do Tribunal de Contas, até agora foram identificados R$ 11 milhões em desvios. A inspeção do Tribunal de Contas do Estado no setor de precatórios do Tribunal de Justiça foi dividida em duas partes.

A primeira trata da totalidade dos precatórios no período de 2007 a 2011. A segunda trata especificamente do precatório da Henasa, que, no valor de R$ 191 milhões, é o mais alto da história do RN. Há suspeitas de “superfaturamento” nesse precatório, o que ensejou um relatório unicamente dedicado ao caso.

Uma das fontes ouvidas pelo jornal classificou as provas existentes contra Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro como “torrenciais” e “insofismáveis”, garantindo a existência de subsídios dentro da investigação administrativa, relativa aos tribunais de Contas e de Justiça. Continuar lendo