Os internautas, quem diria, estão incomodando a maior revista do Brasil.
A “Veja” acha que os excessos de liberdade se corrigem com a censura, contrariando Alexis de Tocqueville, segundo o qual, os excessos de liberdade se corrigem com mais liberdade.
Os asseclas de Roberto Civita não perceberam que liberdade não é uma calça velha azul e desbotada.
Da CartaCapital
A revista Veja tem medo do jogo da velha. O jogo da velha, no caso, são as hashtags, antecedidas pelo sinal #, para destacar vozes numa multidão de internautas – bobagens em alguns casos, mobilizações, em outros.
Para quem diz defender com a própria vida a liberdade de expressão, é preocupante. Nas 16 páginas desperdiçadas na edição do fim-de-semana em que tenta se defender, a semanal da editora Abril deixou claro: para ela, a liberdade de expressão não é um valor absoluto.
Tem dono – ela e o reduzido grupo de meios de comunicação que se auto-qualificam de “imprensa livre”.
Livre de quem? No caso da Veja, certamente eles não tratavam do bicheiro Carlos Cachoeira, espécie de sócio na elaboração de pautas da publicação. Getúlio Vargas valia-se da expressão “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”.
A revista, em sua peça de realismo fantástico disfarçada de “reportagem”, a reformula: “aos amigos tudo (inclusive o direito de caluniar, manipular e distorcer), aos inimigos a censura.
Ou não é isso, ao desferir um golpe contra as manifestações livres na rede e sugerir uma “governança” na internet, que os editores do semanário propõem?
Eles tem urticária só de ouvir falar em um debate sobre a regulação dos meios de comunicação. Mas pimenta nos olhos dos outros… Continuar lendo



