NATAL É UMA MERDA
Um blogueiro (não cito o nome para não tirá-lo do anonimato) continua escrevendo bobagens. Coitado, analfabeto, confunde cálculo renal com cálculo infinitesimal. Nunca me diverti tanto. Aguns amigos me ligam diariamente para apontar suas estulticies.
Um deles, outro dia, citou a tirada de Tom Jobim sobre as diferenças entre Nova York e Rio de Janeiro para descrever nossa “Macondo”.
Para o maestro, Nova York era bom, mas era uma merda. Já o Rio era uma merda, mas era bom.
Natal é uma bosta, mas é bom.




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7/11/08 às 21:29
VAMOS ELEVAR ELEVAR O NÍVEL DO BLOG:
Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, colaboradora do blog do noblat, escreveu esse artigo após a vitória do senador Barack Obama na eleição americana, realizada esta semana.
Descascando a Bala
Parece um detalhe minúsculo diante da grandiosidade do fato histórico que acabamos de presenciar, mas eu começo meu texto falando em quem? Nele, no Presidente Lula. Para ressaltar o que acho ser o vale profundo que separa nossos países.
Lula descasca uma bala, Obama a desembrulha. Lula joga o papel no chão e acha isso perfeitamente natural; insiste que no mundo todo isso nem seria notado. Obama, caso aceitasse comer uma bala durante solenidade oficial, poria o papel no bolso até poder jogá-lo numa lixeira. É um detalhe? É, mas daqueles fundamentais, como o sorriso da Mona Lisa: em toda a tela de da Vinci, quanta beleza, quanto talento, quantos simbolismos. Mas o que mais chama atenção? O pequeno detalhe do sorriso.
Obama foi eleito presidente dos EUA e não do mundo. Seu interesse primeiro é seu país e o povo americano. Problemas internos, muito sérios, não lhe vão faltar. Mas, pela primeira vez na história daquele país, foi eleito um homem mestiço, filho de um queniano e de uma jovem do Kansas, que passou parte da infância entre o Havaí e a Indonésia, teve oportunidade de conviver com crianças e jovens de outras nacionalidades, de conhecer outras religiões e filosofias, e que por mérito e esforço próprios cursou boas universidades na Costa Leste. Isso o diferencia de todos os outros presidentes americanos.
Sobretudo o diferencia de George W. Bush, rapaz muito rico, mas que até ser presidente da República nunca tinha ido além do México. E assim mesmo porque era muito perto de sua casa, talvez até considerasse aquele país a continuação de seu quintal.
A eleição foi uma festa, uma linda festa que congregou, e aí está sua maior beleza, a grande maioria dos americanos e não somente os brancos, anglo-saxões e protestantes. Os EUA celebraram aquilo que já deveria ter sido celebrado desde o fim da Guerra Civil, desde que imigrantes começaram a desembarcar de navios abarrotados de gente no porto de Nova York. Finalmente ouviram a voz da Estátua da Liberdade e responderam aos agourentos que achavam aquela grande nação à beira do desaparecimento. Como disse o presidente-eleito na noite de sua vitória: “Foi a resposta dada pelos jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, latinos, asiáticos, índios, homos, heteros, inválidos e não inválidos – somos e sempre seremos, os Estados Unidos da América”.
Barack Obama viu mais longe que os outros; não podemos desmerecer a luta e o sacrifício pessoal de Lincoln, de Martin Luther King, de Rosa Parks, dos meninos de Little Rock. Mas Obama viu que o que uniria o país era a força de seu “melting pot” em potencial, e não o ódio, não a vingança, não o punho cerrado, mas o abraço.
Pode ser que ele não consiga realizar o sonho das multidões que vibravam e choravam na noite de 4 para 5 de novembro. Seja como for, ele abriu a porta, derrubou barreiras, rasgou a picada, deu os primeiros passos. Torcida não lhe vai faltar.
Enquanto isso, no Brasil, o Chefe da Nação não diz duas palavras sem atiçar o fogo, sem jogar brancos contra negros, pobres contra ricos, instruídos contra iletrados, nordestinos contra sulistas, partidos contra partidos, povo contra a Imprensa, todos contra todos. Não fala, grita, berra. Esfalfado, ouve os uivos da platéia, acha que está sendo adorado, e parte para outro palanque.
“Espero que Obama (…) não vá gastar um ano sem resolver imediatamente a crise. Agora a crise pode ser debitada ao atual governo, mas um ano depois de ele tomar posse é dele também”, disse Lula. Quer dizer, o Obama não pode apelar para a herança maldita do Bush! E ainda: “Acho que ele é suficientemente inteligente para tomar as medidas para evitar que a crise continue”.
Pode deixar, Lula, Obama é brilhante. Peça ao Amorim para ler consigo o site que ele inaugurou logo no dia 5, Change.gov. Vá direto à política externa. É de chorar de emoção. Depois, leia todo o site e aprenda como se faz política respeitando o povo, o eleitor, o cidadão. O dado concreto, Lula, é que Change.gov é extraordinário!
9/11/08 às 8:55
É muito fácil, após a vitória, querer aparecer com conversa fiada, esses colaborados e, mesmos esses jornalistas de meio-tijela, adoram querer ser os senhores da verdade, mas, só dizem e só fazem bobagens.
Meu amigo! querer comparar não só um homem culto como o Obama, mas, um sortudo e rico, nascido em berço explêndido com todas as oportunidades que a vida o ofereceu com um homem que nasceu de uma família não só palpérrima, mas, inclusive, sem nome (“Silva” se usa pela falta de sobrenome e sem tradição), é querer comparar o som chiado de um rádio velho com a imagem digital de uma tela plana de 52 polegadas. Ora meu Senhor!
Se pensas que aqui no Nordeste só tem idiota e, qualquer argumento bobo é usado como papa na língua se engana, pois, aqui existem pessoas que sabem exigir e contestar certos oportunistas que querem ver suas continhas bancárias mais gordas em detrimentos dos que sustentam essa Nação com seu suor.
Lula foi retirante da eterna seca nordestina e, criado num meio (metalúrgico), onde só brilha, quem é realmente bom e inteligente.
Esses vacas do sul que só direcionam suas falas, postagens, opiniões, editoriais e, ou reportagens – tudo suportados em críticas diretas ao Presidente (de todos os tempos, até o momento) ou, em especial, em detrimento do povo nortista e e, constantemente da região nordeste que já não se suporta mais tanta idiotices.
A revolta tomou de conta de todos que se locupletam com os chefões das elites exploradoras dos que trabalham nessa Nação.
Essa é a hora de haver um levante para apagar essa politiquice de ladrões que, não só, não aceitam que, apesar de pouco, venham recursos de modo honesto para o nordeste, mas, que fique todo para eles desonestamente.
Calem-se bandidos quadrilheiros! Aqui não existem parasitas, enquanto que, ai no sul só existem latrocidas.
Fui!