Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)

O SONHO ACABOU

Em dezembro de 1980 eu era um garoto que amava os Beatles, Rolling Stones e um monte de coisas.  Um episódio naquele ano me marcou profundamente, eu e milhares de pessoas no mundo inteiro: a morte de John Lennon.

Uma semana depois, comprei e guardo até hoje como relíquia a edição de “Veja” cuja capa – e não podia ser diferente - trazia John Lennon.

O título já dizia tudo: “O gênio assassinado”. E logo abaixo: “Poeta, cantor ou revolucionário, John Lennon fez a cabeça de uma geração e ajudou a mudar os padrões de comportamento no século XX.

Após uma espera de três dias, Mark David Chapman, 25 anos, conseguiu finalmente, às 5 da tarde de segunda-feira, o ambicionado autógrafo do ex-beatle John Lennon. Rabiscado às pressas sobre a capa do último disco do compositor, “Double Fantasy”, sem dedicatória, o autógrafo, porém, não o satisfez. Seis horas depois, às 22h45, no mesmo local, a entrada do famoso Edifício Dakota, debruçado sobre o Central Park e a rua 72, em Nova York, ele voltou a interpelá-lo. “Mr. Lennon”, disse polidamente, semblante calmo, e, quando John começou a voltar o corpo para atender o chamado, Chapman, ex-guarda de segurança desempregado, sacou do casaco um revólver calibre 38, que comprara 42 dias antes no Havaí por 169 dólares, e, segurando-o firme nas duas mãos, disparou cinco tiros. Três balas atravessaram Lennon nas costas e no braço esquerdo, uma quarta alojou-se no pescoço.

Sangrando profusamente enquanto sua mulher, Yoko Ono, gritava “socorro”, Lennon ainda subiu alguns degraus até a portaria do edifício, onde caiu de bruços. O porteiro, com a face coberta pelo sangue da vítima, indagou do assassino, que ele deixara ficar de cócoras diante do prédio, supondo ser mais um fã inofensivo de Lennon: “Você sabe o que fez?” E a resposta, em tom descansado, foi apenas: “Acabo de atirar em John Lennon”. Depois ele se agachou para apanhar um livro que deixara cair no chão. Era “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J.D. Salinger, espécie de bíblia para a geração dos anos 60 que John Lennon ajudara a formar”.

Quer ler o texto integral, clique aqui.

Uma resposta para 'O SONHO ACABOU'

  1. Suzana Britto Diz:

    Olá Ailton, muito lindoooooooooo,
    parabéns, beijos
    SuzanaLuz

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