« Voltar | Início » Notas » O Exército brasileiro é um caso de polícia

O Exército brasileiro é um caso de polícia

O caos no trânsito da Natal reforça minha convicção de que as cidades são tanto mais avançadas quanto mais bicicletas circulam nelas. Meu critério abrange ainda parques, praças e arborização. Quem já esteve em Amsterdam, Copenhague, Paris, Nova York ou mesmo Rio de Janeiro poderá concordar comigo.

Pois bem. O exército brasileiro vai ceder 30 metros do parque das Dunas para o governo Rosalba Ciarlini construir três túneis e duas pistas exclusivamente para automóvel na avenida Roberto Freire. A concessão, além de estúpida, é um caso de polícia, claro.

O centurão de árvores que divide a avenida em duas pistas será totalmente extirpada. Nada de Ipê, Pau-Brasil, Jambo. Para Rosalba, a rua deve ser do carro como o céu é do Condor.

No Rio, um boulevard arborizado, com ciclovia e bem-iluminado vai substituir o viaduto da perimetral que liga o bairro do Caju a Praça XV, no Centro. Os carros vão ceder espaço a novas alternativas de transporte, como o veículo leve sobre trilhos (VLT).

Os natalenses também podiam se espelhar no exemplo dos moradores de Porto Alegre que em 2005 se mobilizaram para impedir que se construísse uma garagem de sete andares na Gonçalo de Carvalho.

A rua seria alargada e algumas árvores derrubadas. Graças ao movimento, a obra não foi realizada e a Gonçalo de Carvalho ficou conhecida como a rua mais bonita do mundo.

Mas Natal não é Porto Alegre. Lá quando são três horas da tarde, aqui é 1950!

12 ideias sobre “O Exército brasileiro é um caso de polícia

  1. Vc tem toda razão. Nem precisaríamos ir tão longe. Basta olhar João Pessoa. Enquanto isso, tanto autoridades quanto os próprios natalenses se desfazem do verde.

  2. Caro amigo,será mesmo necessario 12 vias na av. RF? Se o proprio mar estar tomando de volta o que é seu em ponta negra.

  3. Essa sacanagem é inadmissível! – A população tem que ser convocada para impedir tal desmando e canalhice.

    Ailton, você poderia, na qualidade de Jornalista, denunciar ao Ministério do Exército e, ao mesmo tempo, ao Ministério da Segurança Nacional ( ou é a mesma coisa? – sei lá) – Essa bagunça tem de acabar de vez!

    Não somos ainda uma metrópole que necessite tanto de espaço para veículo quanto a demanda de suas vendas, pelas facilidades de hoje, mas, pelo menos, existem pessoas esclarecidas ao ponto de criar um movimento para impedir essa putaria e, mais, concomitantemente, nessa mesma campanha, incentivar o uso de bicicletas e outras formas de locomoção que não o carro propriamente dito.

    É isso. Temos que fazer algo, no entanto e para tanto, quem começa, estou aqui para divulgar no meu meio e vizinhança essa molecagem.

    Abraços.

  4. Ailton, mais uma: “Quem vai e quem está ganhando com isso?” – Não basta as falcatruas nas licitações existentes?

    No meu parco saber “SOMENTE A POPULAÇÃO PERDERÁ” – Não descartar a parte central arborizada com plantas nobres. Não se deve ficar calado nem parado. Vamos lá!

  5. Acho que é inevitável a duplicação da Roberto.
    Não sou engenheira de tráfego, mas penso que o projeto poderia ser um pouco menos feio,como está é uma série de túneis, pistas suspensas e nenhuma árvore.
    Ou seja, as minhas opiniões são – isso mesmo – opiniões.
    Mas, definitivamente, considero ser um crime a matança das árvores que margeiam o calçadão e mais.
    Se nada tem volta, pelo menos isso pode ser evitado.
    Lembro que quando Garibaldi era Prefeito e concluiu a Av. Giácomo Palumbo, o Exército transplantou aqueles coqueiros já adultos para lá.
    Portanto, alguma coisa pode ser feita para não perdermos os espaço verde e não ficar mais feias ainda, a nossa Cidade.
    Minha proposta seria:
    1. Essa obra certamente tem um projeto de estudo e análise do seu impacto ambiental.
    2. Tenho certeza que há dinheiro previsto para ações de conservação da vegetação existente na área. Além do patrocínio de empresas como Petrobrás, por exemplo.
    3. Existe um vazio no terreno, onde antes eram as pistas de pouso e de aeromodelos e há uma boa parte do terreno onde a vegetação não é densa.
    4. Existem especialistas em remoção de árvores.
    5. Então, por que não contratam esses especialistas para remover e realocar essas árvores para esse espaço?
    Nós podemos começar desde já uma campanha em prol dessa obra.
    Sabemos que nós que moramos em Capim Macio, do lado oposto ao terreno, teremos a temperatura, a emissão de gazes e de poeira consideravelmente aumentados com esse projeto. E sem essa cobertura vegetal conservada, quem mora (lado do terreno)em Nova Descoberta, Conjunto dos Professores, Village dos Mares serão diretamente atingidos e por efeito onda, as dunas também vão sofrer e logo, toda a Cidade, também.

    Portanto, lanço um apelo a todos que visitam este blog e a você Ailton, vamos lutar!
    Vamos procurar os órgãos que cuidam do meio ambiente!
    Vamos aos Governo!
    Ou seja, a nossa consciência nos obriga a ir à luta e não deixar esse crime acontecer!

  6. Lutar como fizeram os moradores da rua Gonçalo de Carvalho, em Porto Alegre, é o que nos resta, Taciana. Contamos com você.

  7. Escriba Ailton, O Parque das Dunas é nosso. Violentá-lo em troco de mais faixas para carros é uma sandice e mais uma medalha a estupidez natalense. Primeiro porque seus problemas de mobilidade poderiam ser resolvidos com as intervenções previstas inicialmente, sobretudo, no cruzamento com a Av. Ayrton Sena e na rótula para à Via Costeira. Mais barato, mais eficiente e sem violentar o Parque das Dunas.
    O que eles estão chamando de obras para o trânsito fluir durante as obras, também auxiliaria na mobilidade da região sem agredir a última reserva de Mata Atlântica no nosso pedaço.
    Mas, acho que é preciso esclarecer: Demétrio Torres assegurou à ESPN, aos gritos, que era mentira do Comitê Popular da Copa 2014 de que haveria agressões ao Parque das Dunas.
    Com a palavra Demétrio Torres que disse que ,além de não agredir ao PQ das DUnas ainda iria preservá-lo melhor. Desse jeito ? Acha 30m de agressão pouco ? Ou medida preservacionista ? O Comitê Popular não mente e tem a mesma posição, não por dogmatismo , mas por reespeito à Natal , à Mãe Natureza e às futuras gerações. Não às agressões ao Parque das Dunas!

  8. O trânsito hoje está travado qdo se sai da Roberto Freire na BR. O admirável mundo mundo novo( e caro) que o governo quer fazer vai apenas planejar melhor o enorme congestionamento na BR. A obra original tava prevista em 54 Pilas , esta vai 244 Pilas. O RN é rico e quer algo maior que o Rebouças ? E sobre o título da sua nota: 1. Natal é agredida e quem recebe a compensação é o Exército ? Nem precisa desenhar. 2 Há pouco mais de um mês , um oficial do Exército denunciava na Intertv as cambiarrsa de drenagem que Demétrio autorizara sem “aprovo” do Exército. O que mudou tão rápido ?

  9. Se precisar de mais apoio, contem comigo.

    É mais uma barbaridade em favor do atraso, do transporte individual em detrimento do público, do concreto contra a natureza e o ambiente.

  10. Como seu pensamento é ligeiro, Ailto… A única área verde restante em Natal é justamente a que está sob a administração do Exército. Não fosse por ele já teria tudo sido cedido à iniciativa privada ou simplesmente invadido, como ocorre em Mãe Luiza.

  11. Engraçadp que há alguns anos a prefeitura tentou negociar toda aquela área com o exército para a construção do parque da cidade e a resposta foi nao! Agora liberaram uma boa parte para a rodovia! O que nao concordo é aquela área enorme sem utilidade prática nenhuma…..

  12. É muito simples para acabarmos com estes congestionamentos terríveis. Basta só o Estado aumentar o ICMS para todos os carros com a alíquota de 200% sobre o valor de fábrica e o Governo Federal aumentar em 150% o valor do IPI aí está tudo resolvido. Vejo que o interesse do Governo Federal em reverter a crise do pibinho não permite que o mesmo seja tão ecológico assim.