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Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza…

O presidente do STF, Joaquim Barbosa, participou recentemente de um jantar na casa do advogado José Siqueira Castro. Quem é José Siqueira Castro? Um famoso advogado com várias ações no Supremo.

Em Brasília, no Rio, ou em Natal, é comum juízes se encontrarem com advogados. Muitas vezes em lugares clandestinos.

Mas Ailton, que mal há nisso? Ora, meu caro, assim como a celebrada mulher de César, não basta um magistrado ser honesto, tem que parecer honesto.

É escandaloso ver um ministro do Supremo participar de regabofe na casa de um advogado com ações no Supremo.

Faz sentir saudades do juiz americano David Souter. Souter fugia de jantares e festas como o diabo da cruz.

Indicado para a Suprema Corte por George Bush, pai, aposentou-se em 2009.

Aos 74 anos, sua rotina é a mesma: continua solteiro, vive num apartamento repleto de livros e dirige um carro velho. Só sai de casa para ir ao cinema e para passear no Central Park.

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Admirável mundo novo

Pierre Omidyar, criador do e-Bay, está investindo 250 milhões dólares numa empresa jornalística chefiada por Glenn Greenwald, que revelou a espionagem americana. Abaixo, perfil de Omidyar escrito por Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo:

A notícia recente mais importante do mundo da mídia foi a de um bilionário que resolveu investir milhões numa empresa jornalística. Não estou falando de Jeff Bezos e do Washington Post, mas de Pierre Omidyar e do site que está criando com Glenn Greenwald, o jornalista e advogado responsável pelos furos sobre o esquema de espionagem dos Estados Unidos.

Omidyar também foi abordado pela família proprietária do Post, mas a conversa não prosperou. “Esse processo me fez pensar sobre que tipo de impacto social pode ser criado se um investimento semelhante for feito em algo totalmente novo, construído a partir do zero. Algo em que eu estaria pessoalmente envolvido”, escreveu ele em seu blog.

Está pondo US$ 250 milhões no projeto. Greenwald deixa o jornal inglês The Guardian, no que definiu como oportunidade de uma vida. A equipe ainda terá Laura Poitras, a documentarista que trabalhou nas entrevistas com Edward Snowden, e Jeremy Scahill, correspondente da revista Nation, escritor e documentarista dedicado a contar histórias da política externa americana.

Ou seja, dá para ter uma ideia do que vem por aí. Diferentemente de muitos de seus colegas que enriqueceram com tecnologia e continuam na área, Omidyar tem interesses mais amplos. Criou, há anos, um site com a mulher Pam para divulgar informações sobre o vírus ebola. Acredita que as pessoas “são basicamente boas”.

Nascido na França numa família de iranianos exilados, Omidyar tem 46 anos. É filho único. Seu pai é médico e a mãe é uma acadêmica reconhecida. Em 1995, fundou o eBay, a gigante do e-commerce. A Forbes calcula sua fortuna em US$ 8,5 bilhões. Seu perfil no Twitter tem duas frases: “Seja você. Seja cool”. Ele vive com Pam no Havaí, onde financiou empreendimentos de jornalismo cidadão. Ali já havia uma tentativa de cobrar transparência das autoridades. “Eu desenvolvi um interesse em apoiar jornalistas independentes de maneira a fazer seu trabalho, tudo em prol do interesse público. E eu quero encontrar um modo de converter leitores do mainstream em cidadãos engajados. Acho que dá para fazer mais nesse espaço e estou animado em explorar as possibilidades”, disse no blog.

O site — que ainda não tem nome definitivo; por enquanto, NewCo — será para todos os tipos de consumidores de notícias. “Vai cobrir esportes, negócios, entretenimento, tecnologia: tudo o que o usuário quiser”, diz Jay Rosen, crítico de mídia e professor de jornalismo da Universidade de Nova York, que foi consultado sobre a NewCo.

Embora Omidyar seja um filantropo, seu objetivo, nesse caso, é fazer dinheiro. “Você precisa de editores, você precisa de outros olhares sobre as matérias, você precisa de advogados e de maneiras de suportar a pressão. Você precisa bilhetes de avião!”, disse a Rosen.

Sua aventura é um exemplo de que há formas de viabilizar o jornalismo independente. O modelo de negócios ainda está se desenhando, mas o homem que fez o eBay e que colocou um quarto de bilhão de dólares está trabalhando nisso. Para Omydiar, o sucesso editorial estará no ponto de equilíbrio entre os blogs, a participação fundamental de comentários em posts e o jornalismo tradicional. A aliança com Greenwald, que tem milhares de seguidores e é uma voz ativa per se, cai como uma luva. Continuar lendo

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Alceu Valença diz que foi censurado pela revista Veja

Alceu Valença

O cantor e compositor Alceu Valença deu um depoimento à “Veja” sobre o assunto que vem incendiando há dias o showbizz brasileiro: as biografias não autorizadas. As respostas enviadas por emaill parece que não agradaram aos editores da revista que decidiram não publicar uma linha sequer. O que fez Alceu? Postou a entrevista em sua página no Facebook. Confiram abaixo:

Um repórter da revista Veja me solicitou, há alguns dias, um depoimento sobre a questão das biografias não-autorizadas. Andei meio arredio a dar entrevistas sobre o tema porque considero ter feito todas as considerações que me competiam no texto que postei aqui no Facebook. Ainda assim, topei a abordagem da revista. Solicitei que as perguntas me fossem encaminhadas por e-mail e respondi uma a uma, sem entrar no ringue contra meus colegas de classe, sobretudo por compreender a vasta contribuição das divergências no contexto democrático. Estranhei a revista não ter incluído uma só linha do que eu disse na matéria publicada esta semana. Sendo assim, compartilho aqui, na íntegra, minhas respostas ao questionário da Veja.

PERGUNTAS

– O senhor disse: “A ideia de royalties para os biografados ou herdeiros me parece imoral. Falem mal, mas me paguem…(?) é essa a premissa??? Nem tudo pode se resumir ao vil metal!” – Para você, é o pior ponto dessa história? A questão dos royalties? Por quê?

AV – O trabalho de um biógrafo é uma extensão do trabalho do repórter. Não seria estranho eu cobrar para fazer uma entrevista para jornais, revistas ou Tvs? A solução que algumas pessoas defendem é que se cobre royalties para autorizar biografias. Ou seja: pode falar mal, mas me paguem, como escrevi no texto da internet. Isso me parece uma distorção da função das biografias.

– É maior o direito de privacidade ou o direito de expressão?

AV – O direito de expressão é inerente ao regime democrático. E o direito à privacidade é uma prerrogativa que qualquer cidadão tem de se defender de injúrias e calúnias. O Poder Judiciário deve ser rápido e eficaz na garantia desses direitos.

– Os artistas dizem que a justiça brasileira é lenta e demoraria para tirar uma biografia’ mentirosa’ de circulação. Mas foi essa mesma justiça quem tirou, rapidinho, a biografia de Roberto Carlos das livrarias. Esse argumento também parece esquisito para o senhor?

AV – Se neste caso foi rápida, em outros, a justiça se arrasta como um bicho-preguiça. Justiça vagarosa pode promover a injustiça.

– Para o senhor, essa autorização prévia é censura?

AV – A autorização prévia promoveria biografias chapa-branca. Lenço branco com função de mordaça.

– O senhor estava quieto no seu canto nessa polêmica. Valeu a pena se envolver nessa briga? Por que resolveu se manifestar?

AV – Costumo debater os temas importantes da sociedade brasileira e expressar minhas opiniões no meu Facebook. Sou formado em Direito, como meu pai, que sempre me dizia: “não gosto de fechar questões”. A discussão é salutar e cada qual dá sua opinião.

– Algo te magoou ou entristeceu muito nessa polêmica? Algo ou alguém? – Ou muito nervoso?

AV – Nada, ninguém, absolutamente.

– Está decepcionado com Chico ou Caetano? Por que? Decepcionado com outra pessoa?

AV – Admiro-os artisticamente, admiro como pessoas, mas não sou obrigado a concordar com eles. Assim como eles não são obrigados a concordar comigo. Não há decepção nisso.

– A música e cultura brasileira perdem com essa posição do “Procure Saber”?

AV – Todos devemos procurar saber sobre a história de nosso país. Neste caso, a busca do conhecimento de nossa identidade fica limitada.

– Se alguém fosse escrever sua biografia, o que você pediria? Teria alguma exigência?

AV – Que ele fizesse um bom trabalho de pesquisa, não mentisse e que procurasse fontes idôneas.

– E que fatos desconhecidos do público revelaria?

AV – Hoje em dia, a vida das pessoas é quase um livro aberto. Acho curioso que num momento onde todos expõem suas vidas nas redes sociais, surja esta polêmica diante de algo que procure limitar a exposição das personalidades. Artistas se expõem naturalmente.

– Todo mundo costuma ter alguma coisa da vida privada que preferiria manter em segredo. O senhor também? Tem segredos? Por que?

AV – Posso revelar que tenho um banheiro ao ar livre na cidade alta de Olinda. Para conhecer este aspecto da minha vida privada, só de helicóptero.

– Por que acha que eles (Caetano, Gil etc) pensam assim? Acham que escondem alguma coisa?

AV – Pensam assim porque eles têm o direito de pensar. O contraditório faz parte do regime democrático.

– O que acha de Paula Lavigne, que nem cantora é, estar encabeçando o “Procure Saber”?

AV – Ela trabalha há anos como produtora na área de shows e cinema, é atriz também. Por que não seria legítimo ela encabeçar o grupo?

– Se algum escritor fizesse a sua biografia, ele ficaria rico? Acha que venderia muito?

AV – Se ficasse rico, seria às custas do trabalho dele. Não tenho problema com isso.

– Nessa história, qual o tipo de reação que o deixou mais impressionado?

AV – Adoro discussão. O que me impressiona, em qualquer tema, é a falta de debate.

E um extra, se topar responder: – Pode nos dar duas boas informações – que estariam numa possível biografia sua – que, até hoje, ninguém sabe, sobre a sua vida?

AV – “Cito uma letra minha, onde me auto defino. Eu sou como o vento que varre a cidade / você me conhece? Precisa me ver. Sou presente de grego / cavalo de troia / sou cobra jiboia / saci Pererê. Um anjo caolho que olha os dois lados”. Um livro aberto, sem nada a temer.

– Biografias podem inspirar e incentivar os leitores, principalmente crianças e jovens. Alguma vida de personagem célebre o marcou? Quem?

AV – Gosto muito dos livros de Frederico Pernambucano, sobre Lampião, e da biografia de Luiz Gonzaga feita pela jornalista francesa Dominique Dreyfuss. São Livros honestos, com excelente trabalho de pesquisa, muito bem fundamentados.

– Cantadores sertanejos são biógrafos populares quando narram, com grande liberdade criativa, a vida de personagens como Lampião, Luiz Gonzaga e outros?

AV – Existe uma diferença fundamental quando se fala em biografias de personalidades e quando a vida de uma determinada pessoa adquire uma aura mitológica. Aí o autor se dá ao direito de inventar, fantasiar, mentir e criar lendas. Nomes como Lampião e Luiz Gonzaga transcenderam as próprias biografias, tornaram-se parte integrante do imaginário coletivo e suas vidas adquiriram um caráter fantástico, por vezes fantasioso, nas obras dos cantadores populares. A cultura popular alimenta estes mitos e também se alimenta deles.

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Censor, eu? Nem morta!

Caetano Veloso

“Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões… E quero me dedicar a criar confusões de prosódia”.

Que língua é essa que se expressa Caetano Veloso? O compositor baiano fala, fala, fala, e não diz absolutamente nada. Alguém aí sabe desenhar? Segue artigo de sua autoria publicada no jornal “O Globo” deste domingo:

Caetano Veloso

Aprendi, em conversas com amigos compositores, que, no cabo de guerra entre a liberdade de expressão e o direito à privacidade, muito cuidado é pouco. Tenho um coração libertário. Sou o típico coroa que foi jovem nos anos 60. Recebi anteontem o e-mail de um cara de quem gosto muito — e que é jornalista — com proposta de entrevista por escrito sobre a questão das biografias. Para refrescar minha memória, ele anexou um trecho de fala minha em 2007.

Ali eu me coloco claramente contra a exigência de autorização prévia por parte de biografados. E pergunto: “Vão queimar os livros?” Achei aquilo minha cara. Todos que me conhecem sabem que essa é minha tendência. Na casa de Gil, ao fim de uma reunião com a turma da classe, eu disse, faz poucos meses, que “quem está na chuva é para se molhar” e “biografias não podem ser todas chapa-branca”. Então por que me somo a meus colegas mais cautelosos da associação Procure Saber, que submetem a liberação das obras biográficas à autorização dos biografados?

Mudei muito pouco nesse meio-tempo. Mas as pequenas mudanças podem ter resultados gritantes. Aprendi, em conversas com amigos compositores, que, no cabo de guerra entre a liberdade de expressão e o direito à privacidade, muito cuidado é pouco. E que, se queremos que o Brasil avance nessa área, o simplismo não nos ajudará. O modo como a imprensa tem tratado o tema é despropositado.

De repente, Chico, Milton, Djavan, Gil, Erasmo e eu somos chamados de censores porque nos aproximamos da posição de Roberto Carlos, querendo responder ao movimento liderado pela Anel (Associação Nacional dos Editores de Livros), que criou uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) contra os artigos 20 e 21 do Código Civil, que protegem a intimidade de figuras públicas. Repórter da “Folha” cita trechos de algo dito por Paula Lavigne em outro contexto para responder a sua carta de leitor. Logo a “Folha”, que processou, por parodiá-la, o blog Falha de S.Paulo.

A sede com que os jornais foram ao pote terminou dando ao leitor a impressão de que meus colegas e eu desencadeamos uma ação, quando o que aconteceu foi que nos vimos no meio de uma ação deflagrada por editoras, à qual vimos que precisávamos responder com, no mínimo, um apelo à discussão. Censor, eu? Nem morta! Na verdade a avalanche de pitos, reprimendas e agressões só me estimula a combatividade.

Tenho dito a meus amigos que os autores de biografias não podem ser desrespeitados em seus direitos de informar e enriquecer a imagem que podemos ter da nossa sociedade. Pesquisam, trabalham e ganham bem menos do que nós (mas não nos esqueçamos das possibilidades do audiovisual). Não me sinto atraído pelo excesso de zelo com a vida privada e muito menos pela ideia de meus descendentes ficarem com a tarefa de manter meu nome “limpo”. Isso lhes oferece uma motivação de segunda classe para suas vidas.

Também neguinho pode vir a ter um neto que seja muito careta e queira fazer dele o burguês respeitável que ele não foi nem quis ser. Mas diante dos editoriais candentes, das palavras pesadas e, sobretudo, das grosserias dirigidas a Paula Lavigne, minha empresária, ex-mulher e mãe de dois dos meus três filhos maravilhosos, tendo a ressaltar o que meu mestre Jorge Mautner sintetizou tão bem nos versos “Liberdade é bonita mas não é infinita /Me acredite: liberdade é a consciência do limite”. Mautner é pelo extremo zelo com a intimidade.

Autores americanos foram convocados para repisar a ferida do sub-vira-lata. Nada mais útil à campanha. (Americanos são vira-latas mas têm uma história revolucionária com a qual não nos demos o direito de competir.) Sou sim a favor de podermos ter biografias não autorizadas de Sarney ou Roberto Marinho. Mas as delicadezas do sofrimento de Gloria Perez e o perigo de proliferação de escândalos são tópicos sobre os quais o leitor deve refletir. A atitude de Roberto foi útil para nos trazer até aqui: creio que os termos do Código Civil merecem ser mudados, mas entre a chapa-branca e o risco marrom devem valer considerações como as de Francisco Bosco.

Ex-roqueiros bolsonaros e matérias do GLOBO tipo olha-os-baderneiros para esconder a força que a luta dos professores ganhou na cidade me tiram a vontade de crer em opções fora da esquerda entalada. Me empobrecem. Ficaremos todos mais ricos se virmos que o direito à intimidade deve complicar o de livre expressão. E se avançarmos sem barretadas aos americanos. Ouve-se aqui minha voz individual. Quiçá perguntem: ué, os jornais deram espaço, pediram entrevistas: Tá chiando de quê? Pois é. Meu ritmo. Roberto, Chico, Milton e os outros estão mais firmes: nunca defenderam nada diferente. Esperei o Procure Saber buscar seu timbre, olhei em volta e deixei pra falar aqui.

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Adeus, Ringo

Giuliano Gemma e Roberto Carlos

Giuliano Gemma e Wilson Simonal

Meus leitores certamente desconhecem minha admiração pelo ator italiano Giuliano Gemma, que morreu nesta terça, num trágico acidente de carro, em Cerveteri, próximo de Roma, aos 75 anos, completados em 2 de setembro.

É dessa paixão quase inconfessável que vou revelar um segredo. Semana passada tinha falado com uma de suas filhas de quem me aproximei havia alguns meses. Durante nossas conversas virtuais, mencionei meu interesse em entrevistar seu pai. Ela gostou da ideia e pediu que enviasse as perguntas pela internet.

Hoje, quando preparava a entrevista, fui informado de sua inesperada morte. O que dizer nessas horas? Estou me sentindo como se tivesse perdido um membro da família, um irmão mais velho, um amigo querido.

Lembro de sua primeira visita ao Brasil no final em 1969. No auge do sucesso, Gemma desembarcou no Rio como jurado do Festival Internacional da Canção. Foi uma festa: circulou pelas ruas de Ipanema, Leblon e Copacabana, foi a praia, ao Maracanã e teve um encontro histórico com Roberto Carlos que na época filmava “O Diamante Cor-de-Rosa”, e Wilson Simonal.

Até hoje guardo as fotos de sua passagem pelo país.

Em 1986 ele retornou ao país chegando a participar do programa Discoteca do Chacrinha, da Globo.

Há um poema de Walt Whitman escrito com o propósito de expressar a dor antes da morte de Abraham Lincoln, então presidente dos Estados Unidos. Trata-se do poema ‘Adeus Meu Capitão”.

A homenagem começa pelo próprio título: “Ó Capitão! Meu Capitão!”. Whitman se vale de uma analogia entre as autoridades exercidas por um presidente da República e um capitão de fragata.

Ambos são os responsáveis pelo destino de um grupo de pessoas. Exercem o poder em função de um capacidade reconhecida de superar certos obstáculos.

É com Whitman que me despeço do meu ídolo de infância: “Adeus, meu capitão! Finda é a nossa tormentosa viagem”.

Abaixo, foto do seu último aniversário comemorado com familiares e amigos.

Giuliano Gemma - último aniversário

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