LULA, O ÚNICO ECONOMISTA QUE PRESTA
Desculpe, é da minha natureza. Mesmo em férias não posso deixar de publicar trechos da entrevista de Delfim Netto no “Estadão” desta quarta-feira. Delfim diz entre outras coisas que o presidente Lula é o maior economista do Brasil.
“… As pessoas ficam furiosas com o Lula. Porque há, na verdade, um preconceito enorme. A vantagem do Lula é não ter um curso superior. Senão ele estava igualzinho aos de curso superior aí dizendo ‘tá tudo perdido!’, estamos perdidos!’, ‘sifu’ para todos nós!’”
Confiram trechos:
Se o senhor fosse o presidente do BC, qual seria a taxa ideal de juros?
O Brasil não tem nenhuma razão para ter a maior taxa de juro do mundo. A taxa de equilíbrio é 3%, 3,5%, como é no mundo todo. Com inflação de 5%, poderíamos rodar com 8% nominal. Mas tudo isso é absolutamente irrelevante porque o BC nem tem mecanismo para fazer esse negócio. Então, vamos pensar onde paramos. Paramos por uma questão psicológica. O Lula é o único economista que presta no Brasil porque é o único que está falando a verdade. A intuição dele mostra o seguinte: nós estamos interrompendo o circuito econômico porque, se você não comprar o carro, porque tem medo de ficar desempregado, é certo que você vai ficar desempregado, porque a Volkswagen não faz o carro por medo que não vai ter demanda. E o banqueiro, no final, que pensa que está salvo, ele também vai morrer junto com o sistema.
É como o sr. já comentou que, ao pregar a morte do crédito, os banqueiros acabam se “suicidando”?
Eles se suicidam porque não têm outro remédio. Porque nenhum banco é seguro! E aqui é que vem a segunda crítica à política do BC. Quando ele diz que está dando dinheiro para o Banco do Brasil, para a Caixa Econômica pra fazer isso ou aquilo, está dizendo o quê? Esses bancos são mais seguros. Isso tudo é um equívoco monumental.
Como o sr. mede a expectativa hoje?
O Lula, com todas as críticas… As pessoas ficam furiosas com o Lula. Porque há, na verdade, um preconceito enorme. A vantagem do Lula é não ter um curso superior.
É uma vantagem?
Sim, não é um prejuízo. Senão ele estava igualzinho aos de curso superior aí dizendo “tá tudo perdido!, “estamos perdidos!”, “’sifu’ para todos nós!”. Então, o que acontece? É uma atitude ingênua, mas que corresponde a uma realidade. O fator principal é restabelecer aquilo que é o cimento da sociedade, que é a confiança.
Em uma entrevista recente, o sr. afirmou que não fazia previsões para 2009…
O que você pode esperar do Brasil? Devido a essas condições, pode-se esperar uma situação um pouco melhor. Não adianta fazer editorial dizendo que o Lula é oportunista, que fala errado. Também ele não vai brigar por conta disso. E dizer que o Lula não conhece física quântica porque ele também prefere não saber física quântica. O que ele conhece é gente. Então, se quatro quintos do Nordeste e dois terços do Sul acreditam no Lula, é porque tem alguma coisa que funciona.
Para ler na íntegra clique aqui.



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1/01/09 às 20:58
Lula está muito bem na foto: louvado pelo corrupto e partícipe dos governos da Ditadura Militar. Para quem não sabe ou para quem já esqueceu, Delfim Netto é isso aí:
PARTE I – O QUERIDINHO DA DITADURA
Em 1967 Delfim foi convidado por Costa e Silva para ocupar o cargo de Ministro da Fazenda.
Participou, como Ministro da Fazenda do Presidente Costa e Silva, da reunião do Conselho de Segurança Nacional realizada no dia 13/12/1968 e na qual foi deliberada a promulgação do AI 5.
Durante o regime militar, entre 1967 e 1974, nos governos Costa e Silva e Médici, foi ministro da Fazenda e, no governo do presidente João Figueiredo, foi sucessivamente Ministro da Agricultura em 1979, Ministro do Planejamento entre 1979 e 1985 e embaixador do Brasil na França.
PARTE II – O CORRUPTO DO ESCÂNDALO COROA BRASTEL
Mais um escândalo econômico do sistema financeiro terminou em prejuízo para os investidores brasileiros.
O Banco Central está livre de indenizar os investidores do grupo Coroa Brastel.
Por três votos a dois, a 2ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que o BC não tem responsabilidade pela falência do grupo.
Cerca de 34 mil investidores foram afetados pela insolvência econômica do Coroa Brastel.
Os investidores acusam o BC de omissão por ter intervindo no grupo apenas em 1983, apesar de os técnicos do próprio Banco indicarem que o passivo do Coroa Brastel já estava negativo em 1979.
O caso Coroa Brastel foi parar na Justiça em junho de 1985, quando o então procurador-geral da República, Sepúlveda Pertence, denunciou no STF (Supremo Tribunal Federal) os ministros Delfim Netto (Planejamento), Ernane Galvêas (Fazenda) e o empresário Assis Paim, dono do grupo Coroa-Brastel.
Os ex-ministros foram acusados de terem desviado irregularmente recursos públicos ao autorizarem liberação de empréstimo pela Caixa Econômica Federal ao empresário, em 1981.
O empréstimo de Cr$ 2,5 bilhões seria utilizado no reforço de capital de giro do grupo e no plano de expansão da Brastel. O dinheiro serviu para quitar dívidas junto ao Banco do Brasil e ao Banespa.
O caso foi a julgamento em 94. A denúncia contra Galvêas foi rejeitada. Já a acusação contra Delfim, então deputado pelo PPR-SP, não chegou a ser examinada. A Câmara negou licença ao STF para processá-lo. A denúncia contra Paim continua tramitando.
Os investidores do Coroa perderam na primeira instância, mas, ao apelarem ao TRF (Tribunal Regional Federal), ganharam o direito de ter de volta os Cr$ 43.442.670,00 aplicados, acrescidos da respectiva taxa de investimento ou da correção monetária do valor a partir do dia da aplicação, mais os juros de mora .
No mesmo julgamento, o Tribunal Regional condenou o BC por sua omissão quanto às irregularidades do Grupo.
O Banco Central recorreu ao STJ contra a decisão do TRF, alegando que, enquanto não concluído o processo de liquidação do Coroa, não se poderia saber o dano causado.
O Banco apresentou também decisões anteriores afirmando que o insucesso dos investidores que buscam altas taxas de juros não pode ser debitado ao Estado.
No decorrer do processo, os advogados dos investidores apresentaram novos documentos, que comprovam a falência do Grupo. De acordo com os defensores, com a falência, o processo de liquidação estaria automaticamente encerrado, e os investidores teriam, portanto, assegurado o direito ao ressarcimento pelo prejuízo.
Ao defender o Bacen, o procurador alegou que, caso o Banco fosse condenado, estaria “se socializando o prejuízo – condenando o Estado a pagar um prejuízo, quando, na verdade, ele não seria chamado a participar se tivesse havido lucro”.
Para o defensor, a causa do prejuízo teria sido a má administração do Grupo, e não a intervenção do Bacen.
A relatora, ministra Eliana Calmon, manteve seu voto, confirmando a decisão do TRF, que condenou o Bacen a indenizar os investidores do Coroa. Para a ministra, a falência do Grupo não interferiria no julgamento do recurso.
Eliana Calmon destacou também que a alegação de que o Bacen não teria culpa pelo insucesso dos investidores não seria válida, pois “os prejuízos foram causados pela atuação fraudulenta de uma empresa que se manteve no mercado por mais de quatro anos, enganando os incautos, com o aval do Bacen”.
Além disso, segundo a ministra, “o que se cogitou, e recebeu decisão favorável no TRF, foi uma indenização do Banco Central por descumprir a legislação que lhe impunha o serviço de fiscalização”, tendo sido negligente no cumprimento do seu dever no período de 1979 a 1983.
O ministro Francisco Falcão também confirmou seu voto acompanhando a relatora. Os ministros Peçanha Martins e Paulo Gallotti mantiveram a divergência.
Ao desempatar o julgamento, o ministro Franciulli Netto também divergiu da relatora, acolhendo o recurso do Banco Central.
Para o ministro, o pedido dos investidores estaria equiparando o Bacen à posição de avalista ou garante.
Segundo Franciulli, as operações especulativas da Coroa Brastel nunca foram garantidas pelo governo federal.
A respeito das alegações de que a fiscalização teria sido falha, o ministro afirmou: “Apenas a título de argumentação, se o fiscal oficiar como mero dois de paus, com olhos de quem não quer enxergar e ouvidos de mercador, nem por isso, ou apesar disso, a empresa fiscalizada necessariamente irá para a bancarrota ou para o descaminho. Muito pelo contrário, empresa séria e bem estruturada atingirá plenamente seus regulares objetivos, com ou sem fiscalização”.
Que maravilha, né Ailton?
2/01/09 às 11:36
O mlehor das ironias é quando algumas pessoas não as entendem. Viva o Delfim!
2/01/09 às 14:54
João, vc pode entender de tudo, menos de ironia. Que tal ler Machado de Assis e Oscar Wilde?
2/01/09 às 23:05
Chega cansa…
3/01/09 às 18:22
Salve Lula!
25/01/09 às 15:16
SERA QUE ATÉ AGORA NINGUEM PERCEBEU QUE ESSE MINISTRO Franciulli Netto “SERÁ QUE NAO É PARENTE DO DELFIM NETTO “? SÓ O FATO DE TER O SOBRE NOME QUE GEROU O PREJUIZO PARA OS INVESTIDORES DA COROA BRASTEL DEVERIAM TER AFASTADO O MINISTRO DO JULGAMENTO,JÁ QUE ELE FOI O UNICO QUE DEU O VOTO QUE DESEMPATOU CONTRA OS INVESTIDORES NA AÇÃO.
25/01/09 às 15:23
“FRANCIULLI NETTO E DELFIM NETTO”
UM DESASTRE QUE COMEÇOU COM UM NETTO E TERMINOU COM OUTRO NETTO DEIXANDO MUITAS FAMILIAS A PAO E AGUA .
QUEM VAI PAGAR O DIREITO DAS 34 MIL INVESTIDORES?
A RESPONSABILIDADE EXISTE ERA DO BANCO CENTRAL E VEM OS DOUTOS SABIOS FILOSOFAR!!