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O IMPORTANTE É EMBRIAGAR-SE

Hoje 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Expressão. Dia deste blogueiro também celebrar seu aniversário.

Portanto, é preciso se embriagar para não morrer de realidade.

Para não sentir o horrível fardo do tempo que lhe quebra os ombros e o curva para o chão, como diz o poeta.

Mas se embriagar de quê? De vinho, poesia, cerveja ou virtude.

O importante é embriagar-se!

O GRITO DOS PACIENTES DO WALFREDO GURGEL

Pode até parecer, mas não se trata de nenhum paciente do Walfredo Gurgel desesperado com o tratamento dispensado pelo governo Rosalba Ciarlini.

A imagem aí abaixo é uma obra de arte.

Trata-se da tela “O Grito”, de Edvard Munch, vendida nesta quarta-feira pelo valor recorde de US$ 119.922.500, em leilão da Sotheby’s em Nova York.

O quadro, de 1895, retrata um homem segurando sua cabeça e gritando sob um céu riscado em vermelho se tornou um símbolo da ansiedade moderna, popularizado em filmes e estampado em todo tipo de produto, de canecas a máscaras de Halloween.

A obra é tão famosa como Mona Lisa.

ABAIXO A POLUIÇÃO VISUAL

Quem me acompanha sabe que urbanismo é um tema recorrente nos meus textos desde a época do “Jornal de Natal”.

E não canso de destacar que a função de qualquer prefeito é, entre outras coisas, investir em obras de mobilidade urbana, preservar o meio ambientes com ações sustentáveis, construir ciclovias e manter limpas praças e parques. Em suma, cuidar do bem-estar da população.

Neste aspecto, o Rio segue na vanguarda. Leiam o que vai abaixo:

O Globo

RIO – A primeira visão de quem chega ao Rio pelo Elevado do Gasômetro é um anúncio de plano de saúde — a segunda, o Cristo Redentor. Enorme, a propaganda ocupa toda a lateral de um prédio, disputando a atenção com as montanhas do Sumaré e do Corcovado.

A poluição visual que suja a paisagem do Rio entrou na mira da prefeitura, mas só no Centro e na Zona Sul.

Um decreto que será publicado nesta quarta-feira pelo prefeito Eduardo Paes proibirá boa parte da publicidade em imóveis de 22 bairros. Inspirado na Lei Cidade Limpa, sancionada em São Paulo em 2007, o decreto criará a Zona de Preservação Paisagística e Ambiental (ZPPA), onde anúncios em outdoors, empenas, marquises e no alto de edifícios serão proibidos.

Batizado de “Rio Limpo”, prevê ainda que letreiros de lojas, bares, restaurantes, bancos e shoppings tenham tamanhos de um e meio, quatro ou dez metros quadrados, conforme a largura da fachada do imóvel. Apesar do prometido rigor, a legislação carioca é bem mais generosa do que a paulistana, que vale para toda a cidade e se estende até mesmo aos anúncios veiculados em ônibus e táxis.

— O Rio tem uma beleza fantástica e a publicidade briga com isso. É essa ambiência que se quer proteger. Estamos criando a Apac da publicidade. Escolhemos Centro e Zona Sul por serem turísticos, mas a ideia é ampliar o decreto depois de um ano — diz Paes. Continuar lendo

O QUE É BOM PARA OS EUA RARAMENTE É BOM PARA O BRASIL

O  jornalista Paulo Moreira Leite mantém a esperança de que nem tudo parece perdido na velha mídia. Leiam na íntegra:

É possível que nem todos os leitores já tenham percebido mas a pauta principal dos repórteres que cobrem uma viagem presidencial ao exterior consiste em procurar gafes de nossos chefes de Estado.

A ideia é que os assuntos sérios e graves são uma chatice que não interessa a ninguém – visão que nem sempre é verdadeira mas tem sua base na realidade – e que as gafes são assunto com leitura garantida.

É assim desde os tempos da ditadura militar. Naquele tempo as gafes eram até uma forma de publicar uma notícia negativa sobre um regime que governava com apoio da censura prévia.

Os arroubos de vaidade da primeira-dama Dulce Figueiredo eram um prato tão saboroso que, num esforço para evitar notícias constrangedoras, o SNI cassou o passaporte do cabeleireiro que costumava acompanhá-la em viagens, alimentando os jornalistas de fofocas e episódios divertidos, além de dar um aspecto fútil às visitas.

A pauta prosseguiu nos governos civis e é possível que nenhum presidente tenha sido tratado com tantas ironias como José Sarney, que, com certo pedantismo, costumava ser ironizado por causa de seu portunhol.

No início, o monoglota Lula sofreu com comparações negativas, que procuravam exaltar o poliglota FHC. Depois se viu que mesmo em português Lula conseguia um respeito que nenhum antecessor obteve antes dele.

E Dilma? Continuar lendo

DITADURA MILITAR USOU MÉTODO NAZISTA PARA ELIMINAR OPONENTES

Um livro que acaba de chegar às livrarias promete render discussões acirradas sobre o período mais sinistro da história do Brasil: a ditadura militar.

Trata-se de “Memórias de uma guerra suja”, do delegado paulista Claudio Guerra. Suas revelações são chocantes.

Ele revela que os corpos de David Capistrano, Ana Rosa Kucinski e outros oito opositores da ditadura foram incinerados.

Segue notícia abaixo:

Tales Faria, iG Brasília

Ele lançou bombas por todo o país e participou, em 1981 no Rio de Janeiro, do atentado contra o show do 1º de Maio no Pavilhão do Riocentro. Esteve envolvido no assassinato de aproximadamente uma centena de pessoas durante a ditadura militar.

Trata-se de um delegado capixaba que herdou os subordinados do delegado paulista Sérgio Paranhos Fleury nas forças de resistência violenta à redemocratização do Brasil.

Apesar disso, o nome de Cláudio Guerra nunca esteve em listas de entidades de defesa dos direitos humanos. Mas com o lançamento do livro “Memórias de uma guerra suja”, que acaba de ser editado, esse ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) entrará para a história como um dos principais terroristas de direita que já existiu no País.

Mais do que esse novo personagem, o depoimento recolhido pelos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, ao longo dos últimos dois anos, traz revelações bombásticas sobre alguns dos acontecimentos mais marcantes das décadas de 70 e 80.

Revelações sobre o próprio caso do Riocentro; o assassinato do jornalista Alexandre Von Baumgarten, em 1982; a morte do delegado Fleury; a aproximação entre o crime organizado e setores militares na luta para manter a repressão; e dos nomes de alguns dos financiadores privados das ações do terrorismo de Estado que se estabeleceu naquele período.

A reportagem do iG teve acesso ao livro, editado pela Topbooks.

O relato de Cláudio Guerra é impressionante. Tão detalhado e objetivo que tem tudo para se tornar um dos roteiros de trabalho da Comissão da verdade, criada para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar (1964-1988).

Cláudio Guerra conta, por exemplo, como incinerou os corpos de dez presos políticos numa usina de açúcar do norte Estado do Rio de Janeiro. Corpos que nunca mais serão encontrados – conforme ele testemunha – de militantes de esquerda que foram torturados barbaramente. Continuar lendo

A CPI E OS DESAFIOS DA MÍDIA

Por LUIS NASSIF

Nesses tempos de Internet, redes sociais, e-mails, uma das questões mais interessante é a tentativa de monitorar a notícia por parte de alguns grandes veículos de mídia.

Refiro-me à cortina de silêncio imposta pelos quatro grandes grupos de mídia – Folha, Estado, Abril e Globo – às revelações sobre as ligações perigosas do Grupo Abril – da revista Veja – com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

As provas estão em duas operações alentadas da Polícia Federal – a Las Vegas e a Monte Carlo. Até agora vazaram relatórios parciais da Monte Carlo, referentes apenas aos trechos em que aparece o senador Demóstenes Torres. Ainda não foram divulgados dois relatórios alentados – ainda sobre Demóstenes – nem as cerca de 200 gravações de conversas entre o diretor da Veja em Brasília e Cachoeira e seus asseclas.

O que foi revelado neste final de semana já se constitui nos mais graves indícios sobre irregularidades na mídia desde o envolvimento de outra revista semanal com bicheiros de Mato Grosso, anos atrás. E está sendo divulgado por portais na Internet, por blogs, por emissoras rivais do grupo, vazando pelas redes sociais, pelo Twitter, Facebook em uma escalada irreprimível.

Mostra, por exemplo, como Cachoeira utilizou a revista para chantagear o governador do Distrito Federal, visando receber atrasados acertados no governo José Roberto Arruda. Os diálogos são cristalinos. A organização criminosa ordena bater no governador até que ceda.

Outro episódio foi o das denúncias contra o diretor do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). Percebe-se que ele havia endurecido nos contratos com a Construtora Delta, parceira de Cachoeira. Nos diálogos, Cachoeira diz ter passado informações para Veja bater no dirigente para acabar com sua resistência. Continuar lendo

ISSO É UMA VERGONHA NACIONAL

Mais uma baixa no governo Rosalba Ciarlini. Agora foi o secretário de Saúde, Domício Arruda que entregou o cargo em meio a uma crise que afeta outros setores da administração. E lamento informar: para melhorar ainda vai piorar.

Segue reportagem do “Tribuna do Norte”:

Em meio à crise de atendimento e de gestão na Saúde Pública, o médico Domício Arruda entregou no início da noite de ontem o cargo de titular da pasta. O pedido de exoneração foi aceito prontamente pela governadora Rosalba Ciarlini e será oficializado na edição de hoje do Diário Oficial do Estado.

A secretária-adjunta Dorinha Burlamaqui foi designada para responder pela Sesap, até a nomeação do novo titular.

Domício Arruda permaneceu no cargo por pouco mais de um ano e cinco meses (assumiu dia 31 de dezembro de 2010). Nesse período, enfrentou críticas por não resolver o caos nas unidades hospitalares do Rio Grande do Norte e por firmar, sem licitação, contratos terceirizados, o principal deles para o Hospital Parteira Maria Correia – o Hospital da Mulher, de Mossoró.

O contrato de R$ 15,8 milhões foi firmado em 29 de fevereiro com a Associação Marca. Do valor contratual a Sesap pagou entre 22 de março e 14 de abril, 50,82%, ou seja, R$ 8,033 milhões. Continuar lendo