Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)

CONTRA A CORRUPÇÃO

Comecei a ler “As Alças de Agave”, o livro (quase uma bomba) do meu amigo François Silvestre.

Todo natalense de vergonha na cara deveria ler este livro.

É o mínimo que se pode exigir de pessoas inteligentes, independentes e de caráter.

Aliás, três qualidades vísiveis no autor.

Pra cima com a viga, moçada!

A propósito, vale a pena ler reportagem do jornalista Moisés de Lima, no “Diário de Natal” desta sexta-feira.

François Silvestre está plenamente convencido da inocência da Governadora Wilma de Faria no episódio do foliaduto. Esta é uma das revelações do livro As Alças de Agave que o advogado, escritor e ex-presidente da Fundação José Augusto, François Silvestre, afastado do cargo em 2006, após a denúncias do mais noticiado escândalo do primeiro governo de Wilma, acaba de lançar. Ele preferiu ficar em Martins, sua terra Natal, não realizar nenhum e evitar qualquer contato com a imprensa. Trata-se do mais polêmico livro sobre os bastidores da política local publicado nos últimos anos.

Apesar de inocentar Wilma do escândalo, François mostra-se muito decepcionado com as atitudes da chefe do executivo e com algumas promessas não cumpridas durante e campanha e o governo. ‘‘Wilma de Faria gosta de eventos, cultura de eventos, que é o lado secundário da cultura’’, diz o autor na introdução do livro.

A obra apresenta a versão de Silvestre sobre os bastidores da campanha eleitoral ao Governo de 2002 que levou a Governadora Wilma de Faria ao poder, de seu envolvimento no governo eleito, indicação à FJA, como encontrou a instituição, as reformas feitas, e os detalhes do escândalo do foliaduto que destinou milhares de reais às apresentações de bandas que nunca ocorreram.

Editado pelo Sebo Vermelho, As Alças de Agave será vendido pelas bancas e livrarias ao preço de R$ 40,00, segundo informa o editor Abimael Silva. ‘‘É a primeira obra que atingimos a tiragem de mil exemplares devido a importância do tema’’, revela.
Sem cerimônia, usando uma linguagem simples e popular, François apresenta em capítulos um livro revelador: As Alças de Agave, descreve sua infância, ambiente, relações familiares e o brutal assassinato do pai em Martins. Um episódio que ilustra o conflitos políticos entre o Governo de Dinarte Mariz e o PSD de Teodorico Bezerra.
No capítulo ‘‘O Pato do Gavião’’, François revela todos os detalhes da campanha que levaria Wilma ao poder desde sua saída da prefeitura de Natal, os comícios no interior e a inesperada transformação de uma candidata com poucas chances na futura Governadora do Estado.

Paralelamente narra suas primeiras decepções com o governo Wilma, como por exemplo com a política educacional. ‘‘Rosario Carvalho, Betinho Rosado, e Wober Junior merecem meu respeito e amizade, mas pouco ou nada fizeram para estabelecer uma estratégia de política educacional’’, escreveu.

O terceiro capítulo ‘‘Carne de Pescoço’’, o escritor apresenta detalhes sobre o início do Governo Wilma e o convite que recebeu para dirigir a presidência da FJA. ‘‘ Quero que você assuma a presidência da Fundação José Augusto. Nunca esqueci essa maldita frase. Fui claro e honesto quando disse a ela que estava me oferecendo a carne de pescoço do governo’’, escreveu.

Em “O espeto de Assar Inveja”, Silvestre narra todas as ações executadas por ele na FJA: recuperação do prédio, criação da Revista Prea, construção do Teatro De Cultura Popular, das Casas de Cultura do interior.

O capítulo “A Ala-Ursa da Folia Fantasma” dá em detalhes a versão do ex-presidente da Fundação José Augusto sobre os episódios de desvio de dinheiro público para pagar shows-fantasmas. François se mostra decepcionado com os auxiliares que teria se deixado levar pela ganância. Carlos Faria, então chefe de gabinete, o assessor Ítalo Gurgel e Haroldo Menezes são citados em vária passagens do capitulo.

Há relatos marcantes como os depoimentos ao ministério públicos, intervenções dos advogados do governos e as tentativas da oposição em utilizar François na campanha eleitoral de 2006. Narrativas surpreendentes como a que o secretário Múcio Sá tenta obter usar o nome da FJA para uma transferência de dinheiro para uma escola de samba do Rio de Janeiro (página 165).

No livro há ainda os capítulos “Todo Governo Sujo”, uma franca critica ao modelo decadente do poder, “A Novíssima República” e ‘‘O Manifesto de Neoanarquismo’’, “Depoimentos”, em que várias pessoas falam sobre o autor.

Nos anexos há vários documentos, ofícios, solicitações de crédito, pareceres, processos e até um exame grafotécnico que atesta uma assinatura falsificada em seu nome numa ordem bancária.

28 respostas para 'CONTRA A CORRUPÇÃO'

  1. junior campos Diz:

    O senhor François Silvestre, merece todo o respeito da sociedade do Rio Grande do Norte, este senhor, muitas das vezes, entregou seu cargo a nossa governadora e a mesma não aceitava, pois ela sabe, como poucos, que igual a François, é muito dificil de se achar na nossa grande aldeia!!(se Natal é taba o RN é aldeia, to errado?)

    Galera é muito bom vc saber que ainda existe alguem homesto nesta cidade!!!!!

  2. germana Diz:

    Amigo Ailton, desculpe, mas hoje, parece até que outra pessoa escreveu essa notícia para você.Quantos erros de português.Abraços caicoenses.

  3. Ailton Medeiros Diz:

    Que erros? Aponte-os.

  4. Gustavo Lucena Diz:

    Ailton Medeiros, me desculpa minha falta de conhecimento, mas gostaria que você fizesse aqui uma sinopse biográfica de François Silvestre, ouvi muito falar dele, mas pouco sei a respeito do mesmo. Ele era de que partido? Até quando esteve envolvido com política? O que faz atualmente?

    De antemão, agradeço a atenção

  5. Leonardo Seabra Diz:

    mas o cara ja ta admitindo revisão em algumas partes…alterações…etc… parece que ficou com medinho…

  6. Otto Diz:

    Sobre o comentário do Leonardo acima:
    Ou François armou um quixó ou viu depois que podia armar um para cima do Garibaldi, pois a este resta agora processar o autor e retirar o livro de circulação, pegando assim a fama de perseguidor ou deixa como está, pois François no Diario de Natal de hoje diz que não retira uma vírgula.
    Veremos…

  7. germana Diz:

    Aqui vai um: os auxiliares que “teria” se deixado levar…teriam, pois o termo se refere aos auxiliares. Abraços caicoenses.

  8. Ailton Medeiros Diz:

    Ué, vc falou nos meus erros, cadê? Não confunda com texto do Diário (em itálico).

  9. Luciano Bezerra Diz:

    A intelectualidade potiguar conhece François Silvestre e as pessoas que o conhece falam da sua dignidade.
    Só não entendo, até porque não li nem lerei o seu livro, é essa dignidade no caso específico da Fundação, se ele era o ordenador de despesas.
    Ou ele permitiu que os processos licitatórios fossem feitos sem a sua chancela, e isso é muito ruim, OU participou ordenando tais despesas e o fez sem saber das falcatruas, o que é pior.
    Não julgo mas acho meio estranho.

  10. valdemar domingues Diz:

    o livro é tão bom, tão contundente em suas denúncias, que o autor já admite revisá-lo. Não dá para entender….

  11. eduardo Diz:

    Vale a pena ser honesto, ético, trabalhador…
    Infelizmente vivemos em uma província , gostaria de ter nascido em uma cidade com melhor cultura..

  12. Anitinha Melíflua Diz:

    Negócio seguinte:

    O livro está mais para a patota pingunça do “Azulão” e do Baixo da Praia do Meio. Que diabo de “ordenador de despesas” foi François?
    Não sabia de bulhufas, à exemplo do Lulinha do Planalto. Foi ele quem botou lá dentro o tal do Zé Antônio (conterrâneo, parente, sei lá) e o Haroldo Menezes , duas cobras sabidamente criadas no metiê das patifarias. O valentão de Martins deixou foi correr frouxo… Pode não ter pegado na grana - isso eu acredito, até ! -, mas foi irresponsável até a medula. Os malandros que o cercavam, chegaram a “inventar” um bar dentro da repartição pública (na sala “Racine Santos”, veja só!). Era lá que François dava expediente! Outra de lascar (e ele aceitava isso tudo): nas obras de
    recuperação do forte, a “Engenharia” da Fundação, chegou a construir, em frente do trapiche, um mini-bar para o Diretor-Presidente olhar o por-de-sol, tomando umas-e-outras com tira-gosto de pato.
    Vocês sabiam que ele é doido por pato?
    É dose!

  13. Ailton Medeiros Diz:

    Leonardo, não vá na conversa de blogueira desinformada e má-intencionada. François não admite revisão porra nenhuma. É tudo mentira.

  14. e-leitor Diz:

    Em tudo isso cada qual com as suas conveniências. Como essa tal anitinha melíflua. O mesmo comentário foi postado em Cidade dos Reis com o nome do verdadeiro autor. Uma falha grosseira pela pressa de alguém que deve ter muitos interesses em contestar tanto o François. É só conferir para ver quem é a peça. E fica óbvio porque ataca o autor das Alças.

  15. Rodrigues Diz:

    Nesse ponto eu sou conservador, é o seguinte: se alguém quer mexer de verdade noutro é só procurar mexer no seu bolso.

    O livro, nos leva a crer, que a digníssima será atingida com algum prejuízo (bolçal???? - $$$$$) ou, ela não estaria tão empenhada em defender os seus em detrimento dessa publicação.

    Sei não. Mas que está deixando um turbilhão apavorado, ah tá!

    Esperem que ela estará de volta, pois, nesses momentos, o desespero fará com que qualquer atingido se manifeste incessantemente, tentando convencer a quem acha que é idiota.

    Não sinto pena nenhuma, EU ACHO É POUCO! quem manda se envolver nas canalhices, assuma e pronto.

    Esta é minha opinião.

  16. fabio Diz:

    Sem querer fazer qualquer ataque ao François, o livro é uma farsa. Dada a importância do tema foliaduto, cuja responsabilidade também o atinge, e o mesmo sabia que poderia faturar alguns vinténs, tratou de mandar bala nas palavras. O livro é uma gaiatice. Há leitor pra todo gosto.

  17. joao Diz:

    A sesmaria envergonhada.

    Se François tivesse escrito sobre mim, metade do que ele escreveu sobre a “culta” governadora, eu estaria chorando copiosamente até agora. Viva o Rio Grande do Norte e viva o Brasil!

  18. Delmira Dantas Diz:

    Que bom, Profª Germana Gurgel.

    Sempre bom saber dos seus ensinamentos.

    Abraço seridoense.

  19. Marcelo Diz:

    Não li o livro, mas pelo que se fala, é um documento importante, mas para a grande massa que vota (o povão), quem é François Silvestre? Seria interessante que o livro fizesse um estrago político real, mas vai ficar somente na discussão de pessoas mais esclarecidas e que procuram se informar.

    Seria interessante também que ele trouxesse alguma punição para quem passou a mão na grana lá na fundação. Isso já seria demais, mas dúvido que ocorra.

    De qualquer forma, ele está de parabéns.

  20. Marcos Diz:

    François em momento algum disse retirar trechos do livro, o nome disso é informação distorcida de jornalista medíocre, e mais medíocre é quem acredita, ou tem a petulância de dar pitaco sem sequer ler o livro e ainda tem coragem de dizer que não vai ler. então fique na sua, não tire conclusões das opiniões alheias.

  21. gloria augusta Diz:

    Caro Ailton, parabéns pelo blog, sempre divulgando e sugerindo fatos e estórias…. Mas quando você lançara seu agudo olhar sobre as terras do Seridó? os feitos e desmandos realizados pelos eternos e tristes donos do poder, os prefeitos e vereadores que parece nem suspeitarem de seus verdadeiros deveres de representantes do povo? Quando aquela terra irá melhorar? sempre que passo por aquelas paisagens me assusto com o aumento da degradação social, ambiental, moral que castiga inclementemente aquele chão! Morei anos atrás na cidade dos “Kaiacós” , onde asistí a ótimos filmes, ouvi música de qualidade e conviví com pessoas inteligentes, comprometidas com o bem comum de seu lugar. Hoje são veiculados programas de rádio ridículos e lamentáveis até na Emissora da Diocese; Festas estúpidas celebradas numa ilha de Sant´ana que parece ter sido copiada de cenários de filme C, e que causou a total transfiguração no sítio histórico cultural do poço de Santana alem da degradação ambiental do centenário açude do Sítio Penedo, e pasmém encontramos a maternidade Mãe Quininha fechada!!!. E quando penso que esta cidade conta a mais de 25 nnos com um Centro de Ensino Superior… é que fico realmente intrigada. Até quando a população será resignada a ter seus direitos desrespeitados? ou será que o fatalismo e atavismo explica tudo? Cordialmente, Gloria

  22. eu Diz:

    Certamente os idiotas que fazem comentários tentando desviar a verdade das palavras de François, sem ter lido o livro, o fazem unicamente pelo medo de se identificarem nas figuras medíocres citadas por ele no referido livro.

  23. Laélio Ferreira de Melo Diz:

    Aílton Medeiros, dono do pedaço.

    Saudar meu!

    Negócio seguinte (arre égua!):A menina “Anitinha Melíflua”, me avisaram agora, plagiou um texto meu, a figurinha! Deve ter gostado, a bichinha enrustida, inimiga do valentão alcoólatra.
    Não sei quem é a danada! Desconfio seja, a criança, uma daquelas várias enfumaçadas figuras do Beco da Lama, da Fundação Zé Promessa e alhures - chapadas todas, todo santo dia!
    A minha manifestação, malhando , por sinal, muito parcamente, POR ENQUANTO, o seu amigo “Jesuino” de Martins, foi espalhada, repetidamente - com muito prazer, fique certo! -, por mim em muitíssimos grupos de discussão. Inclusive no blogue do Mário Ivo, amigo e tradutor da rara “peça” da Cena Urbana…
    Assim sendo, para que dúvida não reste, assino embaixo e dou fé ao que a tal da Anitinha me roubou.
    Agora, já, já, vou comer um pato à moda da FJA – é ruim?!
    Laélio Ferreira de Melo

  24. Raul Capita Diz:

    Ô LAÉLIO,

    ASSUMA O QUE ESCREVE, MANDE BALA, DIGA O QUE PENSA, MAS NÃO RENEGUE DEPOIS, ESCREVER E DEPOIS FICAR COM NEGAÇAS É COISA DE CABRA FROUXO.
    FAÇA COMO O DONO DESSE BLOGUE, CHAMA AGNELO DE GÊNIO DO PAI, AGRIPINO DE URSULA ANDREWS E NÃO TEM MEDO DE CARA FEIA.
    O SENHOR, DESSA IDADE, FICAR ESCREVENDO UMA COISA NUM CANTO E DEPOIS, DEVIDO A UM LAPSO, VIR ASSUMIR E FICAR POSANDO DE CABRA DA PESTE, É DOSE, NÃO É MESMO?

    RAUL

  25. Graça Alencar Diz:

    Bom dia, pessoal. Não temo usar meu nome próprio aqui, como acontece com alguns covardes que aqui vêm, e assumo com orgulho ser da família de François Silvestre, homem honrado e digno, que possui o respeito e a admiração de todos aqueles que são detentores de algum conhecimento político e cultural potiguar. Minha gente, François Silvestre não vai retirar uma única vírgula de tudo o que escreveu. Qualquer pessoa que possua o menor discernimento político possível vai perceber que os enlameados da história espalham factóides para encobrir suas nojeiras denunciadas nesse esplêndido livro, que é, na verdade, uma aula da história política dos últimos 50 anos no RN. Tio François, você é, antes de tudo, um orgulho para nós, potiguares.

  26. Graça Alencar Diz:

    Ah, e diga-se de passagem que, em Mossoró, quem espalha essa conversa é o filho de uma famosa Deputada aliada da governadora, uma criança que sairá candidato a vereador em Mossoró. Deveria sair das fraldas antes de sair dizendo o que não sabe. Quando ele nem havia nascido, François Silvestre já lutava, e era massacrado pela ditadura, pelos direitos dos quais ele se beneficia hoje. Vergonha, vergonha, vergonha.

  27. Paula Diogenes Diz:

    SERIEDADE,SABEDORIA,INTELIGENCIA,CAPACIDADE,HUMANIDADE,GENTILEZA,BOM PAI,BOM AMIGO,BOM IRMÃO,BOM MARIDO,BOM TIO,HOMEM DE VERGONHA,DIGNO,SÃO PALAVRAS QUE FRANÇOIS SILVESTRE SEMPRE DEMOSTROU NOS TEMPOS QUE CONVIVEU AQUI NA FUNDAÇÃO JOSE AUGUSTO,FRANÇOIS VC NÃO TEM NOTA VC É MARAVILHOSO,ESTOU LENDO SEU LIVRO,ESTOU ADORANDO,TUDO DE BOM AMIGO QUE JAMAIS VAI PASSAR UM QUE CHEGUE A SEUS PÉS AQUI NA FUNDAÇÃO,TE AMAMOS MUITO.
    TODOS DA FUNDAÇÃO JOSE AUGUSTO

  28. Claudia Diz:

    Oh FRANÇOIS inteligente,e oh povinho invejoso.
    Parabéns Fran vc é DEMAIS

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