DESENCONTRO COM A NOTÍCIA
Depois da tempestade técnica, a bonança. Estou de volta ao blog.
O “Jornal de Hoje” está de cara nova, mas o conteúdo continua o mesmo. Na primeira página há um editorial louvando sua independência. A pergunta que não quer calar é: independência em relação ao prefeito Motosserra Alves? Mas por que só agora nos estertores do seu governo? Não é estranho? Claro que é.
Já escrevi várias vezes e repito: o ”Jornal de Hoje” é um panfleto a serviço dos interesses do senador José Agripino Maia e da sua patota. Agripino é tratado lá com tanto carinho que o vespertino parece mais uma versão em papel do programa ”Desencontro com a Notícia”, da TV Tropical.
Em “Os Melhores Jornais do Mundo”, Matias M. Molina conta que quando Harrison Salisbury, do “New York Times”, escreveu de Hanói que a aviação americana tinha atingido populações civis, o “Washington Post” saiu em defesa do bombardeio acusando seu concorrente de estar à serviço de Ho Chi Min, o líder do Vietnã do Norte.
Dias depois, as informações de Salisbury foram confirmadas pelo próprio governo e também pelo “Post” que esqueceu de pedir desculpas pelas relações incestuosas com o goveno Lyndo Johnson. Katharine Graham, a toda poderosa dona do “Post”, era defensora da manutenção das tropas americanas no Vietnã. Achava, como a maioria da imprensa da época, que a fronteira dos Estados Unidos estava no rio Saigon.
O “New York Times” não apenas recusou transferir do Vietnã o correspondente David Halberstam a pedido de John Kennedy, como também cancelou suas férias para que o governo não achasse que o jornal estava cedendo à pressão do presidente. (Halberstam ganharia depois o Prêmio Pulitzer com suas reportagens sobre o conflito no sudeste asiático).
Em 2005, Bush pressionou Arthur Ochs Sulzberger Jr., o chefão do NYT, para não publicar que a Agência de Segurança Nacional tinha instalado escutas clandestinas no país sem autorização da Justiça. Em vão. A notícia saiu e teve ampla repercussão internacional.
Como resultado, o Senado não aprovou a prorrogação do Patriot Act e Bush acusou o “New York Times” de “traidor” e “desleal”.




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28/11/08 às 14:53
Tô esperando uma “notinha” sua a respeito da homenagem que JáJá recebeu na assembléia. O plenário estava lotado, o senador mostrou que ainda está muito forte. Dificilmente vc vai colocar uma foto da homenagem. DOR DE COTOVELO. HEHEH
29/11/08 às 19:49
O “Jornal de Hoje” é um referencial embora negativo é parâmetro negativo da imprenssa tendencionista onde praticamente todos os jornalista trabalham para um grupo . assim como na ditadura cada jornalista escreve aquilo que agrada seu lider maior Agripino Maia foi criado assim e assim tem que ser .
1/12/08 às 18:03
O Jorge poderia dizer um projeto, apenas um, que o Senador JA criou para o país, ou melhor, para beneficiar o estado, ou melhor ainda, para beneficiar a nossa, capital, ou melhor ainda, para beneficiar o menor município deste estado? Eu não conheço nenhum, embora deve ter algum.Já para prejudicar o povo, ai sím tem vários: Votar contra o sistema de cotas, entrar na justiça contra o projeto do governo de ajudar aos municípios que não tiveram êxito com o bolsa família, votar contra o Prouni, calar-se diante do absurdo cometido por governadores ligados a ele (entraram na justiça), para não pagar o teto dos professores, entre outros. Outra coisa, não sei se ganhar algo da nossa Assembléia, é algo que merece elógios. Tem poucos ali que merecem algum crédito.
2/12/08 às 4:53
Senhor Wasil, vou lhe dizer apenas um que já seria suficiente, embora que tenha tantos outros que encheria este espaço: DERRUBOU A FAMIGERADA CPMF que o Presidente dos PETRALHAS, LULA DA SILVA. o DISSIMULADO, tanto lutou para continuar. Quer mais: depois eu conto.
Ah, este programa de quotas é a maior imbecilidade existente no planeta. Ao invés de investir no ensino básico e na melhoria do ensino em geral, investindo em melhores escolas, qualificando professores, não, o Governo dos PETRALHAS prefere beneficiar os desqualificados, nivelando por baixo o nível dos alunos, ou seja, socializando a burrice e o baixo nível deixando de fora de fora das faculdades quem tem capacidade para estar dentro, para dizer que está “incluindo” nas faculdades pobres, pretos, índios e, daqui a pouco, os gays. Isso, não estranhe, vai já já, aparecer a quota dos gays para as faculdades. Não podemos ir pra frente.
P.S. Antes que pensem que eu sou preconceituoso, pois essa é a mania dos PETRALHAS quando alguém é contra as suas idéias, por mais absurdas que sejam, NÃO, NÃO SOU PRECONCEITUOSO em relação a pretos, pobres, índios e outras minorias. O meu preconceito é contra este absurdo das quotas. O Governo tem que dar condição aos mais necessitados, as camadas mais necessitadas e não beneficiá-las em detrimento de quem tem capacidade, simplesmente pelo fato do incapaz ser o próprio governo. Sei e devemos ter consciência, que o problema do ensino vem derna o tempo do “ronca”, como se dizia, mas isso não é desculpa, pois os PETRALHAS são mesmo incompetentes e não têm feito nada para melhorar, a não ser essa tal de cotas.
2/12/08 às 12:58
Sr Carlos Veras Jr, o senhor é advogado???
2/12/08 às 19:04
O sr. walsil não deve lembrar da luta do Senador José Agripino para derrubar a CPMF. não votei nele, porém isso já bastaria para ele receber homenagens. Agora concordo com o senhor quando fala da Casa legislativa do Estado do RN, também não sei dizer se uma homenagem vinda daquele lugar vale de alguma coisa.
3/12/08 às 4:20
Ao Palhaço: não, apenas estudante. Sou engenheiro civil e formado em letras, ambos os cursos na UFRJ, no Rio, minha querida terra natal. Mas tenho vontade de fazer o curso. Quem sabe um dia, tenho tempo e farei.
3/12/08 às 22:35
Voces conhecem mesmo o projeto da CPMF que citam como grande feito do Senador, ou apenas souberam o que a mídia e os oposicionistas falaram? Claro que usaram do fato de sermos contra qualquer imposto e de ser uma medida popular, mas na verdade o que eles queriam era impedir que o governo tivesse cerca de 120 milhões que seriam investidos na saúde até 2011, o que tornaria a popularidade do Lula, quase uma unanimidade, pois este é um setor difícil para o governo e antes que digam que este dinheiro não seria aplicado na saúde, digo que no projeto havia mecanismos que garantiriam a utilização destes recursos na saúde e que apenas quem ganhasse acima de 3.500 reais pagaria. Claro que a´carga tributária no país é alta, mas criticar a CPMF no nível que os oposicionista, inclusive o JA fizeram, foi de uma demagogia e enrolação impar. Mas não tenham dúvida, que após o fim do governo Lula e se o Serra ou o Aécio chegarem ao poder, voces verão o JA defendendo como já fez no passado , a volta da CPMF de maneira mais absurda e violenta. Por que o Senador não discute a reforma tributária que o governo mandou, está tentando junto com outros para o próximo ano, como já vêm fazendo a vários anos e a reforma política, por que ele não traz à discussão no Congresso. Pelo linguajar do Carlos Veras, vemos claramente de quem ele é leitor assíduo e pelo jeito fã incondicional.