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Adeus, Ringo

Giuliano Gemma e Roberto Carlos

Giuliano Gemma e Wilson Simonal

Meus leitores certamente desconhecem minha admiração pelo ator italiano Giuliano Gemma, que morreu nesta terça, num trágico acidente de carro, em Cerveteri, próximo de Roma, aos 75 anos, completados em 2 de setembro.

É dessa paixão quase inconfessável que vou revelar um segredo. Semana passada tinha falado com uma de suas filhas de quem me aproximei havia alguns meses. Durante nossas conversas virtuais, mencionei meu interesse em entrevistar seu pai. Ela gostou da ideia e pediu que enviasse as perguntas pela internet.

Hoje, quando preparava a entrevista, fui informado de sua inesperada morte. O que dizer nessas horas? Estou me sentindo como se tivesse perdido um membro da família, um irmão mais velho, um amigo querido.

Lembro de sua primeira visita ao Brasil no final em 1969. No auge do sucesso, Gemma desembarcou no Rio como jurado do Festival Internacional da Canção. Foi uma festa: circulou pelas ruas de Ipanema, Leblon e Copacabana, foi a praia, ao Maracanã e teve um encontro histórico com Roberto Carlos que na época filmava “O Diamante Cor-de-Rosa”, e Wilson Simonal.

Até hoje guardo as fotos de sua passagem pelo país.

Em 1986 ele retornou ao país chegando a participar do programa Discoteca do Chacrinha, da Globo.

Há um poema de Walt Whitman escrito com o propósito de expressar a dor antes da morte de Abraham Lincoln, então presidente dos Estados Unidos. Trata-se do poema ‘Adeus Meu Capitão”.

A homenagem começa pelo próprio título: “Ó Capitão! Meu Capitão!”. Whitman se vale de uma analogia entre as autoridades exercidas por um presidente da República e um capitão de fragata.

Ambos são os responsáveis pelo destino de um grupo de pessoas. Exercem o poder em função de um capacidade reconhecida de superar certos obstáculos.

É com Whitman que me despeço do meu ídolo de infância: “Adeus, meu capitão! Finda é a nossa tormentosa viagem”.

Abaixo, foto do seu último aniversário comemorado com familiares e amigos.

Giuliano Gemma - último aniversário

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Uma ideia sobre “Adeus, Ringo

  1. Ailton,

    Uma das minhas maiores decepções quando criança foi não ter assistido ao filme O Dólar Furado, com Giulliano Gemma. Se a memória não me trai foi no final dos anos 60 em Pau dos Ferros e ainda hoje não entendo por que meus pais não me deixaram ir. Anos depois, já em Natal, assisti ao filme várias vezes no Cine Olde, no Alecrim. O filme é ótimo, a música soberba e até um pouco de violência que o filme tinha ganhava uma conotação lúdica. Giulliano Gemma e Franco Nero (Django) foram os dois maiores ícones do faroeste, seja ele americano ou italiano.

    Astrogildo Cruz

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