OS VIVOS E OS MORTOS DO NYT
Um pérola jornalística chega às livrarias na próxima semana.
Chama-se “O Livro das Vidas” (Companhia das Letras, 312 págs. R$ 48).
Trata-se de uma coletânea de obituários publicados pelo “New York Times”. São 57 textos descrevendo com humor, ironia e notável poder de síntese, histórias de pessoas que dificilmente freqüentariam as páginas dos jornais. Gente como Angelo Zuccotti, o sujeito que cuidava da porta de El Marocco, famosa boate nova-iorquina (freqüentada por Jorginho Guinle).
Ou Anton Rosenberg, amigo dos beatniks Jack Kerouac e Allen Ginsberg, que tinha uma atitude tão cool e uma despreocupação e indiferença tão grandes que “nunca chegou muito a nada”.
Entre os autores dos obituários, dois destaques: Alden Whitman e Robert McG. Thomas Jr.
Whitman, imortalizado por Gay Talese como o “Sr. Má Notícia”, deu novo impulso a este tipo de texto ao entrevistar figuras famosas com o objetivo declarado de recolher informações para os seus futuros obituários.
Robert McG. Thomas Jr., pai das “biografias de gente desconhecida”, é autor de 657 obituários. Morto aos sessenta anos, tornou-se ele próprio personagem da seção.




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