Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)

CAÓTICA ANA

Não matei a família, mas fui ao cinema neste fim de semana. Vi quatro filmes. “Caótica Ana”, do diretor espanhol Julio Medem (“Lucía e o Sexo”), foi um deles. Achei fraquinho.

A sinopse prometia. Ana (Manuela Vellés) é uma jovem artista autodidata que vive em uma caverna com o seu pai, um alemão chamado Klaus (o polonês Matthias Habich), na ilha de Ibiza, Espanha. Ela vende seus quadros em uma feira na cidade quando aparece a mecenas Justine (a inglesa Charlotte Rampling), que se interessa pelo trabalho de Ana e a convida para se mudar para Madri, onde poderá ter contato com distintas classes de arte e onde poderá desenvolver o seu talento.

Mudando para a capital, Ana conhece uma variedade de jovens talentosos, incluindo Linda (a cantora Bebe), uma apaixonada pelo vídeo; Said (o francês Nicolas Cazalé), um pintor atormentando com quem irá desenvolver uma forte de paixão; Lucas (Raúl Peña), ator mulherengo, entre outros.

Ao mesmo tempo em que Ana desenvolve o seu talento artístico e descobre a sua sexualidade, ela também começa a sofrer crises que revelam a existência no seu inconsciente de diversas mulheres que foram suas reencarnações passadas.

O filme se encerra com uma alusão à merda. Precisa dizer mais alguma coisa?

3 respostas para 'CAÓTICA ANA'

  1. Ana Claudia Diz:

    Ailton, toda Ana é caótica. kkkkkkkkkkkkk!!! Bjooo

  2. Jece Valadão Diz:

    Toda Ana é uma anta.

  3. Da Mata Diz:

    No Escurinho do Cinema: Do Caos ao Felation

    Gostei de Ana Caótica. Não gostei do Brown Bunny (moviecom) e apreciei com moderação ao “filme de arte”. “Linha de Passe” e “Era uma vez” fazem parte da boa safra do cinema brasileiro. Recomendo

    Nossa Vida não Cabe num Opala

    É um bom filme, sem acontecer de ser exuberante. A peça do Bertolotto foi bem adaptada para o cinema. Sou suspeito pois adoro o teatro. Gosto do teatro elizabetano no cinema.
    Sou um ator que ainda não teve seu apogeu.

    Um meta-cinema com um tema recorrente. Tenho um vinho, você quer?
    Gosto muitas vezes do teatro transportado para o écran. Nesse caso o resultado não é ruim.
    O elenco é maravilhoso: Jonas Bloch, Milhem Cortaz, Dercy Gonçalves, Maria Manoella, Leonardo Medeiros (belo ator de “corpo”, filme que ganhou o longa de Natal)), Maria Luisa Mendonça (está ótima), Marília Pêra (não precisa dizer nada) , Paulo César Peréio (um dos maiores atores brasileiro), Gabriel Pinheiro e Adilson Rodrigues.
    A música é muito boa. Belo poema musicado. Boa fotografia.

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