O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, se especializou em acusar o PT de promover baixaria nas campanhas. Mas é o tucano que habitualmente contrata arapongas para produzir dossiês contra os adversários.
Esse é o estilo serrista de fazer política como demonstrou reportagem da insuspeita “Veja” na época em que a revista ainda mantinha uma certa distância do tucano.
O texto assinado pelos repórteres Maurício Lima e Sandra Brasil é de 14 de agosto de 2002.
O que dizia a revista da Abril? Leiam o trecho abaixo:
Por Maurício Lima e Sandra Brasil
O boneco Pinóquio, cujo nariz crescia a cada mentira, forneceu a inspiração. Agora, é Serróquio contra Ciróquio.
A campanha entrou numa fase em que José Serra se armou para bombardear não as idéias de Ciro Gomes, candidato que o vem demolindo nas pesquisas, mas a reputação do adversário. Percebendo o movimento, os aliados de Ciro decidiram contra-atacar na mesma moeda. Durante a semana, um chamou o outro de mentiroso sempre que a oportunidade surgiu. “Vamos mostrar que este cidadão é o Ciróquio”, definiu o deputado Geddel Vieira Lima, do PMDB da Bahia. O outro lado tenta criar o Serróquio.
O comitê de Serra entrou na guerra com profissionalismo. Contratou assessores acostumados a preparar dossiês. A turma vai conferir o teor de cada declaração dada por Ciro. Objetivo: ignorar as verdadeiras e colocar uma lente de aumento nas afirmações imprecisas ou equivocadas. Na semana passada, o comitê tucano atribuía a Ciro seis mentiras.
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