JOSÉ, O BISPO, NASSIF E A HIPOCRISIA
Já escrevi aqui e repito: não vejo diferença de caráter entre a Igreja Universal do Reino de Deus e a grande mídia. Moralmente, são todos farinha do mesmo saco.
Um leitor me pergunta, então, se sou a favor das ações em série que os fiéis da IURD movem contra a “Folha”. Claro que não, mas é um direito deles, ora. Numa democracia, as desavenças (físicas e jurídicas) são resolvidas num tribunal e não a pauladas como na época da caverna (se o leitor sente saudade dessa época, vá morar no Timor-Leste).
A “Veja” decidiu processar Luís Nassif usando o mesmo procedimento e até agora não vi nenhum movimento nacional liderado pela OAB, ABL e ABI em defesa do jornalista.
Hipocrisia é a homenagem que a virtude presta ao vício.
Estou fora.
Mas, a propósito, gostaria de saber a opinião do senador José Agripino Maia sobre o “bispo” Edir Macedo.
Como revelou reportagem da “Folha de S. Paulo”, a IURD arrecada, por ano, 2 bilhões de reais, dinheiro livre de impostos.
Desse total, R$ 300 milhões vão parar nos cofres da Record por meio da compra de horário — aqueles programas religiosos da madrugada, aqui exibido pela TV Tropical, do senador pefelista.
Um amigo que freqüenta os bastidores da emissora, me contou que se não fosse o dinheiro do “bispo”, a Tropical já estaria quebrada.
É provável. Mas o maior lucro de Agripino é eleitoral. Sem TV e rádio, Jajá seria, no máximo, vereador em João Câmara.
O resto é conversa para boi dormir.



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19/02/08 às 17:08
É verdade, concordo 100%.
19/02/08 às 17:17
A propósito desse seu comentário, o jornalista Paulo Henrique Amorim, o fanático, é empregado do “bispo”. O que será que ele pensa sobre o patrão? Você sabe? Se souber me conte, não esconda nada!
20/02/08 às 9:27
Ailton,
Ao contrário do que você publicou recentemente, o Nassif continua com a série sobre a revista Veja, a Editora Abril e os interesses corporativos miturados ao interesse público. O último, um petardo, está postado no seguinte endereço: http://luis.nassif.googlepages.com/opost-itdemainardi
Fala sobre o último artigo de Diogo Mainardi, desmascarando-o e acusando-o de ter provas fajutas, feitas aqui mesmo no Brasil, e não na Itália, como sustenta o colunista de Veja. Vale uma lida pra entender um pouco mais como com pequenas notas se fazem grandes negócios.
Abraço,
Walter
20/02/08 às 10:19
Engraçado, né. O Diogo Mainardi acha um absurdo jornalista processar jornalista. Ele acredita que os jornalistas possuem espaço na mídia para responderem a ataques de colegas. Daí minha pergunta: por que os jornalistas da Veja não utilizam o espaço que dispõem na maior semanal brasileira para refutar as acusações de Nassif? Sem esquecer que as acusações do Nassif são fundamentadas e não são apelativas como as próprias colunas do Diogo na Veja. Pra mim, essas ações judiciais significam admissão de culpa.
20/02/08 às 10:19
Luís Nassif presta um relevante ao serviço ao jornalismo brasileiro. “Veja” é apenas um espectro do que outrora foi, para todos nós jornalistas, um paradigma.
Aplaudo a coragem e ousadia de Nassif de enfrentar a fúria dos pit-bulls (Reinaldo e Mainardi) e agora todo o grupo Abril. À falta de justificativa plausível, os Civitas e seus acionistas sul-africanos vão aos tribunais, com a clara intenção de intimidar quaisquer críticas, inspiradas no gesto de Luís Nassif.
20/02/08 às 23:34
Conforme vi em algum lugar: A (in)Veja é uma merda!
26/02/08 às 16:33
[...] of the journalist. Hypocrisy is a tribute that virtue pays to vice [sic]. Leave me out of that. José, the Bishop, Nassif and Hypocrisy – Blog do [...]
19/03/08 às 17:03
Caro Leonardo Seabra, ou outros
tenho interesse em receber algum artigo sobre a presença de acionistas sul africanos no grupo abril. Ouvi esta informação e em discussões c/ amigos não tenho maiores argumentos.
Aguardo retorno.
Obrigado.
19/03/08 às 17:09
Inácio,
outra, salvo engano, do Marcelo Tas:
” Não Veja, pense!”
Cabe como slogan de campanha.
Divulguem.