Ainda não terminei mas sugiro a leitura de “1943: Roosevelt e Vargas” sobre o encontro dos dois presidentes em Natal, em janeiro de 1943.
Uma ressalva: Por que Leonardo Barata não escreveu esse livro? Leo conhece o assunto melhor do que ninguém e tem uma farta documentação sobre o assunto.
Segue texto de Elias Thomé Saliba sobre o livro.
Inspiradas em US Navy, muitas famílias batizaram seus bebês com o nome de “Osnavi”. Um menino abiscoitou 5 dólares ao dar um brilho nos sapatos de Tyrone Power, um dos muitos artistas a fazer shows- para os soldados.
Os ônibus que levavam as moças potiguares para festas na base norte-americana de Parnamirim receberam o gaiato apelido de “marmitas”. Juntamente com os milhares de soldados americanos vindos para Parnamirim Field, chegaram também a Natal a música das big bands, filmes, chicletes, uísques e até calças compridas para mulheres.
É com essas cenas pitorescas e folclóricas que o filme Forall, o Trampolim da Vitória, lançado em 1997, registra a presença norte-americana na base de Natal durante os anos mais críticos da Segunda Guerra Mundial.
Até o burlesco título do filme refere-se a um equívoco paródico, pois retrata os bailes domingueiros, não exclusivos dos soldados americanos, ou seja, for all, abertos a todos. Mas o registro da história apenas pelo seu lado pitoresco maltrata nossa combalida memória coletiva e obscurece o real significado do evento. Continuar lendo



