Reinaldo Azevedo escreveu em seu blogue no portal de “Veja” que os veículos de comunicação não dependem das estatais para existir.
Sério? Não diga!
O blogueiro de “Veja” que se intitula analista político, diz que nunca recorreu ao deboche e a baixaria, mas certa vez sugeriu um bouquete ao então presidente Lula.
Ora, o próprio Azevedo, quando dirigia a revista “Primeira Leitura”, da qual era sócio, recebeu recursos da Nossa Caixa. Mas na época, governo FHC, tudo era permitido.
Resumo da ópera: Reinaldo Azevedo pode parecer cara de pau, se comportar como cara de pau, e falar como cara de pau, mas não se engane, ele é mesmo um cara de pau.
Se “Veja”, por exemplo, não depende de recursos públicos por que não cancelam o milionário contrato que mantém com o governo de São Paulo?
Na edição desta semana, por exemplo, seu maior anunciante é o Ministério da Educação, com oito páginas. Há também uma página dos Correios.
A revista da Abril podia se inspirar no exemplo do jornalista Hubert Beuve-Méry, que quando dirigia o jornal francês “Le Monde” recusava convite até para jantar.
Coerente, ele dizia a seus jornalistas que só aceitassem convites do governo para almoçar com a condição de cuspir no prato. Hubert sabia que a objetividade não existe, mas honestidade, sim. Seu lema era dizer a verdade, custe o que custar. Sobretudo se custar.
Quando ele pediu demissão do comando do jornal em 1951, os leitores exigiram seu retorno imediato.
O “Le Monde” foi abertamente contra a conduta do governo francês na Argélia. No auge do conflito, quando o governo assegurava que estava tudo calmo lá, o jornal escreveu: “A Argélia está calma: as crianças morrem sem chorar”.
A posição anticolonialista levou o primeiro-ministro, o socialista Guy Mollet, impedir que o jornal reajustasse preço de venda em banca, sua principal fonte de renda. O que fizeram os leitores? Depositaram a diferença na sede da empresa.
Os veículos brasileiros, “Veja” em particular, se quisessem moralizar alguma coisa, podiam agir como Beuve-Mery. Esse negócio de “FAÇA O QUE EU DIGO, MAS NÃO O QUE EU FAÇO” é conversa para leitor desavisado dormir.


Trata-se de uma coisa que se diz “jornalismo”, mas realmente.é outra coisa. Não passa de uma central de difamação e de desqualificação de políticos da oposição, do Judiciário e da própria imprensa. O dinheiro público é usado com o objetivo de atender aos interesses do governo, mais particularmente de um partido: o PT. Existem sim, veículos que respaldados por anunciantes privados também cuidam de certas contas estatais, mas há aqueles outros que só existem porque são financiados pelo dinheiro de todos nós. Sem a grana oficial ou sem o emprego numa estatal, não existiriam, não teriam como se financiar. Dependem totalmente de quem os financia e exercem um trabalho a soldo, sob mando dos mesmos: A PETRALHA!!! Não creio que seja o caso desse democrático espaço de debates.
O despeito de vocês, ditos auto-proclamados “blogueiros progressistas”, é o de não ter um representante à altura de Reinaldo Azevedo. Quem poderia competir com a capacidade dele? O falastrão Paulo Henrique Amorim? O economista de araque Luiz Nassif? Ou o ressentido Azenha? Conformem-se.
Eu, blogueiro progressista? Onde o senhor leu isso? Eu sou eu, jacaré é um bicho!
João e Marcos . . . quando o argumento escasseia restam apenas acusações e desqualificações.
VEJA bem . . . o mesmo tom da publicação que vocês lêem/assinam.
Afinidade é algo impressionante! Não é mesmo rapazes?!
Abraços.