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Revista revela o estilo nada republicano de José Serra fazer campanha

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, se especializou em acusar o PT de promover baixaria nas campanhas. Mas é o tucano que habitualmente contrata arapongas para produzir dossiês contra os adversários.

Esse é o estilo serrista de fazer política como demonstrou reportagem da insuspeita “Veja” na época em que a revista ainda mantinha uma certa distância do tucano.

O texto assinado pelos repórteres Maurício Lima e Sandra Brasil é de 14 de agosto de 2002.

O que dizia a revista da Abril? Leiam o trecho abaixo:

Por Maurício Lima e Sandra Brasil 

O boneco Pinóquio, cujo nariz crescia a cada mentira, forneceu a inspiração. Agora, é Serróquio contra Ciróquio.

A campanha entrou numa fase em que José Serra se armou para bombardear não as idéias de Ciro Gomes, candidato que o vem demolindo nas pesquisas, mas a reputação do adversário. Percebendo o movimento, os aliados de Ciro decidiram contra-atacar na mesma moeda. Durante a semana, um chamou o outro de mentiroso sempre que a oportunidade surgiu. “Vamos mostrar que este cidadão é o Ciróquio”, definiu o deputado Geddel Vieira Lima, do PMDB da Bahia. O outro lado tenta criar o Serróquio.

O comitê de Serra entrou na guerra com profissionalismo. Contratou assessores acostumados a preparar dossiês. A turma vai conferir o teor de cada declaração dada por Ciro. Objetivo: ignorar as verdadeiras e colocar uma lente de aumento nas afirmações imprecisas ou equivocadas. Na semana passada, o comitê tucano atribuía a Ciro seis mentiras.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

Candidatos calam sobre restrição a armas

A hipocrisia é a homenagem que o vício presta a virtude. Nenhum dos principais candidatos a presidente dos EUA (Obama e Romney) tocou no tema do controle da venda de armas depois do massacre do Colorado. O tema é delicado, claro.

O Globo
NOVA YORK — O presidente Barack Obama e seu adversário, o republicano Mitt Romney, suspenderam a campanha presidencial nesta sexta-feira, em respeito ao massacre em Aurora, e interromperam a transmissão de anúncios de TV no Colorado – um dos swing states, estados onde a eleição está indefinida. No entanto, em seus discursos de condolências às famílias das vítimas, nenhum dos candidatos tocou no tema do controle da venda de armas, um dos mais delicados em ano de eleição.
- Nosso tempo aqui é precioso e limitado. O que importa não são as pequenas coisas, não são as coisas triviais, que geralmente nos consomem. No fim das contas, o que importa é como escolhemos tratar um ao outro e como amamos um ao outro – disse Obama na Flórida, ao oferecer os pêsames e a solidariedade aos parentes das vítimas.
Obama foi avisado do ataque às 5h26m, e decidiu encurtar a viagem de campanha, retornando à Casa Branca para acompanhar os desdobramentos do caso. Mitt Romney também suspendeu eventos de campanha e fez apenas um pronunciamento de conteúdo humanitário e religioso, sem entrar em temas políticos.

- Hoje sentimos não apenas tristeza, mas talvez, também, uma certa impotência. Mas há algo que podemos fazer: podemos oferecer conforto a alguém próximo a nós que esteja sofrendo, e podemos lamentar essas mortes com aqueles que estão de luto no Colorado – disse Romney, que já foi bispo da igreja mórmon em Boston.

A voz dissonante foi a do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, patrono da associação Mayors Against Illegal Guns (Prefeitos contra as Armas Ilegais), que cobrou dos candidatos presidenciais clareza na apresentação de suas ideias sobre o controle de armas:

- Palavras tranquilizadoras são uma boa coisa. Mas talvez seja a hora de as duas pessoas que querem ser presidente dos Estados Unidos dizerem o que vão fazer a respeito, porque obviamente esse é um problema de todo o país. E todo mundo fica dizendo: “Não é uma tragédia?” – disse Bloomberg.

Estado tem forte cultura pró-armas
Passado o choque inicial, as mortes no Colorado podem reabrir o debate sobre o acesso a armas nos Estados Unidos, mas ninguém acredita em mudanças concretas. Além do Colorado, outros estados decisivos para esta eleição – Ohio, Pensilvânia, Wisconsin, Virgínia, Iowa e Carolina do Norte – têm uma cultura fortemente pró-armas. Até hoje Obama é cobrado por uma declaração de 2008, na qual acusava moradores de cidades pequenas e áreas rurais em estados como a Pensilvânia de se “agarrarem às armas e à religião ou à antipatia pelos que são diferentes deles”. Continuar lendo

TCU DESMONTA TESE DO MENSALÃO

O Tribunal de Contas da União reconheceu a legalidade dos contratos de publicidade firmados pelo Banco do Brasil com as agências DNA e SMPB, do empresário Marcos Valério de Souza.

O que isso significa? Que a tese de que os recursos do mensalão vinham das bonificações de volume pagas às agências de publicidade não faz sentido.

A propósito, o jornalista Ricardo Kotscho estranha o comportamento da velha mídia que dedica páginas e mais páginas ao “mensalão do PT” enquanto ignora solenemente o “mensalão tucano”. Por quê?

Segue na íntegra:

Começa no próximo dia 2 de agosto, no Supremo Tribunal Federal, o julgamento do chamado “mensalão do PT”. Muito justo: afinal, o caso já se arrasta desde de 2005 e nós estamos em 2012. Estava na hora.

Por falar nisso, pergunto: e quando vai ser julgado o “mensalão tucano”, rebatizado pela grande imprensa de “mensalão mineiro”, que é bem mais antigo e vem se arrastando desde 1998?

Para se ter notícias do “mensalão do PT”, basta abrir qualquer jornal ou revista, ligar o rádio ou a televisão, está tudo lá diariamente, contado em caudalosas reportagens nos mínimos detalhes, comprovados ou não.

Já o “mensalão tucano” foi simplesmente escondido pela mídia reunida no Instituto Millenium, que não quer nem ouvir falar no assunto. Quem quiser saber a quantas anda o processo que dormita no Supremo Tribunal Federal precisa acessar aquilo que o tucano José Serra chama de “blogs sujos”.

Foi o que eu fiz ao entrar no Google, que registra 508 mil citações sobre o “mensalão tucano”, a grande maioria publicada em blogs, enquanto o “mensalão do PT”, embora mais recente, já alcance 3.720.000 matérias publicadas.

Sob o título “Mensalão tucano e silêncio da mídia”, o blog de Altamiro Borges tratou do asunto no último dia 10 de junho:

“Na quarta-feira passada (6), finalmente o Supremo Tribunal Federal decidiu incluir na pauta o debate sobre o “mensalão tucano”, o esquema utilizado patra alimentar a campanha pela reeleição do governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) em 1998. A mídia, porém, não deu qualquer destaque ao assunto. Algumas notinhas informaram apenas que o “mensalão mineiro” também será julgado em breve _ a imprensa demotucana evita, por razões óbvias, falar em mensalão tucano”. Continuar lendo