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A fonte

Em junho de 1972 a sede do Partido Democrata no edifício Watergate, em Washington, foi invadida. O objetivo era grampear os telefones da oposição democrata ao presidente Richard Nixon. O escândalo de Watergate, como ficou conhecido, obrigou Nixon a renunciar.

O  vice-diretor do FBI, Willia Mark Felt, mais conhecido como “Garganta Profunda”, foi quem forneceu notícias exclusivas a respeito do que se passava nos bastidores da engrenagem montada por Nixon para bloquear as investigações do caso.

Felt esperava suceder J. Edgar Hoover na direção do FBI. A escolha de Patrick Gray para a função, enfureceu o subsecretário que se aproximou do repórter Bob Woodward, do jornal “Washington Post”.

Felt só conversava com Woodward – o outro jornalista da dupla, Carl Bernstein, só soube da identidade do personagem muitos anos depois. Um editor do “Post”, inspirado no título de um filme pornográfico que fazia sucesso na época, apelidou-o de Garganta Profunda.

A existência de Felt, mas não sua identidade, tornou-se mundialmente conhecida no livro de Woodward e Bernstein, “Todos os Homens do Presidente”, de 1974, e depois na versão para o cinema, com Dustin Hoffman e Robert Redford.

Dedicado burocrata, alto, de cabelos brancos precoces, Felt só saiu das sombras em maio de 2005, numa reportagem da revista “Vanity Fair”. Ali, pela primeira vez, em um texto escrito por um de seus advogados – Felt já sofria de demência -, soube-se que o Garganta Profunda era o antigo funcionário do FBI.

Woodward, em entrevistas, confirmou o nome e encerou um dos grandes segredos do século 20. Feltt morreu em dezembro de 2008, aos 95 anos.

Sua trajetória já deu um livro, “A Vida do Garganta Profunda”. É hora do cinema correr atrás.

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Uma ideia sobre “A fonte

  1. Aqui no Brasil já temos nosso garganta profunda, quem ?, Um chefão do crime organizado, conhecido pelo nome de Cachoeira. Este senhor, depois de uma breve temporada num presídio federal, disse para todo mundo escutar, que ele estava pautando a Rede Globo, a VEJA que safada, o Jornal o Estado de São Paulo, o Jornal Folha de São Paulo, e os partidos da oposição. Ele orgulhosamnte afirmou ” Eu sou o garganta profunda”. O pior é que ninguém se indignou, e as entidades que ele supostamente fornece as “informações” ficaram em silencio, numa atitude clara de concordância.

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