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GLOBO TENTOU LIGAR LULA AO ESQUEMA DE CACHOEIRA

A Globo tentou de todas as maneiras envolver Lula ao esquema de Carlos Cachoeira. É o que revela o 247. De acordo com o site, a repórter Sônia Bridi, que entrevistou Andressa Mendonça para o Fantástico, insistiu para que a esposa do contraventor conectasse o ex-presidente ao escândalo. Andressa negou, mas os trechos não foram ao ar.

A entrevista de Andressa ao Fantástico foi gravada por um celular.

Veja o trecho:

Fantástico – Quando o médium João de Deus… Você conhece João de Deus?

Andressa – Já o vi aqui, na casa do meu sogro. Ele vinha orar para a minha sogra, que faleceu.

Fantástico – Quando ele foi visitar o presidente Lula, em São Paulo, foi o Carlos quem arranjou a visita, cedeu o avião?

Andressa – Não sei te responder.

Fantástico – Mas vocês têm contato com o João de Deus? A família é espírita?

Andressa – Acho que não. Não sei. Acredito que não. Mas ele é uma pessoa que mora em Anápolis, é uma figura fácil aqui. Ele ora pelas pessoas que estão doentes. Ele veio orar pela minha sogra algumas vezes.

Em outro trecho, Andressa é questionada sobre uma suposta viagem dela, de Cachoeira e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiróz, aos Estados Unidos. Ela nega, mas a repórter insiste:

Fantástico – E este encontro que vocês tiveram com o governador Agnelo Queiroz nos Estados Unidos? Vocês discutiram política ou foi um encontro social?

Andressa – Desculpa, com quem?

Fantástico – Com o governador Agnelo Queiroz.

Andressa – Nos Estados Unidos?

Fantástico – É.

Andressa – Eu não conheço o governador do Distrito Federal.

Fantástico – Vocês não se encontraram nos Estados Unidos?

Andressa – Não, não nos encontramos.

Fantástico – Vocês nunca se encontraram? Você, junto com o Carlos, nunca se encontraram com ele?

Andressa – Não, nunca vi.

Fantástico – Nunca teve um contato…

Andressa – Nunca.

 

 

O VERÃO DO FORRÓ EM NOVA YORK

O forró, quem diria, invadiu Nova York neste verão. Sexta-feira o “New York Times” publicou uma longa reportagem em que compara Luiz Gonzaga a Elvis Presley. Seguem trechos:

NOVA YORK – No lugar onde nasceu, no nordeste brasileiro, o estilo, levado pelo acordeão e música dançante, conhecido como forró, era chamado de música para empregadas e taxistas. Não mais: o estilo não só se tornou popular com um público “hip” do Rio e São Paulo, nos últimos anos, como também será a moda deste verão em Nova York.

Uma festa de forró no Botequim Miss Favela Brazilian, em Williamsburg, no Brooklyn, tem atraído a atenção dos nova iorquinos, que acham esta música nova e exótica, mas dançável num estilo antigo.

Nesta sexta-feira, o Midsummer Night Swing, no Lincoln Center, apresentará o show “Mestres do Forró Nordestino”, com aulas de dança antes. No dia seguinte, haverá um forró no Battery Park. E mais forró no evento anual Brasil Summerfest, que acontece entre 21 e 28 de julho. Além disso, ainda há dezenas de clubes em Manhattan, Brooklyn e Queens que tocam forró regurlarmente, pronunuciado pelos locais como “for-rou”.

“Este estilo está sacudindo Nova York agora”, disse Hap Pardo, o gerente do Cafe Wha?, em Greenwich Village, que colocou o forró nas noites de segunda-feira no bar. “Nós queremos fazer parte disso. Alguns dos meus amigos estão fazendo capoeira e isso os colocou nesse novo cenário. Eles olham o forró como uma forma de exercício em que se diverte também”.

O centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, a grande estrela do forró, ajuda a explicar em parte este interesse repentino e o show no Lincoln Center em tributo a ele. Um artista dinâmico que tocava acordeão e cantava, Gonzaga, que morreu em 1989, também era o compositor de “Asa branca”, uma música sobre a saga de um retirante tirado de sua terra pela seca. A canção é tão popular no Brasil que às vezes é chamado de hino nacional alternativo.

“Luiz Gonzaga foi uma dessas figuras únicas, como Elvis Presley”, afirma o percussionista Mauro Refosco, fundador da banda Forró in the Dark, baseada em Nova York. “Ela tinha o pacote completo: grandes letras e melodias combinadas a uma voz forte e apelativa, com uma presença fantástica no palco. Ele era absolutamente um showman, e sabia disso”.

Como uma forma de dança, forró descende da quadrilha, um estilo da França medieval que depois foi para Portugal.

“Mas o Brasil do jeito que é transformou a dança com movimentos mais sensuais”, informa a cantora Liliana Araújo, que também é professora de dança. “As pessoas dançam mais próximas. É um dois pra lá, dois pra cá, mas muitos outros movimentos e rodopios foram adicionados”.

Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui.