GRITOS E SUSSURROS
Para os fãs do cineasta sueco Ingmar Bergman que morreu hoje aos 89 anos.
O site do ”New York Times traz um excelente perfil do diretor que deu o mais radical mergulho na alma humana. É impossível assistir um filme de Bergman e continuar o mesmo. Tive essa sensação quando vi “Gritos e Sussurros”, meu Bergman favorito.
Gosto também de “Morangos Silvestres”, “Cenas de um casamento”, “Persona”, que no Brasil recebeu o título horroroso de “Quando Duas Mulheres Pecam”, e “O Sétimo Selo”.
Vi todos eles no cinema. Hoje é impossível um desses multiplexes exibirem Bergman, Eric Rohmer, Godard ou até mesmo Hitchcock. Não haveria platéia. Os adultos – assim como os jovens – se imbecilizaram de vez. Não faço parte dessa tribo de trogloditas, na verdade nunca fiz. Não adianta espernear, estamos num beco sem saída. Esse é o nosso mundo, descrito magnificamente por Conrad em “Coração das Trevas”.
Ah sim, o perfil de Bergman publicado pelo NYT é assinado pelo jornalista Mervyn Rothstein.
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