Reclamar parece ser o esporte favorito da humanidade. Reclamar, torcer contra e achar que tudo vai dar errado. Quase 90% dos ingleses eram contra as Olimpíadas em Londres até assistirem ao desembarque triunfal da rainha Elizabeth no Estádio Olímpico ao lado de James Bond. Pesquisa do “The Guardian” revela que… 82% dos londrinos estão felizes com os Jogos.
Ah, bom!
Quando Ângelo Mendes de Morais decidiu construir o Maracanã, o então deputado Carlos Lacerda soltou os cachorros em cima do prefeito.
Criticou a localização escolhida para o estádio (Lacerda defendia que fosse em Jacarepaguá) e disse que o dinheiro aplicado na obra daria para construir… colégios, hospitais e o escambal.
Tudo demagogia, claro.
Anos depois, já governador, o próprio Lacerda foi acusado de construir o “maior elefante branco do mundo”. Os bocós se referiam ao Parque do Flamengo, uma das sete maravilhas do Brasil.
E a Torre Eiffel? Até os cachorros de Montparnasse eram contra quando ela foi montada no coração de Paris para a Exposição Universal de 1900.
A intelectualidade parisiense expresou seu descontentamento num manifesto assinado por personalidades como os escritores Guy de Maupassant e Alexandre Dumas (filho). O documento, publicado em 14 de fevereiro de 1887 no jornal “Le Temps”, atacava o projeto de Gustave Eiffel, de 312 metros de altura, que se tornaria depois símbolo da capital francesa.
Na Taba, o movimento contra a demolição do Machadão, o maior estádio inacabado do mundo, ganhou o apoio de uma legião de bocós com o argumento de que o estádio fazia parte do patrimônio histórico e cultural da cidade.
Que patrimônio? Quem se orgulhava daquele monturo? Ah, os bocós! A estupidez não lhe deixa ver…
Eles também eram contra o Rio sediar os Jogos Olímpicos em 2016. E achavam que a revitalização da Zona Portuária era uma falácia. O tiro mais uma vez saiu pela culatra.
Vejam o que já foi feito ali até agora.
Na Rua Sacadura Cabral (acima) as calçadas já apresentam sinais de padronização, com a inclusão de pequenos quadrados para árvores e gramados.
Na outra foto, abaixo, os novos canteiros loteados de buquês de flores coloridas na Praça Jardim Morro do Valongo.
Mas a grande obra da revitalização da Zona Portuária será a demolição do Elevado da Perimetral. Construída, no início dos anos 50 como solução de ligação entre as zonas Sul e Norte sem que os veículos passassem pelo centro da cidade, contribuiu para a degradação da região e seu esvaziamento.
A decisão de demolir a Perimetral segue uma tendência mundial. Várias cidades da Europa e dos Estados Unidos já demoliram seus grandes viadutos.
Navegante hipócrita, meu igual, meu irmão, imagine o Rio quando a revitalização for concluída?




Perfeito, Aílton, é a síntese da humanidade: o que interessa a tudo e todos é RECLAMAR, ser DO CONTRA e FALAR MAL. Os mesmos que apedrejam são os que mais colaboram para o atual estado de coisas. São, em geral, inertes e egoístas, mas adoram falar do egoísmo alheio.
Eu sou contra a Copa e a Olimpiada no Brasil, apenas em função da absurda transferência de renda a notórios gangsters como Blatter e os velhinhos do COI, que não entendem nada de esportes, mas são experts em ganhar rios de dinheiro com a ilusão alheia. Enfim, é extremamente duvidoso o custo/benefício de um evento desses.
Porém, após ganharmos o direito de sediar esses eventos, temos que apenas torcer para que tudo saia conforme o “script” e ocorram as melhores Copa e Olimpíadas da história! E olho no dinheiro público, para que o “derrame” seja o menor possível…
Muito bem, Ailton! Reclamar é coisa de bocós!!!!
Aplaudamos o Velódromo, construído para o Pan, que nunca foi utilizado e será demolido para a construção de outro para as olimpíadas!
Vibremos com o Maria Lenk, que, construído para o Pan, não poderá ser usado nas olimpíadas!
E o Engenhão, construído num local sem vias de acesso? Ao invez de criticar, vamos aplaudir a grande reforma que será feita nele para ampliação de algumas dezenas de milhares de lugares.
E a nossa Arena das Dunas? 45.000 lugares que só encherão em shows dos Cavaleiros do Forró!
Aplausos, Ailton!!
Caro Ailton, Não se pode negar que os eventos trazem algum retorno. O que se deve ponderar, creio eu, é o custo, o benefício e o que deve ser prioridade. A Ponte Newton Navarro, engrossando seus exemplos, também foi alvo de críticas por quem hoje, provavelmente, a atravessa sorrindo. Não se esqueça, porém, que muitas obras podem ser feitas por razões impublicáveis e que, os que você trata como bocós, são as vozes que impedem que um poder ou uma vontade sejam absolutos. Se com a oposição de alguns já há deslumbramento e corrupção em eventos, como o foi no Pan-americano de 2007 no Rio, imagine com a passividade e aceitação geral que você pretende alcançar (desde que alinhada com as suas teses)? Quanto às fotos, é possível tirar fotos lindíssimas de Natal e por na legenda que a prefeita Micarla faz um grande mandato, mas sabemos que isso é mentira, certo?!
Esse Ailton só pode estar emaconhado.
Aonde diabos você consegue ver benefícios com a Copa de 2014 em Natal, Ailton? Responda, por favor.
A arena das dunas é uma enganação tamanha ou maior que o “finado” Machadão.
Bocó é quem se deixa enganar por conversa de político e vc parece se deixar.
Um abraço