DESERTO DOS TÁRTAROS
Se nada for feito o sertão nordestino vai virar um grande deserto. O aquecimento global e a escassez de chuvas estão apressando o processo de desertificação nessa região.
O “Estado de S. Paulo” deste domingo traz uma grande reportagem sobre o assunto assinada pelo repórter Eduardo Nunomura. Nunomura percorreu a região, esteve inclusive, em Currais Novos. Leia seu relato:
“Na região do Seridó, no Rio Grande do Norte e na Paraíba, madeira vira lenha. Serve para alimentar fornos de cerâmicas que encontraram ali terreno fértil. Pois é do chão castigado pela falta de chuvas que as fábricas buscam argila. Alguns, por necessidade, vendem a terra boa do quintal para os ceramistas. Mas o grosso é retirado dos açudes. Homens munidos de pás arrancam o que podem. Deixam o solo nu. Contribuem para a erosão no local e além dele. Antes, a água baixava e o sertanejo plantava uma hortinha.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada em Nova York, anunciou que o País prepara um plano para enfrentar as mudanças climáticas. Lembrou que a Amazônia não padecerá isolada. A desertificação é uma ameaça. Especialistas já alertavam: o semi-árido está virando um grande deserto. Com a elevação da temperatura global – e de 2° a 5° no Nordeste – a evaporação de água na região aumentaria. A vegetação viraria mais cactácea, típica de zonas áridas. O solo, já pobre e de baixa produtividade, estaria sujeito a processos mais intensos de desertificação. É o Seridó atual”.
Para ler a reportagem na íntegra clique aqui.



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8/07/08 às 17:39
m dfoi muito ver o povo do sertão em situação de abandono