Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)

METRÓPOLIS

aterro

Toda grande cidade já passou por grandes reformas urbanísticas. Os exemplos mais famosos são Nova York, Barcelona, Paris e Rio de Janeiro (foto).

Uma exposição com dez projetos de arquitetos renomados para reurbanizar a capital francesa foi inaugurada nesta quinta-feira.

O plano batizado de “Grand Paris” inclue arranha-céus futuristas, linhas de metrôs suspensas que ligarão a capital à periferia, construções ecológicas e também projetos de desenvolvimento do transporte fluvial.

A reforma que terá início em 2012, vai custar custar 35 bilhões de euros e deverá gerar um milhão de empregos.

Diante desses fatos não há como ignorar o projeto de reforma urbanística realizada na Taba pelo prefeito Carlos Eduardo “Motosserra” Alves. Ele limitou-se a derrubada de milhares de árvores, a sinalização da Bernardo Vieira e da Ribeira, e a redução do canteiro central da Hermes da Fonseca.

O que fazer?

5 respostas para 'METRÓPOLIS'

  1. Neide Diz:

    Como Ailton só dá a informação pela metade, transcrevo abaixo o texto completo sobre o “grande projeto” de Sarkozy. Não sei se é coincidência, mas me lembrei do nosso querido Presidente Lula.

    Enviado por Carolina Nogueira – 30.4.2009| 9h33m
    Cartas de Paris

    A grande Paris de Sarkozy

    Ontem à tarde, durante a abertura da exposição que reúne as propostas de dez dos mais importantes escritórios de arquitetura do mundo para o futuro de Paris, o presidente francês Nicolas Sarkozy deu um tempo de todas as suas cúpulas e reuniões intergalácticas para tratar de um assunto bem doméstico: seus planos para o planejamento urbano da capital francesa nos próximos anos. Apresentado com o suntuoso nome de “Grande Paris”, o projeto cita um rosário de bons propósitos, sem trazer nada de muito concreto em quase nenhum deles. Quase – porque em um deles há um planejamento esboçado: trata-se do projeto de construção de uma nova linha de metrô, que tem sido tratada pelo Palácio do Elysée como “o grande legado” que Sarkozy quer deixar para Paris.

    A idéia revolucionária é a construção de nova linha automática de metrô que funcionará como um anel metroviário de última geração: unindo os três aeroportos da capital aos mais importantes pólos empresariais da cidade, o sistema totalmente operado por computadores percorrerá 130 quilômetros, funcionará dia e noite e poderá atingir até 140 km/h. Um projeto que levará pelo menos três anos para começar a sair do papel e mais de uma década para ser concluído – e que tem como principal missão o aumento da atratividade econômica da região de Paris.

    Outro grande destaque do projeto presidencial é a construção de 70 mil novas habitações por ano, a fim de reduzir o enorme déficit habitacional da cidade. Para conseguir isso, Sarkozy defendeu a desregulamentação da construção civil em Paris, aumentando a densidade de ocupação da cidade – o que na prática significa prédios mais altos, apartamentos menores. Mas tirando este número simbólico que ninguém sabe muito bem de onde veio (70 mil novas habitações é mais ou menos o dobro do que tem sido oferecido anualmente), nada de concreto foi dito para direcionar a execução deste plano.

    O prefeito de Paris, Bertrand Delanoë – do Partido Socialista, oposicionista ferrenho do governo federal – publicou ontem mesmo sua análise do projeto presidencial. Da primeira à última das dezenas de linhas de seu comunicado, ele bate na mesma tecla: a necessidade de união da prefeitura de Paris, da região e da Presidência da República em torno de uma estratégia comum, de longo prazo, para solucionar os problemas do que ele chama de Paris-metrópole. Delanoë defende uma verdadeira reforma institucional que permita à Prefeitura de Paris maior flexibilidade para propor e conduzir projetos que atinjam as cidades vizinhas – e vice-versa. Ele reclama que Sarkozy dava destaque a este tema no último discurso que havia feito sobre o planejamento urbano de Paris, em junho do ano passado, e que agora o tema simplesmente sumiu do mapa.

    Além disso, o prefeito desfia uma série de críticas aos planos de Sarkozy – que vão da reivindicação da paternidade da idéia do anel metroviário (que na proposta municipal se chamaria Arc Express) à denúncia de que o projeto presidencial não passa de propostas vazias, sem prazos nem compromissos, fortes candidatas a cair no esquecimento.

    De concreto até agora, aponta o prefeito, só o projeto de lei que deve ser enviado em outubro para autorizar o investimento de 35 bilhões de euros necessário para a construção do metrô super-rápido ao redor de Paris. Se tudo seguir conforme o esperado por Sarkozy, as obras devem começar em 2012 – que não por acaso, como bem lembrou o jornal Le Monde, é ano de eleição presidencial na França.

    Carolina Nogueira é jornalista e mora há dois anos em Paris, de onde mantém o blog Le Croissant (www.le-croissant.blogspot.com)

  2. vidente Diz:

    Um babado grande esta no forno para explodir na area de comunicacao de uma Prefeitura importante. Os meninos e as meninas alopraram e abusaram.

  3. Sílvio Diz:

    Projeto bom é esse que a prefeita Micarla e o secretário de Urbanismo tenta enfiar goela abaixo para atender aos donos de construtoras. Esse não é bom. É ótimo. Para as empreiteiras que financiam campanhas.

  4. Sílvio Diz:

    No meu post anterior: o tempo do verbo é “tentam” ao invés de tenta.

  5. Carlos Augusto Diz:

    Para variar não foi feito nada que melhorasse a capital.

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