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Jornalismo é uma questão de consciência

Sem exagero algum, eu vos digo: O blogue Diário do Centro do Mundo é uma das melhores leituras da internet brasileira. Seu conteúdo, assinado em sua maioria pelo titular do site, o jornalista Paulo Nogueira, alia informação e opinião com clareza e estilo. Não importa o tema abordado – esporte, cinema, música, política, filosofia, comportamento – ler o Diário é sempre um exercício de inteligência. Confiram abaixo:

Vejo, na Folha, um ataque a Cristina Kirchner, presidenta da Argentina. Ela estaria, mais uma vez, ameaçando a “mídia independente”.

Bem, vamos deixar claro. Ninguém é a favor de ameaças à “mídia independente”, assim como ninguém é a favor da miséria e do câncer.

Mas de que independência a Folha está falando? Do governo? Certo: é importante. Vital. E, a rigor, a mais fácil: em democracias como a brasileira, você pode demonstrar coragem, aspas, facilmente com violentas críticas aos governantes.

E a outra independência, a que o leitor não vê? Reportagens da Folha que tenham algum tipo de delicadeza financeira – que envolvam, por exemplo, um credor da empresa – estão longe de serem independentes.

Dentro da Folha, elas são chamadas de “Operação Portugal”. Quem me contou foi o jornalista Nelson Blecher, que editou o caderno de Negócios da Folha. Quando havia reportagens complicadas, Nelson era um dos convocados para fazer as sempre bem-comportadas Operações Portugal. Nelas, o rabo da Folha estava devidamente preso, mas fora da vista do leitor.

Há anos aprendi que a verdadeira independência editorial de uma publicação em regimes democráticos, a real prova de bravura e destemor, está não nas páginas de política – mas nos cadernos de economia.

Repare a diferença no tom. Os artigos políticos são quase sempre contundentes. Rugem. As colunas de negócios são invariavelmente cor de rosa. Miam. Todas pertencem à mesma categoria da Operação Portugal.

O que motivou a ira da Folha foi uma cláusula que o governo argentino pretende colocar numa nova lei para regular a mídia.

Só para registrar: na Inglaterra está em marcha uma nova legislação para a mídia. O escândalo do tabloide News of the World, de Rupert Murdoch, precipitou um debate sobre quais são os limites da mídia. O NoW invadia caixas postais de milhares de pessoas para obter furos e, com isso, vender mais.

Pode? Não. O que se viu na Inglaterra é que a auto-regulação da mídia simplesmente não funcionou. Interesses econômicos – vender mais, ter relevância a qualquer preço – podem se sobrepor aos interesses públicos. Empresas jornalísticas são negócios com fins lucrativos, e não instituições filantrópicas. Provavelmente o resultado será a formação de um órgão independente para fiscalizar a mídia britânica. Sem vínculo com o Estado, para evitar controle — mas atenção: igualmente sem vínculo com as próprias empresas, para evitar que em nome do interesse público, aspas, elas façam os horrores que vinham fazendo.

Ninguém, na Inglaterra, ousou dizer que o que estava em curso era uma tentativa de “calar a mídia independente”. A mídia está subordinada à sociedade, e não acima dela. Não poucos notaram, na Inglaterra, o baixo nível de muitas publicações – que deseducam em vez de educar, com uma massa sinistra de fofocas de celebridades e fotos de beldades seminuas.

No Brasil, a mídia não paga imposto no papel em que publica revistas de fofocas como Caras, Contigo e Quem, que fazem seus leitores crer que o importante é saber que ator de novela está saindo com que atriz.

É o chamado “papel imune”, isento de imposto pelo caráter supostamente educativo da publicação. Faz sentido? Talvez para jornais e revistas sérios. Mas para tudo?

O objeto específico do ataque da Folha a Cristina Kirchner é um trecho da nova legislação em que é afirmada a “questão de consciência”. É mais ou menos o seguinte: imagine que um jornalista receba uma ordem para escrever uma coisa que lhe cause repugnância. Ele poderia se recusar.

Em situações normais, a “questão de consciência” seria supérflua. Os jornalistas poderiam trabalhar em jornais e revistas com os quais se sintam identificados. Na Inglaterra, um jornalista de esquerda vai trabalhar no Guardian. Um conservador, no Times de Murdoch.

Mas e quando você tem uma brutal concentração de mídia como na Argentina? O grupo Clarín, fora o jornal do qual extraiu o nome, é dono de 240 emissoras de tv a cabo, 10 estações de rádio e quatro canais de televisão.

Tenho uma história pessoal a contar, neste campo. Por coincidência, ela ocorreu na própria Folha.

Em meados dos anos 1960, meu pai era editorialista da Folha. O Brasil vivia uma ditadura militar. Presos políticos iniciaram uma greve de fome em São Paulo.

O dono da Folha, Octavio Frias de Oliveira, mandou que meu pai escrevesse um editorial no qual fosse dito que não havia presos políticos. Todos eram presos comuns. Meu pai recusou. O editorial saiu, escrito por um grande jornalista que a cada dia passava por meu pai e dizia, aflito: “Emir, já são x dias. Minha mulher tem muitos amigos entre os grevistas.” Meu pai foi colocado na geladeira imediatamente por Frias.

Jornalista, para servir ao interesse público, tem que ser mais que uma máquina de escrever o que o dono pensa. Não é o que julgava o jornalista Evandro Carlos de Andrade, que ganhou de Roberto Marinho o posto de editor do Globo com uma infame declaração de que era “papista”, um servo do Papa Roberto Marinho, mas é o que motiva qualquer profissional que veja mais que cifrões pela frente.

Definitivamente, o ponto levantado por Cristina Kircher, o da “questão de consciência”, é mais complexo do que a Folha gostaria que fosse.

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10 ideias sobre “Jornalismo é uma questão de consciência

  1. Transparência fosca. É o nome que podemos dar ao portal da transparência do TJRN quando diz respeito à lista dos servidores públicos vinculados àquela instituição. Não há nomes nem sobrenomes. Mas há muitos bois. Todos mascarados.

  2. O que a grande mídia ou PIG no Brasil verdadeiramente defende é a “libertinagem de expressão”, mal acostumada que ficou desde que ela passou a ser propriedade exclusiva da elite e de seus capachos políticos, tornando-se porta-voz dos seus seus próprios interesses. Países ditos desenvolvidos como Alemanha, França, Itália e Estados Unidos já têm uma lei reguladora da mídia como a que o governo argentino pretende implantar por lá, nós aqui somos expostos continuamente a esse “masoquismo midiático” parcial sem que o governo demonstre interesse em controlar o ímpeto desses “libertinos midiáticos” que falam o que querem sem que nada lhes aconteça, pois a presidenta Dilma ainda acha que o melhor controle para a mídia no Brasil ainda é o controle remoto, muito embora saiba que o efeito negativo de incessante “reporcagens” contra representantes do próprio governo pode, num longo prazo, vir a provocar um desgaste ou um descrédito da população com os mesmos.

  3. Se um grupo de comunicações tem muitos canais, competência houve para angariar tais bens. O importante é analisar o conteúdo. Essa conversa de “controle da mídia”, de qualquer forma que se queira abordar não passa de CENSURA. Já existem no Código Penal os crimes contra a honra que protegem qualquer um contra maus jornalistas. O que a louca de Buenos Aires está querendo fazer é se vingar de inoportunos jornalistas que mostram a verdade e isso incomoda e muito. Exatamente como aqui a Veja faz com os bandidos de estimação de uma certa seita (lulopetismo). Aqui por enquanto as instituições são mais fortes. Cabe aos cidadãos de bem e que pensam preservar esse pilar da democracia.

  4. Jornalismo é informação? Então, porque tanta desinformação. Ah, já sei – digo o que eu quero, falo o que eu quero, quando quero, aonde quero e a hora que eu quero…..kkkkkkkkkkkkk

    Se é no Brasil, esses milhões todo sem votar, nos USA, o mundo da Veja/Estadão/Folha….etc…. e o mundo “jornalistico” já teria desabado. TERIA SIDO UMA FRAUDE ELEITORAL. Mas como foi lá pras bandas do Imperialismo, tudo foi normal. E ELES AINDA TEM COLEGIO ELEITORAL. kkkkkkkkkkkkkkk!! Foi uma festa…….. de desinformação.
    Ah, já sei: é porque por lá não é obrigado a votar….kkkkkkkkkkkkk

    Obama perde 9 milhões de votos em quatro anos (HORA DO POVO)

    De uma eleição para outra, a ida às urnas encolheu 11 milhões de votos por conta do estelionato eleitoral de Obama, que prometeu “mudança”, traiu e governou para os bancos e para o Pentágono

    Na “democracia da exclusão” que vigora nos EUA, Barack Obama se reelegeu com menos de 30% do total de eleitores, mais exatamente 28,9%. 43,6% não votaram. Romney ficou com 27,5%. De uma vantagem de quase 10 milhões de votos contra John McCain em 2008, Obama caiu para uma diferença de 2,8 milhões de votos sobre Romney. Em quatro anos, a sua votação se reduziu em quase 9 milhões de votos. Em termos de votos válidos, o resultado ficou em 50% Obama versus 48% Romney – 60.579.325 a 57.757.283.

    O papel do voto é cada vez menor nos EUA. De uma eleição para outra, o comparecimento às urnas caiu 11 milhões de votos; pelo menos 90 milhões de eleitores inscritos não foram votar. Efeito colateral do estelionato eleitoral de Obama e das encenações do adversário prometendo, logo ele, “milhões” de empregos e “mudança real”. E do sistema de partido único, com duas alas direitas, uma republicana, outra democrata, que governam para a plutocracia e só fazem favorecer os bancos, o cartel do petróleo e o Pentágono.

    Desta vez não houve um comício com 200 mil pessoas de arrepiar, mas uma mensagem de Obama mais curta, com ar de quem se safou na última hora, ainda que entremeada de frases de efeito, como ele gosta, tipo a América “é sobre o que pode ser feito por nós, juntos”. Juntos. Como o bailout dos bancos e o despejo de milhões de suas casas pelos bancos. Ou os fantásticos bônus dos banksters e os 23 milhões de desempregados na pior.

    A diferença de votos entre Obama e Romney – e sua tradução no famigerado colégio eleitoral – fez com que aquele vexame de fraudes e tapetão visto na era W. Bush ficasse para outra oportunidade; o republicano concedeu prontamente a derrota. No quesito, os republicanos tiveram uma destacada atuação, impugnando em massa registros de eleitores quando se tratava de negros ou latinos e aprovando nos estados leis para dificultar o voto.

    Ajudado pelo papel de bom presidente no socorro às vítimas do furacão Sandy, Obama esticou o pescoço e venceu na maioria dos estados indecisos, aonde a campanha presidencial se concentrou nos últimos dias. Venceu no colégio eleitoral por 332 (incluindo 29 votos da Flórida) a 206, comparado com 365 a 173 de quatro anos atrás. Uma possível recontagem na Flórida não altera o resultado final de vitória de Obama. A bem da verdade, o especulador abutre era um candidato muito fraco, que só ascendeu por conta das traições do democrata ao eleitorado.

    Foi a eleição mais cara da história dos EUA, com Obama, segundo a revista “Mother Jones”, se tornando o primeiro presidente de US$ 1 bilhão – enquanto Romney chegou a US$ 800 milhões. E isso só na contabilidade da campanha presidencial, sem contar os gastos com deputados e senadores, e os anúncios dos grupos de pressão – autorizados desde 2010 pela Suprema Corte – e que acabaram na prática com qualquer limite ao financiamento privado de campanhas. Uma “democracia” dos bancos e cartéis, movida a himalaias de dólares, e não foi através do pinga-pinga na internet que se chegou aos US$ 1 bilhão.

    No Congresso, os democratas levaram a melhor no Senado, ficando com 53 cadeiras a 45, enquanto que os republicanos mantiveram a Câmara dos Representantes (deputados), por 233 a 193. Em vários casos, foram ajudados pelo redesenho dos distritos eleitorais de forma capciosa. A bancada mais raivosa dos republicanos, o Tea Party, colheu importantes derrotas.

    Na política externa, continua tudo como antes: execuções sumárias com drones, intervenção na Síria, guerra no Afeganistão, cerco com sistema antimíssil à Rússia e com a frota naval à China, patrocínio de golpes de estado, Guantánamo aberto, ameaça de guerra e sanções de aleijar ao Irã, caçada ao fundador do WikiLeaks Assange e apoio à Troika na Europa e ao FMI. A guerra cambial do “quantitative easing” prossegue.

    No teatro interno, continuidade da Lei (In) Patriótica e da Lei de Defesa Nacional, que na prática anulam a constituição, abolem o habeas corpus, permitem prisão indefinida e violam até o sigilo do advogado com seu cliente. Grampo generalizado nos telefones e nos e-mails. Continuação da perseguição a imigrantes e a muçulmanos.

    “ABISMO FISCAL”

    Agora, como diz Obama, é “em frente”. Para janeiro já está prometido o “abismo fiscal” – o corte automático de gastos no montante de US$ 600 bilhões se não houver acordo com os republicanos sobre o controle do déficit. O “abismo” foi criado para empurrar para a frente o impasse com o teto do endividamento do governo federal, e estima-se em 3,5% do PIB o impacto na economia, considerando ainda o fim da isenção de impostos para ricos que vence em janeiro.

    Ou seja, a discussão agora é sobre os cortes no Medicaid, Medicare, seguro desemprego e outros programas sociais que vêm salvando milhões do desamparo. O déficit só existe por causa das guerras, do corte de impostos dos ricos e do bailout dos bancos, mas é sobre os mais pobres que querem lançar seu “combate”.

    A divergência é sobre o tamanho do corte, não sobre se haverá cortes. Os republicanos querem manter a isenção de impostos de W. Bush para os ricos. Obama, quando tinha maioria no Congresso, deixou estar; agora, que não tem a Câmara, é difícil acreditar que irá fazer os ricos pagarem imposto na mesma proporção dos mais pobres.

    Pelo visto, o estelionato eleitoral fase 2 não demora: o preferido de Wall Street já está a postos na Casa Branca.

    ANTONIO PIMENTA

    ** Se são tão independentes assim como se propagam porque esconder o número do “ESTADO” e seu tamanho e sua dívida real em relação ao seu “PIB” só para manter as INVASÕES/CIA/PACOM/EUCOM/CENTCOM…..etc, etc, etc.

  5. Temos o dever de continuar informando: A verdade e só a verdade.

    Mantega promete “caminho da felicidade” aos especuladores

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na terça-feira (6) que os “investidores” estrangeiros que vinham ao Brasil apenas atrás dos juros altos agora verão “o caminho da felicidade” com a nova condução econômica, de redução da taxa Selic e desoneração na folha de pagamento para 40 setores, do IPI e IOF. “Até que descobrem o caminho da felicidade, que é aplicar na produção, já que no financeiro ganham menos”, afirmou ao Estadão.

    O interessante é que a preocupação do ministro com a “felicidade” dos “investidores” não foi demonstrada em relação à expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a não ser a profissão de fé que no futuro tudo vai ser diferente. E limitou-se novamente às desonerações. Sobre uma política industrial para alavancar o setor nenhuma palavra, muito menos do processo acelerado de desnacionalização e, consequentemente, de desindustrialização.

    De acordo com Mantega, a redução de impostos a diversos setores, que inclui o setor automotivo e a linha branca, majoritariamente controlados pelas multinacionais, implicará em um rombo de R$ 45 bilhões nos cofres do Tesouro Nacional. Desonerações essas que turbinaram as remessas de lucros das múltis.

    Pela enésima vez o ministro asseverou que no próximo ano melhores ventos virão, com mais desonerações e defendeu a diminuição do ICMS, que são dos estados. “Vam

  6. Mencionando o termo “estelionato eleitoral”, o JC de Medeiros me lembra um dos maiores estelionatos de 2010 estrelados pelo José Inácio Conversador da Silva e sua presidanta:
    A transposição do Rio São Francisco. Quase 8 bi e a obra está abandonada. O Conversador informou que desde o império, Dom “Predo” prometia e nunca fizeram. Eis que ele iria fazer.
    Que nada. Mais uma do Enrolador da Silva.

  7. Já que o assunto é jornalismo. Ailto, será que um dos periódicos que você diz assinar no RJ não foram beneficiados com essa boquinha?
    Coisa de PETRALHAS:
    Veja-se, a propósito, a penúltima da Presidência da República: sob Dilma Rousseff, torrou R$ 135,6 mil para fazer propaganda oficial em jornais que não existem. Não, você não leu errado. É isso mesmo: o Planalto gastou parte da grana que tomou de você para alardear seus feitos em jornais fantasmas.

    São cinco as logomarcas fictícias: ‘Jornal do ABC Paulista’, ‘O Dia de Guarulhos’, ‘Gazeta de Osasco’, ‘Diário de Cubatão’ e ‘O Paulistano’. Deveriam circular na região do ABC paulista. Ouvida, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência admitiu que não verificou ‘in loco’ a existência das publicações.

  8. Ontem eu fui a um certo lugar e pedi uma cerveja. Numa mesa próxima tinha um cidadão falando em voz alta e, como eu não poderia pedir-lhes para baixar o som e tom fiquei simplesmente à escutar. O dito cidadão estava a falar do governo federal, esculhambando Lula, Dilma e endeusando o Joaquim Barbosa. Até ai tudo bem. Fiquei a escutar e analisar aquela conversa. Só que, a certa altura o passou a extrapolar tanto que alguns que estava com ele à mesa ficou até sem jeito com aquela postura. Ocorre que ao ouvir tanta baboseira não aguentei e falei: Cidadão, desculpe-me, mas estou aqui há mais de meia hora e estou ouvindo tudo o que você fala e falou desde que aqui cheguei, não quero interferir na sua conversa não, mas, gostaria de lhes fazer uma só pergunta, posso? – Ele responde, sim, pode fazer, então eu perguntei-lhes: ” O Senhor é militar? – respondeu: Sim!, então lhes disse: Então está explicado porque o Senhor de expressa da forma como se mostra.

    É isso.

  9. Prezado Rodrigues, não precisa ser militar para enxergar as bizarrices e bobagens da nossa presidAnta e seu antecessor, o Luiz Inácio Conversador da silva. Demitiu sete ministros bandidos de estimação do partidão; a dupla prometeu E NÃO CUMPRIU a obra da transposição do São Francisco, hoje abandonada. o único lote pronto foi o executado pelo Exército Brasileiro (MILITARES), assim como os melhores lotes da duplicação da BR 101 Natal/Recife. A propósito, quando terminará essa obra? O Japão sofreu um tsunami e em UMA SEMANA recuperou estradas. Os EUA idem. Por que será que demora tanto por aqui?

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