Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)

ESQUEÇAM CARNATAL

Que Carnatal que nada.  Se há uma boa causa capaz de tirar você, leitor hipócrita, meu igual, meu irmão, do conforto do lar esses dias é o cinema. A partir de hoje até o dia 11 de dezembro, sete filmes franceses serão exibidos na capital potiguar (no Moviecom).

Trata-se da oitava edição do Festival Varilux de Cinema Francês que será estendido a outras 13 cidades do país simultaneamente.

A programação inclui “Um segredo em família” (”Un secret”), de Claude Miller; “Mais tarde, você vai entender…” (”Plus tard, tu comprendras…”), de Amos Gitai; “Uma garota dividida em dois” (La fille coupée en deux), de Claude Chabrol; “Crimes de autor” (Roman de Gare), de Claude Lelouch; “Entre os muros da escola” (Entre les murs), de Laurent Cantet, ganhador da Palma de Ouro em 2008 e “A Riviera não é aqui” (Bienvenue chez les Ch’tis), de Dany Boon, que levou aos cinemas franceses 20,4 milhões de espectadores.

Imperdível.

Abaixo, trailer de “Entre os muros da escola”, um dos destaques da mostra:

6 respostas para 'ESQUEÇAM CARNATAL'

  1. Carlos Diz:

    ótima opção.

  2. Carlos Diz:

    Já viu essa Aílton?

    http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/sobrinho-da-governadora-se-nega-a-fazer-bafometro-e-e-liberado-em-blitz/133755

  3. Renata Azevedo Diz:

    Que bom Ailton, você está de volta ao batente. Sem seu blog a nossa vida fica mais desinformada e monótona. Valeu.

  4. DaMata Diz:

    Ailton

    Vamos pular o Carnatl nas telas do moviecom. É isso ái, baby. Levemos um edredon para o friozinho do cinema francês
    E o horário, 22h. Depois é só sair para a noite de lua cheia. uhuuuuuuuuuuuuuuu. Cuidado com o lobo

    Um Romance de Geração – 2008
    vi ontem. Tõ só lhe cubando
    Voce não está assistindo os filmes nacionais.

    Um escritor que escreveu um único livro e padece da síndrome de Bartleby. Deseja escrever um outro livro que se reporte á sua geração. Que romance seria esse? O romance da “Novela na Televisão”, maybe baby. Uma Jornalista vem entrevistá-lo. O escroto escritor Carlos Santeiro só pode dar a entrevista á noite. Se ela. – a bela jornalista aceitar, é porque topa o romance. Escrevo para comer mulheres é o que pensa alguns escritores. Entre vodcas e apostas em corridas de cavalo trava-se um grande diálogo entre a jornalista e o escritor que tem muito do autor do livro/ roteiro Sérgio Sant´Anna.
    O livro seria uma peça de teatro que se transformou num romance. A peça teria três partes e ficou com um único e longo ato.

    Entrementes um grupo de três atrizes, o roteirista. Carlos Santeiro e o próprio escritor Sérgio Sant´Anna fazem a leitura do texto. Excelente filme dirigido pelo David França com boas interpretações do Isaac Bernat no papel do escritor Carlos Santeiro e das atrizes e jornalistas Lorena Da Silva , Susana Ribeiro e Nina Morena .

    E mais um bom romance transportado paro o écran. Sant´Anna publicou seu livro em 1980 e escreve sobre as duas décadas passadas. E não pense que as décadas de 60 e 70 foram só de gozo e liberdade. Muitas dificuldades tiveram num tempo de exceção. O cuidado para não se transformar num fascista é permanente. Alguns bons escritores não resistiram. Engana-se quem pensa que as mulheres dão para qualquer um que escreve um livro. A jornalista quer saber o enredo. E eles ficam num rame-rame de vodca e cavalos. E o cara é sustentado pela mãe! Duro só na grana.

    O livro, o filme e a vida precisariam de um outro ato. È que o tempo não dar tempo e é sempre no desejo a vontade de escrever O livro de uma geração. E você, qual que é o livro de sua geração. Qual o livro que você gostaria transportado para a telona. E quais atrizes. Porque, então, você escreve? Se ninguém vai ler. Se as mulheres não vão dar para você?

  5. Guedes Teixeira Diz:

    Em época de carnatal, é bom lembrar de NELSON SARGENTO, autor do hino do samba:

    SAMBA AGONIZA MAS NÃO MORRE

    Samba agoniza mais não morre
    Algo sempre te socorre
    Antes do suspiro derradeiro

    Samba negro forte destimido
    Foi duramente perseguido
    na esquina do botequim do terreiro

    Samba inocente pé chão
    A fidalguia do salão
    lhe abraçou, lhe envolveu

    Mudaram toda sua estrura
    he impuseram outra cultura
    E você nem percebeu

  6. DaMata Diz:

    Festival de Cinema Francês.
    Natal 04 a 10 de Dezembro de 2009

    Continua o Festival de Cinema Francês as 22h da madrugada no moviecom. Platéia pequena mais persistente. Contando com as presenças ilustres de franceses, Ailton Medeiros e do poeta Adriano. Até o momento nada surpreendente. Alguns filmes já foram vistos. Mas é uma delícia assistir os filmes de uma outra cinemateca que já nos forneceu Chabrol, Godard entre outros grandes cineastas.

    Coco – França 2009. dir. Gad Elmaleh

    È um filme divertido. Conta a história do imigrante Coco (Gad Elmaleh) que está na França há 15 anos. Um novo rico que partiu do nada. Imigrou para a França sem um tostão no bolso. Inventou uma água gasosa. Fica milionário e excêntrico. Sua imaginação não tem limites.
    Para sua mãe fornece uma casa imensa e luxuosa, mas ela não se sente bem e prefere voltar para a companhia das amigas no seu cantinho humilde,
    Pra as comemorações do “bar mitzvah” planeja um espetáculo grandioso com a participação dos maiores artistas e cineastas do mundo, com destaque para os americanos. A data de nascimento do seu filho Samuel (Nicolas Jouxtel). é alterada. O prefeito é obrigado a decretar feriado no dia após a grande festa que terá a presença de todo mundo para desespero de sua esposa Agathe (Pascale Arbillot). Todos vão se afastando do excêntrico. Com tudo preparado para a grande festa o filho não deseja ir. O que ele quer é patinar numa pista de gelo. Ele patinando com o pai, o finale de um belo e divertido filme.

    Um segredo de família – França 2007 dir. Claude Miller

    Filme baseado no livro homônimo de Philippe Grimbert narra a história do menino François de 15 anos que inventa uma história para si. François inventa um irmão e tem muitos pesadelos. Numa narrativa muito lenta o solitário menino descobre que seus pais eram cunhados. O final é surpreendente numa história escabrosa que tem como pano de fundo os judeus na segunda guerra. As fugas, Os documentos adulterados.
    Um grande elenco com belas atrizes numa narrativa que podia ser mais ágil. Só na literatura podemos arrastar tanto e pular as páginas.
    Elenco: Cécile De France, Patrick Bruel, Ludivine Sagnier, Julie Depardieu, Mathieu Amalric, Nathalie Boutefeu

    A Riviera não é aqui – França 2008. dir. Dany Boon

    Diferente do filme anterior, esse tem o time certo. Philippe Abrams é diretor de uma agência dos correios em Salon-de-Provence no sul da França. Casado com a depressiva Julie, a melhor forma de viver com ela é distante. Ele inventa que é caderante e pede transferência para a Côte d´Azur na Riviera Francesa, mas o que ele consegue com a sua farsa é uma transferência para Bergues, uma pequena cidade no norte do país. Os sulistas acham essa cidade um horror, uma região gelada e povoada por pessoas que falam um dialeto incompreensível, o “cheutimi”. Philippe embarca sozinho e descobre que Bergues não é tão ruim assim. Aprende a falar o dialeto e faz amizades desencorajando sua mulher a vir morar com ele. Para os moradores de Bergues você chora duas vezes. Quando chega e quando se despede da cidade que tem um belo campanário tocado por um funcionário dos correios que bebe a cada entrega de correspondência.
    Excelente a legenda com as palavras escritas no dialeto local. Belo filme e grande elenco. Dany Boon, Kad Merad, Zoé Félix, Lorenzo Ausilia-Foret e Anne Marivin

    Entre os muros da Escola – França 2007 – Direção: Laurent Les Murs

    Filme baseado em livro homônimo de François Bégaudeau, em que relata a experiência de um professor de francês em uma escola de ensino médio na periferia parisiense. Do outro lado do muro François Marin (François Bégaudeau), tenta ensinar francês para uma classe heterogênea formada de africanos, asiáticos latino-americanos e franceses. Todos os conflitos e rebeldias dos adolescentes vêm á tona. Agravado pela diferença de cultura entre os povos.
    Ao final o professor pergunta a um aluno o que ele aprendeu. Ao que o aluno responde: – nada.
    Excelente filme mostrando as dificuldades de comunicação e o fracasso da educação aqui e no mundo.
    Elenco: François Bégaudeau, Nassim Amrabt, Laura Baquela, Juliette Demaille

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