Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)

MÃE DE PANTANHA

A revelação foi feita pelo próprio autor do romance, Nei Leandro de Castro, a este escriba.

A personagem Mãe de Pantanha de “As pelejas de Ojuara”, interpretada no filme “O Homem que Desafiou o Diabo” pela atriz Flávia Alessandra, foi inspirada na escritora paraibana Clotilde Tavares.

A personagem, na definição de Alessandra, é uma “devoradora de homens”.

Cruz e credo.

 

16 respostas para 'MÃE DE PANTANHA'

  1. Rodrigo Levino Diz:

    Certeza? Clotilde Tavares não deu origem a outra personagem, no caso a Clotilde Alicate, não? Mãe de Pantanha é lenda do sertão mais velha do que a família Tavares todinha, rs.

  2. Ailton Medeiros Diz:

    Sim, mas talvez seja sacanagem de Nei. rs.

  3. Jorge Ulisses Diz:

    Escutem o que vou dizer agora: Esse filme “O homem que desafiou o diabo” vai ser um fiasco de público. A direção não é boa - vamos deixar de bairrismo piegas - e o tema - um caixeiro viajante brigão, mulherengo e enrolão - é algo batido e rebatido.
    Não estou torcendo contra, só constato o que leio e ouço na crítica especializada.
    Aguardem, antes de me condenarem!

  4. Ailton Medeiros Diz:

    Vi o filme ontem, Ulisses, concordo com vc. O filme é uma merda e o elenco fraco.

  5. Blacknatal Diz:

    Pela propaganda que vejo, da a impressão de parecer com as produções globais do Guel Arraes. Contudo, é muito interessante a colocação do jorge Ulisses.

  6. Noeliton Paim Diz:

    Pesoal ! Gostei do filme e dei belas gargalhadas.
    O filme basicamente é a literatura de cordel em midia. Achei super inteligente a interpretação do Ojuara mas quem poderia ter aparecido mais seria o diabo encarnado pelo belo ator que o interpretou com bastante empenho.
    Ao contrario do meu amigo acima achei excelente e garanto ser um sucesso de publico e critica.
    Literatura de cordel sempre é bom. É o cinema Nacional mostrando a sua cara

  7. Geraldo Anízio Diz:

    Mãe de Pantanha é prima da Mãe de Sã Torrado.Era uma prole bastante vasta na região.Bem perto, havia a família de João Cucucu, gente por sinal muito boa.Pra você ver, do outra lado da rua ficava a casa de Mãe Joana.Era como dizia Zé Queté:”eram todos políticos”, quer dizer, viviam brigando uns com os outros.Lá também tinha um sujeito chamado Tenso; sujeito esquesito e que ninguém gostava dele.Punina e Maria Lavanca, eram as mais faladas.Também pudera.A mãe era quenga da freguesia.Depois eu conto o resto.

  8. Anita Mendonça Diz:

    Sertão nordestino na tela grande
    Por Dimas Oliveira (oliveiradimas.blogspot.com)
    O sertão nordestino está na tela grande com seus traços culturais, principalmente o cordel, em “O Homem Que Desafiou o Diabo” - visto nesta sexta-feira, 28, no Orient Cineplace, em sua estréia. O filme é bem humorado e cheio de malícia e está impregnado de realismo fantástico, de fábula. Não se pode deixar de lembrar que remete a títulos como “O Auto da Compadecida” e “Lisbela e o Prisioneiro”. Zé Araújo (Marcos Palmeira) é o “herói” atemporal do filme, um cavaleiro encourado andante, mulherengo, personagem fantasioso vivendo aventuras e desventuras.
    Primeiro, ele é obrigado a se casar com a solteirona Dualiba (Lívia Falcão), mas não agüenta se submeter aos caprichos dela e às exigências do sogro, depois que se torna motivo de piada. Ele se revolta e a partir daí assume nova identidade, a de Ojuara (Araújo de trás para frente). Passa a usar roupas de couro e sai pelo sertão buscando aventuras, desafios e prazeres - sempre regadas com cachaça e mulheres. Seu objetivo é encontrar seu próprio destino e um lugar lendário, São Saruê.
    Em suas andanças pelo árido sertão, Ojuara encontra criaturas míticas e lendárias, como o boi mandigueiro, o preto velho, a mãe de Pantanha, figuras folclóricas, e também seu grande amor, a prostituta Genifer (Fernanda Paes Leme, estreando no cinema). Até que se encontra com o Cão Miúdo (Helder Vasconcelos), um dos disfarces do diabo, enganando-o. O acerto de contas dos dois acontece no final do filme - e ele vence o “coisa ruim”.
    A produção é bem realizada e adapta com propriedade o romance “As Pelejas de Ojuara”, de Nei Leandro de Castro, lançado em 1986. O filme é embalado por canções originais de Gilberto Gil, como “Não Grude Não” e “Oco do Mundo”, além de regravação de Jackson do Pandeiro. O autor do romance é de Caicó, Rio Grande do Norte, onde o filme foi gravado. O diretor Moacyr Góes também é potiguar. O roteirista Bráulio Tavares é paraibano. Gilberto Gil é baiano. Marcos Palmeira nasceu no Rio de Janeiro mas é filho de cearense com sergipano. Provavelmente por isso o filme não tem sotaque nordestino falso, o que valoriza muito a produção.

    Está aí um filme simples, divertido e direto. Uma realização digna do cinema brasileiro. Um alento no mar de mediocridade existente.
    (Comentário postado em outro site. Concordo com a posição de Dimas e copiei para este com intuito de enrriquecer a discussão.Ass: Anita Mendonça)

  9. flávio lucena Diz:

    a produção atinge aquilo a que ela se propõe, ou seja divertir. Adorei o filme e dei boas gargalhadas. repondendo ao “coisa Ruim” se eu “Gostei”?, gostei sim!

  10. Gustavo Marques Diz:

    O filme é empolgante, engraçado, divertido. Um show de personagens, pricipalmente na figura do “coisa miúda” e do corcunda da casa de mãe de pantanha, que nos fazem rir apenas olhando para a caracterização. A estória remete como dito antes a literatura de cordel, transportada para a “telona” com perfeição. É verdade que para os que tem algum tipo ded contato com a cultura nordestina o filme se torna mais saboroso, mais longe de ser mal interpretado por outras regiões e culturas de nosso enorme e cultural país. O riso é garantido, a todos em Recife ao que pergunto são unânimes em dizer que o filme é dinheiro bem pago, num mar de mediocridade e mesmice em que se encontra o cinema mundial e principalmente nacional. Uma dose de alento, em nosso turbulento cotidiano.

    Gustavo Marques
    Recife-PE

  11. Eduardo Pereira Diz:

    O filme remeteu-me a minha infancia no interior do Rio Grande do norte, povoado de estórias de mal assombro e de seres místicos que surgiam tanto para ajudar como atrapalhar a vida dos pobres mortais. Considero que Nei Leandro consegue contar muitas das nossas estórias marivilhosamente. A história de um vaqueiro, mulherengo, caçaceiro, brigão mas acima de tudo justo, esteve sempre no nosso imáginário de menino sertanejo. Há quantas vêzes xingamos uns aos outros com a fala :
    - É a mãe de pantanha.
    Sem saber realmente on que significava, mas era considerada uma ofensa grave.
    Adorei o filme,no meu ponto de vista, retrata muito bem o imaginário do sertanejo nordestino

  12. Denis Diz:

    Gosto muito do cinema brasileiro, mas existe muito palavrão e senas obscenas que tira o brilho da comédia e impede que nossos filhos menores possa apreciar um filme nacional.

  13. Luis Eduardo Pontes Diz:

    Filme arretado! Recomendo.

  14. Moises Magno Diz:

    Mãe de Panta, fazia tempo que não ouvia esse nome.

  15. Gustavo Henrique Diz:

    Quanto à linguagem criticada por alguns, repleta de palavrões, tenho a dizer que não há nada que foge à adequação de um cavaleiro sob égide da cachaça e das mulheres, que vive no Sertão Nordestino. A necessidade da naturalidade da expressão é que o exige. Seria estranho, em algumas situações, o uso de outras expressões.

  16. fer Diz:

    o homem que desafiou o diabo e uma das melhores comedias brasileira,pra quem e do nordeste fica orgulhoso por mostrar a realidade do nordeste a linguagem enfim tudo que o nordeste.

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