TODA UNANIMIDADE É BURRA
Quem é leitor assíduo deste blog está careca de saber que o eleitor americano é bastante instável. Lá as pesquisas oscilam semanalmente. Escrevi várias vezes sobre o assunto.
Essa, aliás, é a grande característica deste site, informar e não manipular o leitor, ou tentar transformá-lo em ”grande eleitor” como insinua a propaganda do jornal “Tribuna do Norte”. Ora, aqui, todo o mundo é passível de crítica, até este escriba. Detesto unanimidade, ou parodiando meu querido guru Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra.
Veja o que diz a Reuters: Barack Obama retoma liderança da disputa.
Confiram:
O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, voltou a liderar pesquisa depois de três semanas atrás do rival republicano, John McCain. A pesquisa Reuters/Zogby divulgada nesta quarta-feira mostra recuperação do democrata, mas ainda mantém a disputa acirrada em empate estatístico.
Segundo a sondagem, Obama tem 47% das intenções de voto contra 45% de McCain. Com margem de erro de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado é um empate estatístico e a manutenção da acirrada disputa entre os senadores mesmo após as escolhas dos candidatos a vice (Sarah Palin para os republicanos e Joe Biden para os democratas).
Quando os candidatos independente, Ralph Nader, e libertário, Bob Barr, são incluídos na disputa, Obama e McCain ficam empatados com 45% das intenções de voto cada. Nader tem 2% dos votos e Barr apenas 1%.
Logo após o anúncio da conservadora governadora do Alasca para a chapa republicana, McCain viu seu desempenho nas pesquisas melhorar e conquistou a liderança que foi, por meses, de Obama. O fenômeno Palin atraiu o entusiasmo dos conservadores que estavam receosos em apoiar McCain.
Contudo, afirma o pesquisador John Zogby, também ajudou a solidificar o apoio democrata por Obama, em uma espécie de reação ao seu conservadorismo. “Nas últimas semanas tudo foi sobre a Palin e ela tem sido uma força divisiva. Ela ampliou a base para ambos os candidatos”, disse.
Desta forma, com os efeitos contrários de Palin e o pouco efeito da escolha de Biden para a chapa democrata, a corrida continua acirrada e indefinida, a apenas sete semanas da votação.



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18/09/08 às 11:32
Enviado por Luiz Fernando Verissimo – 18.9.2008 11h04m Crônica
Bom cartum
Cartum num “Herald Tribune” recente: Dick Cheney tranquliza Sarah Palin. Se ela chegar a vice-presidente dos Estados Unidos, não precisará se preocupar com deixar sua família sem mãe. A Halliburton fará o trabalho de mãe por ela.
Exegese do cartum: Dick Cheney é vice-presidente dos Estados Unidos mas, dizem muitos, superior hierárquico do Bush. Sarah Palin, companheira de John McCain na chapa republicana para as próximas eleições presidenciais, tem uma família grande e complicada que inclui uma filha prestes a ser mãe solteira e um filho com síndrome de Down. Cheney foi executivo da Halliburton e ainda mantém ligação com a superempresa, que ganhou boa parte dos contratos sem licitação para reconstruir o Iraque depois da invasão americana. A Halliburton é apenas um exemplo das companhias americanas – como a Blackwater, de soldados de aluguel – que lucram com a guerra sem fim no Iraque, e que conquistaram o privilégio por influência política. No caso da Halliburton, influência óbvia do Cheney. Cartum bom é o que diz muitas coisas com uma estocada só. Ou uma estocada em muitos alvos.
Mas não haveria garantia de sucesso se a Halliburton assumisse, sem licitação, as funções de mãe da família Palin. O seu trabalho no Iraque não recomenda. Devido a, entre outras coisas, muita corrupção, a reconstrução lá está atrasada. Algumas áreas do país ainda não têm eletricidade. Li que uma das poucas obras que andam é a da embaixada americana em Bagdá. Vai ser a maior embaixada americana do mundo.
Sarah Palin é uma mulher interessante e a celebridade do momento nos Estados Unidos. Sua escolha energizou a campanha de McCain, que agora supera Obama em algumas pesquisas de intenção de voto. Foi um claro golpe oportunista para atrair o voto das despeitadas eleitoras da Hillary Clinton, mas principalmente um agrado ao lado mais conservador do partido republicano, já que Palin está a direita de McCain em tudo. Se McCain se eleger e tiver um troço, o que é previsível, já que tomará posse como um dos presidentes mais velhos da história do país e tem problemas de saúde, os Estados Unidos terão na presidência a direita mais direita desde …Bom, desde Bush.
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Injustiça dizer que a intervenção do governo para salvar instituições financeiras prova que as leis do mercado não funcionam. A primeira lei do mercado é: quando em dificuldade, peça ajuda do governo.
20/09/08 às 13:18
Toda unanimidade é burra……CUNHÃO!!!!!!!!!!!!