A PARAÍBA NOS ORGULHA
Vocês sabem que nunca me canso de elogiar a Paraíba, terra de inúmeras personalidades brasileiras. Destaco algumas: José América de Almeida, José Lins do Rego, Paulo Pontes, Augusto dos Anjos, Mailson da Nóbrega, Celso Furtado, Sivuca, Jackson do Pandeiro, Zé Ramalho, Herbert Vianna, entre outras.
Pois bem, essa terra de tanto talento dispõe de uma das melhores universidades do mundo em matéria de tecnologia da informação.
A revista “Veja” de agosto revelou que Campina Grande é o lugar do país com o maior número proporcional de Ph.Ds. – um para cada 669 habitantes, cinco vezes a média brasileira.
Para refrescar a memória dos bocós, ai vai um trecho da reportagem:
O que faz indianos, franceses e americanos escolher Campina Grande, cidade encravada no sertão da Paraíba, para viver? O engenheiro americano Hunter Hagewood, 33 anos, que em 2003 chegou lá com a mulher e os dois filhos, explica: “Moramos num lugar onde sobram empregos de alto nível e temos a chance de experimentar uma autêntica vida brasileira”. Hagewood e os outros estrangeiros podem não demonstrar desenvoltura ao dançar forró e invariavelmente consideram a buchada de bode, prato típico da região, “muito estranha” – mas estão perfeitamente integrados à rotina da cidade.
A presença deles é decisiva para que Campina Grande tenha se tornado o lugar do país com o maior número proporcional de Ph.Ds. – um para cada 669 habitantes, cinco vezes a média brasileira. Além de terem boas chances de emprego, esses doutores vivem no meio do sertão porque ali está a Universidade Federal de Campina Grande, uma das melhores do mundo em TI.
Figura entre as poucas dedicadas a avançar na área de computação quântica, tecnologia que vai transformar os computadores em máquinas infinitamente mais rápidas e capazes. Tudo no pólo gravita em torno da universidade, que não apenas fornece mão-de-obra bem preparada, como participa, ela própria, das pesquisas desenvolvidas pelas empresas.
Vinte anos atrás, foi da faculdade a idéia de lançar uma incubadora para ajudar os estudantes a montar seus negócios de TI. O pólo aumentou com os incentivos fiscais concedidos pelo governo estadual.
A Light Infocon tornou-se uma das maiores empresas da região. Foi lá que se originou uma das invenções que mais atraem para Campina Grande grupos estrangeiros interessados em comprar. Trata-se de um software de processamento de dados que já ajuda em investigações conduzidas pela Interpol e pelas polícias de mais seis países.
Resume o dono da empresa, Alexandre Moura, 47 anos: “As pessoas vinham para o sertão ver festa de São João. Hoje, buscam inovação”.



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19/11/08 às 0:50
Como paraibano fico muito feliz com a matéria e com os comentários acima e posso citar algumas outras personalidades nascidas na minha querida Paraiba… Chico Cézar, Herbet Viana (Paralamas…), Roberta Miranda, Renata Arruda, Pedro Américo (pintor do famoso quadra do grito do Ipiranga), Zé Lezin da Paraiba (foi meu colega de Banco), Flávio José, Amazan, José Dumont (ator da Globo), Marcélia Cartaxo (atriz da Globo e ganhadora do Urso de ouro de melhor atriz do Festival de Berlim de 84), Elba Ramalho, Ipojuca Pontes (jornalista e irmão de Paulo Pontes), Wladimir de Carvalho (um dos grandes cinestas do Brasil, do filme Cabra Marcado pra morrer), Geraldo Candré (Pra não dizer que falei das flores), Shaolin (humorista), Ronaldo da Cunha Lima (poeta… pois não gosto do político), José Neumane Pinto (respeitado jornalista do Estadão), Jessier Quirino (poeta maravilhoso), Ariano Suassuna… esse é mestre (muitos pensam que ele nasceu em Taperoá, mais na verdade nasceu em João Pessoa dentro do Palácio da Redenção, na época em que seu pai era Governador da Paraiba). Acho que tem mais gente…. Se espremer essa laranja ainda sai suco… Me orgulho de ser de um dos estados mais fortes culturalmente desse país. Fui…
19/11/08 às 7:02
“José AMÉRICA de Almeida”(sic)é ruim”, hem!
Faltou citar o Treze de Campina Grande; o Campinense e o Botafogo de João Pessoa.
19/11/08 às 10:15
FORALEZA: CIDADE LUZ
O dia acordava e saíamos em direção à cidade de Fortaleza. No carro um turbilhão de conversas e lembranças. Metade de Natal foi lembrada. Também pudera, a tripulação era formada por Homero, Abimael, Dom Inácio e DaMata. O caminho era o dos livros na VIII Bienal de Fortaleza
Cidade leste/oeste e Lusitana. Cidade Luz. A influencia religiosa é grande e se reflete até no nome das ruas. A avenida monsenhor Tabosa é uma das suas principais artérias. A praia de Iracema onde ficamos hospedados é boa para passear e tomar umas e outras. A Iracema da praia é insinuante e faz gestos ondulantes. A cerveja quando possível é Brahma para agradar ao amigo Abimael. Até mesmo o Dom Inácio e Homero tomaram um copo. A conversa é animada e o mote é a literatura, a música e o cinema. O Dragão do Mar é lindo e por trás fica a biblioteca pública Governador Menezes Pimentel e seus muitos tesouros raros. Saudação ao professor Amorim Sobreira e o legado precioso que deixou para a biblioteca.
Quase sempre estamos lembrando do Ednardo e Belchior. Eles cantaram como ninguém essa bela cidade nossa irmã. De Ednardo é o belo poema ao Ceará:
Eu venho das dunas brancas
Onde eu queria ficar
Deitando os olhos cansados
Por onde a vida alcançar
Meu céu é pleno de paz
Sem chaminés ou fumaça
No peito enganos mil
Na Terra é pleno abril
Eu tenho a mão que aperreia, eu tenho o sol e areia
Eu sou da América, sul da América, South America
Eu sou a nata do lixo, eu sou o luxo da aldeia, eu sou do Ceará
Aldeia, Aldeota, estou batendo na porta prá lhe aperriá
Prá lhe aperriá, prá lhe aperriá
Eu sou a nata do lixo, eu sou o luxo da aldeia, eu sou do Ceará
A Praia do Futuro, o farol velho e o novo são os olhos do mar
São os olhos do mar, são os olhos do mar
O velho que apagado, o novo que espantado, vento a vida espalhou
Luzindo na madrugada, braços, corpos suados, na praia falando amor.
Cidade de Farias Brito e Gustavo Barroso. De Edgar de Alencar, Rachel de Queiroz e tantos outros escritores queridos. Abimael lembra do bom poeta Francisco Carvalho. Olhando da varanda do hotel parece que estamos lendo:
“ O céu infinito e o infinito mar / a música das dunas / o perfil dos navios varando a tarde que recende/ a flores desbotadas / a espuma das ondas odoríferas como o vinho dos deuses / a solidão crescendo/ a noite veloz arrastando a túnica em chamas / sobre as escadarias do mar/…”
No domingo vamos à praia do Cumbuco. Bela praia para passear, andar a cavalo, de barco e outros meios de transportes motorizados ou não. Hora também de pegar um caranguejo. Não falta mais nada para o amigo Abimael. O bispo recebe uma pata de caranguejo. Só mesmo um grande amigo para receber tamanha oferenda. Muitos vendedores. Um poeta popular passa oferecendo o seu último rebento cordelizado. Já escreveu mais de trinta livros e é analfabeto. Outro faz uma graça. Afinal estamos na terra de grandes humoristas e rir é o melhor negocio. Depois de almoçados voltamos à bienal
A Bienal
A bienal agradou a todos. Muita gente e muitos setores vendendo livros de toda espécie. O carro vai pesado com tantos saber. No estande do senado compro a História da Literatura do Carpeaux. O Inácio me indica uma bela edição das obras completas do Bocage da Lello. No estande da Biblioteca Nacional compramos as Revistas Poesia Sempre e as do Livro. Fico chateado depois de separar alguns e saber que não estão à venda.
Imagina, entre esses livros tinha uma bela edição do Quixote ilustrado para crianças. Só faltei ter um ataque por não poder trazer esse livro. Não adiantou dizer que era um estudioso e colecionador do Quixote. Inácio é um especialista em Cangaço e compra mais alguns livros que estão sendo lançados sobre o tema. E mais, muitos mais. Alisamos todos, mas estamos felizes e muito cansados de tanto andar por um mar de livros. Compro ainda vários livros sobre o Quixote nos estandes internacionais. Livros em promoções. Livros para todos os gostos. Homero está cansado de tanto carregar livros sobre literatura e política. Compramos um belo livro sobre Ramalho Ortigão. Livros sobre a História da Aviação e do Cinema no Ceará. Sobre o Padre Cícero. O medievo Beowfulf e muito mais. Compro ainda uma bela edição facsimilar do Vicente Huidobro. A bienal é mesmo maravilhosa. Encontramos Carlança e sua companheira, belos amigos. É hora de voltar. Estamos todos felizes com essa belíssima viagem entre amigos e por causa do livro, nossos eternos amiguinhos. E haja conversa. Vocês não sentiram as orelhas quentes?
Um grande abraço para Homero, Abimael e Dom Inácio. Belas companhias e amigos eternos.
Até a próxima,
João da Mata Costa
19/11/08 às 13:04
Vixe, Ailton!
Aqui virou sucursal
do Substantivo Plural?