A coisa começa a se complicar para o lado do senador José Agripino Maia.
Reportagem de Leandro Fortes revela que o esquema criminoso montado no Detran do Rio Grande do Norte e que resultou na prisão do seu suplente, o tucano João Faustino, beneficiou o senador e presidente do DEM.
Em depoimento ao Ministério Público Estadual, o lobista Alcides Fernandes Barbosa apontou a participação de Maia, acusado de receber 1 milhão de reais do esquema.
Segue o texto na íntegra:
Há pouco mais de um mês, em 2 de abril, um grupo de seis jovens promotores de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Norte organizou uma sessão secreta para ouvir um lobista de São José do Rio Preto (SP), Alcides Fernandes Barbosa, ansioso por um acordo que o tirasse da cadeia.
Ele foi preso com outras nove pessoas, em 24 de novembro de 2011, durante a Operação Sinal Fechado, que teve como alvo a atuação do Consórcio Inspar, montado por empresários e políticos locais com a intenção de dominar o serviço de inspeção veicular no estado por 20 anos.
A quadrilha pretendia faturar cerca de 1 bilhão de reais com o negócio.
Revelado, agora, em primeira mão, por CartaCapital, o depoimento de Barbosa aponta a participação do senador Agripino Maia, presidente do DEM, acusado de receber 1 milhão de reais do esquema.
O depoimento de Barbosa durou 11 horas e reforçou muitas das teses levantadas pelos promotores sobre a participação de políticos no bando montado pelo advogado George Olímpio, apontado como líder da quadrilha, ainda hoje preso em Natal.
De acordo com trechos da delação, gravada em vídeo, Barbosa afirma ter sido chamado, no fim de 2010, para um coquetel na casa do senador Agripino Maia, segundo disse aos promotores, para conhecer pessoalmente o presidente do DEM.
O convite foi feito por João Faustino Neto, ex-deputado, ex-senador e atual suplente de Agripino Maia no Senado Federal. Continuar lendo

