PAIXÃO POR JOSÉ SERRA
O engajamento da grande imprensa em favor de José Serra está acabando com a reputação de alguns jornalistas.
É o caso de Nelson Motta. Em artigo publicado sexta-feira no jornal “O Globo” cujo título é “Paixão pelo amarelo”, ele analisa o comportamento do motorista brasileiro no trânsito desferindo socos e pontapés contra quatro capitais.
Diz Motta:
“”Em cidades mais violentas e inseguras como Rio, Recife, Belo Horizonte e Vitória, nem o sinal vermelho é respeitado, por motivos óbvios: para não ser assaltado, hoje um clássico urbano brasileiro”.
Cadê São Paulo?
Ora, só um maluco é capaz de achar Rio de Janeiro e Belo Horizonte mais violentas e inseguras do que a capital paulista, o que não é o caso de Nelson Motta.
Pelo visto, a paixão do jornalista é pelo José Serra.
Confiram, abaixo, o artigo:
Nas ruas de grandes cidades americanas e europeias sempre me admiro com o respeito, e o temor, dos motoristas pelas leis de trânsito. Não há horário ou pretexto para que algum carro avance com o sinal amarelo. Pode até ranger freios e pneus, dar um susto no passageiro, até mesmo levar uma encostada na traseira, mas ninguém cruza a faixa de pedestres no amarelo. Não só a multa é pesadíssima, como o infrator tem que comparecer ao tribunal, perde pontos na carteira, tem uma grossa chateação.
É um comportamento profundamente arraigado nos motoristas e um símbolo de convívio urbano civilizado.
Entre nós é justamente o contrário.
Porque no Brasil em geral, e no Rio de Janeiro em particular, a regra é aproveitar até o último restinho de amarelo antes do vermelho e ser mais esperto do que os outros. Pelo menos até o próximo sinal.
Em cidades mais violentas e inseguras como Rio, Recife, Belo Horizonte e Vitória, nem o sinal vermelho é respeitado, por motivos óbvios: para não ser assaltado, hoje um clássico urbano brasileiro.
O Estado é incapaz de dar segurança ao cidadão e não pode puni-lo por proteger sua própria vida. Mas mesmo em nossas cidades mais civilizadas o amarelo é como um extra, um bônus, um “chorinho” do verde.
Não é preciso ser nenhum professor DaMatta para perceber que, mais do que um mau hábito perigoso, é uma metáfora do nosso jeito brasileiro de ser. A pressa que leva ao atraso.
Acostumado a atravessar as ruas do Rio de Janeiro depressa, mesmo com a luz verde, e depois de olhar para os dois lados, até em vias de mão única, tive um choque de civilização em Roma quando descobri, incrédulo, que onde não havia sinal bastava colocar o pé na faixa para que todos os carros parassem imediatamente, em qualquer lugar ou horário, por mais movimentados que fossem.
Mas nós amamos tanto o amarelo, símbolo do ouro na nossa bandeira e na camisa da seleção, que o usamos até para mostrar desprezo. Se falta coragem a alguém em um momento decisivo, diz-se que amarelou. Como o senador Mercadante, que para não ficar vermelho por cinco minutos vai ficar amarelo o resto da vida.




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31/08/09 às 17:00
Para o PIB(Partido da Imprensa Bandida) São Paulo não têm problemas. São Paulo é hoje, uma das cidades mais violentas do Brasil, escritório do PCC, onde o governo Serra teve que fazer negociata com estes bandidos, casa de corrupção (exemplo claro, é o caso Alstom) e onde mais de 60 CPIs foram enterradas por Serra (lá não se investiga nada), escândalo da merenda (não noticiado) e a distribuição de verbas para a Globo e a Editora Abril de maneira vergonhosa para calar esta corja.
1/09/09 às 8:35
Meus guias culturais no quesito política, atendem pelo nome de: Ariano Suassuna, Chico Buarque de Hollanda, Gilberto Gil, Antônio Nóbrega, Osmar Prado… quanto a exclusão de São Paulo, é uma piada. Este senhor não representa nada para a cultura brasileira e tampouco para política nacional. É uma voz singularmente sem eco.
1/09/09 às 22:14
Serra não governa São Paulo, governa Sumpaulo!