Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)

O OUTRO LADO DO PODER

Jurandy Nóbrega é na minha opinião o maior repórter de política do Rio Grande do Norte. Tive o privilégio de trabalhar com Nóbrega em três ocasiões, no semánário “Jornal de Natal”, no matutino “Diário de Natal” e no vespertino “Jornal de Hoje”. Aprendi muito com ele.

Nóbrega tem um blog onde conta histórias dos bastidores políticos da Taba. É bastante lido. Recentemente ele tratou do escândalo Rabo de Palha cujo personagem central é o senador José Agripino Maia.

Mas antes de reproduzir seu post, há um outro muito interessante onde o repórter narra o nascimento do PFL cuja ata foi redigida na casa do jornalista Cassiano Arruda.

De acordo com Nóbrega,  na reunião de batismo estavam presentes além do próprio Cassiano, o agropecuarista José Bezerra de Araújo Júnior, o Ximbica, seu irmão, conselheiro aposentador do Tribunal de Contas, Haroldo Bezerra, Manoel de Brito, Genibaldo Barros, e dois jornalistas, João Batista Machado e Jânio Vidal, casado com a filha de Tarcísio Maia.

Agora confiram o post sobre o Rabo de Palha, há revelações interessantes. Preste atenção no destaque em negrito. Como vocês podem notar, Vicente Serejo engana o diabo, não a mim.

Em plena campanha eleitoral de 1985,  para derrotar Garibaldi Filho (PMDB) e eleger Wilma Maia (PDT)em 1985 prefeita de Natal, participei de uma reunião no Clube de Santa Cruz, organizada pelo então deputado Iberê Ferreira (PDS) e o prefeito Gilson Andrade (PDS) com a presença do então governador José Agripino (PDS) que não admitia ser derrotado na capital na primeira eleição após a redemocratização do País.

Estava lá na condição de repórter do Diário de Natal e da Rádio Poti´, mas não cheguei a escrever a matéria porque quando cheguei na redação na avenida Deodoro, havia uma determinação dos que mais tarde  o jornalista Paulo Tarcísio chegou a chamar de “Crápulas do Diário de Natal” (o editor era o professor Vicente Serejo ) para que não fosse publicada nada, absolutamenbte nada sobre a citada reunião de Santa Cruz do Inharé.

O superintendente do DN era Luiz Maria Alves, suplente do senador Dinarte Mariz , wilmista apaixonado,  e membro da Comissão Executiva do PDS estadual.

O marqueteiro da campanha da secretário do Trabalho e Bem Estar Social e candidata derrotada por Garibaldi Filho por uma maioria de 15 mil votos, o marqueteiro era o jornalista Cassiano Arruda Câmara que tb comandava a campanha publicitária Ganhe Já, promovida pela agência Dumbo Publicidade dele (Cassiano); do diretor comercial do Diário, Silvino Sinedino de Oliveira e de Joacy Macedo.

O distribuidor da propaganda era o atual assessor de imprensa do Tribunal de Contas, mais tarde funcionário da DUMBO e pauteiro do Diário de Natal, João Batista Machado.

4 respostas para 'O OUTRO LADO DO PODER'

  1. thiago Diz:

    A origem do termo Lourismo nao é esse relatado por jurandyr nobrega.
    Ele está enganado.

  2. leo seabra Diz:

    A caixa-preta foi aberta? hehehehe

  3. Curioso Diz:

    Jurandy tem memória de elefante… pena que não tem como financiar o tão sonhado livro pré-intitulado “O que vi, ouvi e não escrevi”, sobre os bastidores nada limpos da política potiguar.

  4. joão maria Diz:

    queria por favor saber o email ou blog de jurandi nobrega, se possível

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