ORFEU NEGRO
Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido. Este é o mote do texto do jornalista Fernando Jorge. Ele mesmo explica:
Na noite do dia 25 de setembro de 1956, estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a peça Orfeu da Conceição, do poeta brasileiro Vinícius de Morais (1913-1980). Esta peça é uma adaptação do mito grego do lendário cantor Orfeu, cuja lira, dotada de sons melodiosos, amansava as feras que vinham deitar-se-lhe aos pés.
Filho da musa Calíope, ele resgatou a sua esposa Eurídice do Inferno, após ela ter sido picada por serpente. A história de Vinícius decorre numa favela carioca, durante os três dias de carnaval.
Em 1959, o diretor francês MarceI Camus transpôs a peça para o cinema. Daí surgiu o filme Orfeu Negro, com músicas de Luiz Bonfá e Tom Jobim, a negra atriz americana Marpessa Dawn, os negros brasileiros Breno Mello, Lourdes de Oliveira e Adhemar da Silva. Cheio de belas imagens, como a do romper do sol na favela, a do aparecimento da Morte numa central elétrica, e ainda com o som dos sambas empolgantes, a película baseada na obra do letrista de “Garota de Ipanema”, além de alcançar grande sucesso comercial, ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em Hollywood.
Pois bem, nesse ano de 1959, uma jovem americana de dezesseis anos, extremamente branca, sem um pingo de sangue negro, chamada Stanley Ann Dunham, nascida no Kansas, resolveu assistir em Chicago ao primeiro filme estrangeiro de sua existência. Foi ver o Orfeu Negro, só com atores negros, paisagens brasileiras, música brasileira, história brasileira. Ela saiu do cinema em estado de êxtase, maravilhada. Adorou aqueles negros encantadores de um país tropical e logo admitiu:
“Nunca vi coisa mais linda, em toda a minha vida.”
Depois de tal arrebatamento, a jovem Stanley embarcou para o Havaí. E ali, aos dezoito anos, ela se tornou colega, numa aula de russo, de um jovem negro de vinte e três anos, Barack Hussein Obama, nascido no Quênia.
A moça branca do Kansas, influenciada pelo filme Orfeu Negro, entregou-se a ele e dessa união inter-racial, nasceu em 4 de agosto de 1961 um menino, a quem ela deu o mesmo nome do pai e que é agora, aos quarenta e seis anos, o primeiro candidato negro à presidência dos Estados Unidos.
No começo da década de 1980, ao visitar o seu filho em Nova York, a senhora Stanley o convidou para ver o filme Orfeu Negro. Segundo o depoimento do próprio Barack, no meio do filme ele se sentiu entediado, quis ir embora. Disposto a fazer isto, desistiu do seu propósito, no momento em que olhou o rosto da mãe, iluminado pela tela.
A fisionomia da senhora Stanley mostrava deslumbramento. Então o filho pôde entender, como se deduz da sua autobiografia, porque ela, tão branca, tão anglo-saxônica, uniu-se ao seu pai, tão negro, tão africano…
Não há dúvida, a sexualidade às vezes percorre caminhos misteriosos, que alteram de modo decisivo os rumos da história universal.
Se não fosse o fascínio da branca mãe de Barack Obama pelo filme Orfeu Negro, ela não se entregaria ao rapaz queniano, um preto retinto.
A rigor, sem o Brasil, sem a história do poeta brasileiro Vinícius de Morais, o filme Orfeu Negro não existiria. Portanto, se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido.
Faz sentido.



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10/11/08 às 8:25
HAHAHAHAH é impressionante como tentam tirar proveito de tudo. Realmente, agora Obama deve tudo isso a nós brasileiros, afinal, ele nem teria nascido. Quando Lula sair,deve entregar o cargo de presidente a ele, e aí todos em coro “eiro eiro eiro, Obama é Brasileiro”.
Forçou a barra aí, e bota força nisso
10/11/08 às 11:53
Atualiza esse site, Ailton! Até parece que você não viu o Fantástico de ontem quando um correspondente dos EUA disse, literalmente, que o Obama vai produzir suas próprias informações mantendo o seu site atualizado 24hs para neutralizar as distorções da mídia sobre seus discursos e ações. ADOREI!!! Você viu a reprodução do site com a comemoração da família no dia da vitória?
Acesse!
Acesse também http://www.mediamaters.com , que você vai ver a reprodução do comportamento da mídia de lá. Já inventram uma pesquisa para dizer que o americano é de centro direita. Qualquer semelhança é mera coincidência… A matriz faz escola.
10/11/08 às 11:58
Caro leo, leo Seabra, não há nenhuma forçação de barra, o que de fato existe são liames factuais que claramente dão sustentação ao que o nosso ilustre AILTON, quiz humanísticamente expressar.
Sr. leo, devemos aprender e apreender com a história, se a esquecermos, perderemos nossos vínculos e nossas raízes, sejam elas quais forem!
Um abraço
SUELDO.
10/11/08 às 12:05
Leo, antes de você escrever bobagem, leia a biografia de Obama. Aí meu Deus, que tédio.
10/11/08 às 13:20
Mil desculpas Deus Obama pela heresia. Ailton, prefiro ler a biografia de Obama daqui a uns 40 anos, quando estiver mais recheada e com fatos relacionados a sua presença na Casa Branca. Eu tenho uma lista enorme de coisas que preciso ler, vai demorar até que eu chegue aos “best sellers” da siciliano/NATAL/RN/2008.
10/11/08 às 13:51
Então pára de escrever bobagem, cara! A propósito, seus argumentos são uma cópia do que pensa o pistoleiro de aluguel de Veja. Ele ñão acerta uma.