Acaba de chegar às livrarias o livro “As lágrimas do Rio – O último dia de uma capital”, do historiador francês Laurent Vidal em que ele examina acontecimentos em torno do último dia do Rio de Janeiro como sede do governo federal.
Segue trecho da reportagem de “O Globo”:
Um dia que começou como outro qualquer. Foi assim aquele 20 de abril de 1960, o último em que a Cidade Maravilhosa amanheceria como capital do país.
Embora todos soubessem que o Rio de Janeiro estava passando seu posto de sede do governo federal para Brasília — a moderna cidade erguida no Planalto Central e inaugurada no dia seguinte pelo presidente Juscelino Kubitschek —, os cariocas não pareciam se dar conta das inúmeras mudanças que ainda estavam por vir.
Naquela data, porém, como mostra o livro “As lágrimas do Rio — O último dia de uma capital”, que acaba de ser lançado pela editora Martins Fontes/Selo Martins (264 páginas, R$ 39), o povo foi tomando as ruas para se despedir de uma era e comemorar o nascimento de uma outra, como capital do novo estado da Guanabara.
E quem conta essa passagem é o francês Laurent Vidal, especialista em História do Brasil, que se dedica há vários anos a pesquisar os acontecimentos do dia que mudou, sob vários aspectos, o perfil da cidade. Vidal é enfático ao afirmar que os cariocas só foram tomando pé da situação ao longo do 20 de abril.
— Tanto é que as manifestações mais ruidosas foram acontecer no final do dia — lembra o historiador em entrevista ao GLOBO em Brasília, onde lançou seu livro na 1 Bienal Brasil do Livro e Leitura. Continuar lendo


