Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)

CASA DE MÃE JOANA

Veja no que dá uma cidade com prefeito incompetente e juízes cúmplices com o crime.

Neste momento há um grande congestionamento nas imediações do Machadão – palco do Carnatal – e não há um policial de trânsito para colocar ordem nas coisas.

Chega! Basta! Fora!

4 respostas para 'CASA DE MÃE JOANA'

  1. Marcelo Pegado Diz:

    Caro jornalista, estão todos na expectativa do Carnatal, indo pegar os abadás(reformados?)dos seus filhos ou em um só afã, atrás dos seus próprios para sairem no “Burro”. As autoridades são presenças certa no grande “convescote”! Fazer o quê? Lamentável!

  2. Ernesto Rodrigues Diz:

    A patuléia junta-se com as autoridades insensíveis.
    Os moradores de Lagoa Nova sofrem, mas não conseguem reclamar ao bispo.
    O Prefeito está no meio do fuzuê, afinal a festa para ele é CIF. A governadora idem.
    A propósito, deixei de brincar o carnatal quando descobri que eu e outros babacas pagávamos para que uma parte da plebe chique brincasse de graça.
    Xô periferia!
    Meu carnatal vai ser lendo “O guardião de memórias” de Kim Edwards que ganhei de presente.
    Afinal, não quero mesmo ser político.

  3. João Diz:

    Uma contribuição para o blog.

    Guerra de fronteira
    Por Luis Fernando Veríssimo

    As fronteiras ideológicas da Guerra Fria atravessavam países e continentes, separando o “mundo livre” do outro e dos simpatizantes do outro. A não ser que visitasse um país comunista ou frequentasse algum “aparelho”, você nunca as cruzava. Sequer as via. Independentemente das suas simpatias ou eventuais rebeldias, vivia dentro de um perímetro comum bem definido. Com o fim da Guerra Fria as fronteiras ideológicas desapareceram e nos vimos dentro de outra macrogeografia, a das fronteiras econômicas. Estas são visiveis demais. Separam bairros, dividem ruas, são fluidas e ondulantes – e no Brasil você as cruza todos os dias. Mais de uma vez por dia você passa por flóridas, suiças, bangladeshes, algumas bolivias…E em cada sinal de trânsito que pára, está na Somália.

    É impossivel proteger estas fronteiras como se protegia as outras. A grande questão do novo século é como defender seu perímetro pessoal da miséria impaciente e predadora à sua volta. Os americanos não podem ajudar desta vez, a fronteira maluca ziguezaguea dentro dos Estados Unidos também. No Brasil da criminalidade crescente e da bandidagem organizada as fronteiras econômicas são, cada vez mais, barricadas e terras de ninguém. No fim é uma guerra de contenção, de proteção de perímetros. E os excessos cometidos são defendidos com a velha frase, que foi o adágio definidor do século 20 e ganha força no século 21: os fins justificam as barbaridades. As chacinas de lado a lado, o poder de pequenos tiranos com ou sem uniforme de aterrorizarem o cotidiano de todo o mundo, tudo é permitido porque é uma luta de barreira, onde se repele ou se força tomadas de território, como em qualquer fronteira deflagrada. Cara a cara, nação contra nação.

    Há um sentimento generalizado, mesmo que não seja dito, que a maior parte da população do mundo é lixo. Excrescência irrecuperável, condenada a jamais ser outra coisa. Esta não é certamente uma constatação nova e nem qualquer utopista ultrapassado chegou a pensar que o contrário era completamente viável. A novidade é que hoje se admite pensar o mundo a partir dela. Já se pode dormir com ela. A ordem econômica mundial está baseada na inevitabilidade de a maior parte do planeta ser habitada por lixo irreciclável. Ser “politicamente correto” hoje é dizer o que ninguém mais realmente pensa – sobre raças, sobre os pobres, sobre consciência e compaixão – para não parecer insensível, mas com o entendimento tácito de que só se está preservando uma convenção, que a retórica dos bons sentimentos finalmente substituiu totalmente os bons sentimentos. É a intuição destes novos tempos sem remorso que move o entusiasmo crescente do público com a truculência policial na nossa guerra do dia a dia. Nem tem sentido discutir se as vítimas mereceram ou não. Não existe lixo inocente ou culpado. O que está no lixo é lixo. Demasia. Excesso. Excrescência.

  4. Edu@RDO Diz:

    Desde quando engarrafamenro é crime? Menos Ailton, menos!

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