Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)

OS LIVROS QUE FAZEM A CABEÇA DO MUNDO

Em 1997, para festejar seus 75 anos, a revista americana “Foreign Affairs” publicou uma lista de 62 livros que, pelo julgamento de um grupo de professores, fizeram a cabeça do mundo a partir de 1922.

Nela estão os suspeitos de sempre, “A teoria geral do emprego”, de Lord Keynes, as “Memórias” do general francês Charles De Gaulle, a “História da Segunda Guerra, de Winston Churchill, “Casa-grande & senzala”, de Gilberto Freyre, entre outros.

A lista se divide em blocos e contém dois critérios. Um regional. Outro, temático. Cada bloco foi selecionado por um acadêmico. Francis Fukuyama selecionou as obras políticas, o professor Kenneth Maxwell seis, e por aí vai.

Este blog cujo um dos papéis é civilizar os bárbaros selecionou 11 dos 62 livros da lista. Confiram:

- “1984”, de George Orwell. Trabalho de ficção. Mostra o mundo governado pela tirania do Grande Irmão.

- “Capitalismo, socialismo e democracia”, de Joseph A. Schumpeter. Clássico econômico. Diz que o socialismo não funciona, mas prevê o fim do capitalismo.

- “A Segunda Guerra Mundial”, de Winston Churchill. A história da guerra, contada pelo primeiro-ministro inglês que a venceu.

- “O mundo restaurado”, de Henry Kissinger. A política do primeiro-ministro austríaco Metternich na Europa pós-napoleônica. Um hino ao realismo político, com brilhantes perfis dos personagens da época.

- “A Primavera silenciosa”, de Rachel Carson. A bióloga americana descobriu e descreveu os efeitos malignos dos inseticidas sobre as lavouras. É um dos marcos fundadores dos estudos ecológicos. Na época, foi uma grande surpresa.

- “Casa-grande & senzala”, de Gilberto Freyre. Estudo essencial para a compreensão da sociedade brasileira antes da imigração européia do século XIX.

- “Dependência e Desenvolvimento na América Latina”, de FHC e do chileno Enzo Falletto. Fez a cabeça de uma geração de estudiosos da América Latina. Hoje não faz mais, nem a de FHC.

- “A política exterior dos EUA”, de Walter Lippmann. Publicado durante a Guerra, condenava o isolacionismo americano e previa a criação de uma comunidade atlântica. Lippmann era jornalista, pai de todos os babalaôs do gênero.

- “A tragédia da diplomacia americana”, de William Appleman Williams. É o primeiro livro de um americano sustentando que a Guerra Fria era muito mais um produto da diplomacia dos EUA do que da ação da União Soviética.

- “O Deus que falhou”, de Richard Crossman. Coletânea de depoimentos de intelectuais que foram comunistas porque sonhavam com a igualdade e se viram no pesadelo da ditadura. Entre eles, Arthur Koestler.

- “Memórias de guerra”, de Charles De Gaulle. A história da luta de um coronel para reerguer um país. De Gaulle, que acreditava na sua própria grandeza, suspeitou ter escrito nesse livro as últimas páginas da grandeza da França.

2 respostas para 'OS LIVROS QUE FAZEM A CABEÇA DO MUNDO'

  1. Ricardo Souza Diz:

    Taí Ailton um furo divulgado pela sua conteerrânia do seridó em seu blog de aluguel.Assembléia cultural na assembléia legislativa do RN terá com atração a banda cinzeiro de motel.Nome sugestivo e muito parecido com o nível de nossos parlamentares esteduais.Para tudo que eu vou ao Wc.

  2. Marcia Diz:

    Ailton,

    Faltou 01 livro na sua lista: “Como domar porcos selvagens”; autor: Luis Inácio Lula da Silva. Sem comentários.

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