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Literatura

O deserto dos tártaros

O deserto dos tártaros não é um livro que agrade a todos que o lêem – é evidentemente um grande livro, um grande texto do Buzzati (é a sua obra mais conhecida, sem dúvida), mas não é uma leitura agradável. O livro é duro, em certos trechos chega a ser quase monótono. É magnífico e terrível ao mesmo tempo. E me emociona pensar neste livro agora, passados quase 22 anos da primeira leitura.

A pontualidade britânica é uma pilhéria

O selo inglês é só passar a língua nele e logo gruda. Aliás, a única coisa que funciona mal aqui em Londres, pelo que vi, são os relógios públicos: cada um marca uma hora diferente, e tem até os que não marcam hora nenhuma. A proverbial pontualidade britânica é uma pilhéria: ou então cada um é pontual, mas dentro do seu próprio horário, e todos os horários são válidos. Meu pobre relógio brasileiro já ficou maluco.

Trecho de “Homem Comum”, de Philip Roth

Em torno da sepultura, no cemitério malcuidado, reuniam-se alguns de seus ex-colegas de trabalho da agência publicitária nova-iorquina, relembrando sua energia e originalidade e dizendo a sua filha, Nancy, como fora divertido trabalhar com ele. Havia também pessoas que tinham vindo de carro de Starfish Beach, a comunidade de aposentados na costa de Nova Jersey onde ele morava desde o Dia de Ação de Graças de 2001 – os idosos que recentemente tinham sido seus alunos num curso de pintura. Vieram também os dois filhos, Randy e Lonny, homens de meia-idade, filhos do turbulento primeiro casamento, que eram muito próximos à mãe e que, em conseqüência disso, do pai conheciam pouco de bom e muito de péssimo, e só estavam ali por obrigação, mais nada.

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