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HIPOCRISIA É A HOMENAGEM QUE O PIG PRESTA A VIRTUDE

Minha opinião sobre Paulo Maluf, não mudou, ela é a mesma há 30 anos. Eu não sou como o PIG que muda de opinião conforme as estações.

Marta Suplicy, que agora é tida como uma Dama de Vermelho, já foi chamada de “mulher de vida fácil” por um colunista de “Veja”, a mesma “Veja” que estampou uma foto dela cujo destaque eram suas partes íntimas.

Essa gente, vocês sabem, não tem escrúpulos. Eu tenho.  E para ratificar uma antiga máxima segundo a qual a hipocrisia é a homenagem que o vício presta a virtude, deixo a palavra com Eduardo Guimarães do Blog da Cidadania:

A foto que emoldura este texto é rara. Foi preciso esforço para encontrá-la. E não foi achada em arquivo de algum órgão de imprensa, mas perdida em alguma página esquecida da internet.

É de 1998, durante um dos vários encontros públicos que Fernando Henrique Cardoso e Paulo Maluf tiveram naquele ano. A foto de um deles foi parar em um outdoor que a campanha malufista ao governo do Estado espalhou pelas ruas de São Paulo.

Não há paulista que não se lembre dos outdoors em que FHC, Maluf e o seu candidato a vice, Luiz Carlos Santos, apareciam perfilados e sorridentes. Havia um outdoor daqueles em cada esquina. Continuar lendo

RECADINHO AOS CANDIDATOS A PREFEITO DA TABA

Quem me conhece sabe de meu desprezo pelo automóvel, detesto dirigir. E não há nada mais cafona do que ter carro numa cidade civilizada. Duvida? Pergunte a qualquer morador de Nova York, Londres, Paris, Copenhague…

O que isso quer dizer? Que tenho um recado para todos os candidatos a prefeitos da Taba:

Uma boa cidade não é aquela em que até os pobres andam de carro, mas aquela em que até os ricos usam transporte público.

EM BUSCA DO TESOURO

Lançados no final de 2011, dois livros resgatam histórias de Ronaldo Bôscoli e João Gilberto, dois ícones da Bossa Nova. Se você gosta de música e aprecia boas histórias, não deixem de ler “A Bossa do Lobo” (Editora Leya, 544 páginas) e  ”Ho-Ba-La-Lá – À Procura de João Gilberto” (Cia. das Letras, 184 páginas).

Segue reportagem da revista Brasileiros:

Sancionado pelo ex-presidente Lula em 2009, o Dia Nacional da Bossa Nova é celebrado desde 2010 em 25 de janeiro, que também marca o nascimento do maestro Tom Jobim.

A data comemorativa soma forças para preservar a memória do maior produto cultural do País da segunda metade do século 20, símbolo de uma geração que ansiava por modernidade e legou novos horizontes musicais e comportamentais.

É a lembrança desses dias áureos que vem à tona em dois lançamentos editoriais dedicados a personagens elementares para a construção da Bossa Nova, primeiro como gênero e depois como espetáculo.

Em Ho-Ba-La-Lá – À Procura de João Gilberto (Cia. das Letras, 184 páginas), o jornalista alemão Marc Fischer narra uma obsessiva caçada ao excêntrico patriarca da Bossa. Certo de que seria impossível entrevistar João, Fischer desembarcou no Rio de Janeiro munido de um centenário violão para, assim que encontrasse o baiano, pedir a ele que ao menos tocasse a canção eternizada em 1959, no clássico Chega de Saudade, que dá nome a seu livro.

Já em A Bossa do Lobo (Editora Leya, 544 páginas) o leitor se depara com um catatau de quase 600 páginas dedicadas a retratar a vida frenética de Ronaldo Bôscoli, letrista de clássicos, como Lobo Bobo e Telefone, e produtor de dezenas de espetáculos ao lado do inseparável parceiro Luiz Carlos Miele.

O livro atravessa a adolescência e a juventude de Bôscoli e persegue os últimos dias do também jornalista, morto em 1994, em decorrência de um câncer de próstata.

Um amplo retrato de quase quatro décadas do País é o que salta aos olhos na biografia assinada pelo jornalista Denilson Monteiro, autor de Dez, Nota Dez! Eu Sou Carlos Imperial (sobre o controverso criador do Clube do Rock, programa de TV que revelou Roberto Carlos). Continuar lendo