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FEIOS, SUJOS E TALENTOSOS

“O que um pobre rapaz pode fazer/ A não ser cantar em uma banda de rock/ Porque na cidade sonolenta de Londres/ Não há lugar para um lutador nas ruas”, canta Mick Jagger em ”Street Fighting Man”.

A canção, um petardo jogado no colo da conservadora sociedade inglesa, chegou às rádios em agosto de 1968, ou seja, no momento em que o mundo estava pegando fogo!

“Street Fighting Man” foi lançado como single promocional do álbum Beggars Banquet que trazia outro petardo: “Sympathy for the Devil”, escrita por Jagger depois de ler “O Mestre e Margarida”, do escritor russo Mikhail Bulgakov.

O livro, publicado em 1967 e adotado por estudantes politizados, conta histórias do demônio e seu séquito (nada a ver com a turma de Caetano) desde os dias de Cristo até a Rússia soviética dos anos 1930.

Durante as gravações, num pequeno estúdio de Londres, o cineasta francês Jean-Luc Godard apareceu lá e filmou tudo para deleite dos fãs da banda.

PARABÉNS, SONINHA TODA PURA

Não faz muito tempo encontrei Caetano Veloso na livraria Travessa acompanhado de um séquito de bajuladores. Continua a mesma Soninha Toda Pura que conheci em meados da década de 80.

Ele é o aniversariante do dia. Mas aqui não vai rolar a festa. Em homenagem aos 70 anos do compositor baiano, dedico o vídeo que vai abaixo:

OS DORMINHOCOS

O terceiro dia de julgamento da Ação Penal 470, conhecido como mensalão, foi dedicado aos advogados de defesa de José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério e Ramon Hollerbach.

Enquanto eles faziam a sustentação oral, dois ministros do STF, Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes dormiam, dando a impressão merecida de que a Justiça brasileira além de cega, vive numa eterna hibernação.

Em homenagem a esses dorminhocos, segue a música de Raul Seixas:

O meu sono é tão lindo
Eu quero continuar dormindo
Sempre de manhã cedinho
Vem você meu bem
Me acordar
E eu lhe peço com carinho
Por favor benzinho
Quero descansar
Eu para viver sorrindo
Tenho que continuar dormindo
Passo o dia dando duro
E não vejo a hora
De me deitar
E quando volto está escuro
E você me pede pra passear
Só queria ver você caladinha
Ao me ver dormindo