QUE COINCIDÊNCIA É O AMOR
Dizem que sou de pedra, mas é por ser de pedra que estou, sempre, prestes a desmoronar. A poesia, a arte em suma, me deixa assim. O que fazer? Sou humano, demasiadamente humano.
Tudo isso para falar de Cazuza. Adoro suas músicas, mas há uma que considero especial. Trata-se de “Codinome beija-flor”. É pura poesia. Diz lá:
Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou…
Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Escrevo esse post após ouvir Nei Matogrosso interpretar outra pérola de Cazuza, “Poema” . Ela é minha, “ninguém rouba, eu vi primeiro”.
Abaixo a letra e o vídeo.
POEMA
Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás



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6/09/08 às 16:29
Caro Ailton,
Parabéns pelo blog. É de ótima leitura.
Você sabia que esta pessoa “imaginária”, a quem Cazuza quase menciona em sua composição, tratava-se da avó dele?
8/09/08 às 13:33
Adorei a matéria!!!!!!!!!
bjos Renata C.