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LIBERDADE NÃO É UMA CALÇA VELHA AZUL E DESBOTADA

Os internautas, quem diria, estão incomodando a maior revista do Brasil.

A “Veja” acha que os excessos de liberdade se corrigem com a censura, contrariando Alexis de Tocqueville, segundo o qual, os  excessos de liberdade se corrigem com mais liberdade.

Os asseclas de Roberto Civita não perceberam que liberdade não é uma calça velha azul e desbotada.

Da CartaCapital

A revista Veja tem medo do jogo da velha. O jogo da velha, no caso, são as hashtags, antecedidas pelo sinal #, para destacar vozes numa multidão de internautas – bobagens em alguns casos, mobilizações, em outros.

Para quem diz defender com a própria vida a liberdade de expressão, é preocupante. Nas 16 páginas desperdiçadas na edição do fim-de-semana em que tenta se defender, a semanal da editora Abril deixou claro: para ela, a liberdade de expressão não é um valor absoluto.

Tem dono – ela e o reduzido grupo de meios de comunicação que se auto-qualificam de “imprensa livre”.

Livre de quem? No caso da Veja, certamente eles não tratavam do bicheiro Carlos Cachoeira, espécie de sócio na elaboração de pautas da publicação. Getúlio Vargas valia-se da expressão “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”.

A revista, em sua peça de realismo fantástico disfarçada de “reportagem”, a reformula: “aos amigos tudo (inclusive o direito de caluniar, manipular e distorcer), aos inimigos a censura.

Ou não é isso, ao desferir um golpe contra as manifestações livres na rede e sugerir uma “governança” na internet, que os editores do semanário propõem?

Eles tem urticária só de ouvir falar em um debate sobre a regulação dos meios de comunicação. Mas pimenta nos olhos dos outros… Continuar lendo

O PRIMEIRO PRESIDENTE GAY DOS ESTADOS UNIDOS

Essa é a capa da “Newsweek” que chegou aos leitores este fim de semana. Uma jogada de marketing da revista, sem dúvida.

Segue reportagem de “O Globo”:

A jogada acontece logo após a Time, concorrente da Newsweek, dar destaque a uma mãe amamentando uma criança de três anos em sua última edição. A foto levantou o debate sobre a atitude, que não costuma ser feita em público nos Estados Unidos, e sobre o limite de idade para amamentação das crianças.

Obama declarou oficialmente ser a favor do casamento gay na última quarta-feira, tornando-se o primeiro presidente americano a assumir essa posição. A ação foi interpretada por muitos como uma jogada política para conquistar mais votos para a eleição de novembro.

Seu provável adversário, o republicano Mitt Romney, é declaradamente contra a união entre pessoas do mesmo sexo.

A matéria da Newsweek foi escrita pelo jornalista gay Andrew Sullivan, que em seu blog antecipou alguns dos pontos da reportagem e porque acredita que o apoio ao casamento gay não foi apenas uma jogada política.

“Quando você volta um pouco e avalia o histórico de Obama sobre os direitos gays, você vê, de fato, que isso não foi uma aberração. Foi um inevitável auge de três anos de trabalho”, afirma Sullivan.

O jornalista também compara a origem mestiça de Obama com a experiência que os gays têm de se assumir em meios heterossexuais.

“Ele teve que descobrir sua identidade negra para se reconciliar com sua família negra, assim como os gays descobrem sua identidade homossexual e têm que se reconciliar com sua família heterossexual”, argumenta Sullivan.

Tina Brown, editora-chefe da revista, escreveu em seu Twitter: “Obama mereceu cada cor desta auréola de arco-íris”. Continuar lendo