Quem viu o Jornal da Globo ontem deve ter tido a mesma impressão: só faltou William Waack dizer que o pré-sal vai dar prejuízo ao Brasil.
O jornalista como faz habitualmente entrevistou um daqueles especialistas cuja especialidade é criticar o governo Lula. Senti falta de Arnaldo Jabor. A propósito, que fim levou levou o aspirante a Paulo Francis?
O carnaval continuou no Bom Dia Brasil com Alexandre Garcia que disparou:
“O presidente chegou a relacionar os beneficiários com a riqueza da profundeza: além da pobreza, educação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente. Isso é que é planejamento. Como o pré-sal vai começar a produzir em 2015, na melhor hipótese, são planos para quem suceder à pessoa que suceder ao presidente Lula”.
Como notou Luis Nassif, parece inacreditável, o presidente falando em benefícios que vão atingir as próximas gerações, e Alexandre não consegue enxergar além de 2015.
Nassif, pelo visto, não leu a manchete do “Estadão” sobre o assunto. É uma pérola: “Poço não rende óleo, só voto”.
Por favor, parem o mundo que eu quero descer. Ou subir.

A globo trabalha e sempre trabalhou contra o país. Não dou mais cinco anos para ela estar em terceiro no IBOPE, a não ser que so Democtucanos ganhem que mandará toda verba de publicidade para lá. É nisso que a globo está apostando. Vai se ferrar.
Como você, também fiquei bastante incomodada com a edição produzida pelo William Waack para desacreditar no governo e no planejamento estratégico do pré-sal. A imprensa corporativa brasileira não tem limites e cada dia mais joga com os entreguistas das riquezas nacionais. Só faltava chamar o Davi Zylbersztajn, que como se sabe, ascendeu na Petrobras durante o governo de Feranndo Henrique, seu ex-sogro e pregou a entrega do pré-sal às empresas que pagam US$ 50 mil por palestra do ex-sogro Fernando Henrique Cardoso.
São essas as oposições que fustigam Dilma e Lula.
Ailton, realmente esses veículos (folha e estadão)estão “ridículos”! Com um discurso desse (do presidente) era para gerar alegria, ate euforia! Criticar desta forma é simplório demais! Está longe de ser um crítica…
Mas isso já era de se esperar! Com um volume de investimentos “nunca antes visto na história desse país” acho “natural” que a oposição de conotação apenas “eleitoreira”!
Bem… na verdade eu estou doido para que chegue as próximas eleições para serem feitas as comparações com as administrações anteriores! Olha! Vai ser uma “surra”! Se a gestão atual terminasse neste momento já seria! Quiçá em 2010!
Quanto a Alexandre Garcia! Alguém precisa avisa-lo sobre o que é planejamento de LONGO E MÉDIO PRAZO!
Ah!
Por fim, Ailton!
Acho que o caso Sarney foi uma “besteira” grande do PT e do presidente Lula, discordei totalmente deles, porém, não vou deixar de apoiar o Programa de Governo que está fazendo esse país melhorar! Não tenho dúvida, que o presidente Lula já é o melhor presidente da história desse pa´s! O tempo e os fatos irão comprovar.
Alexandre Gracinha tá com saudades da ditadura militar. Por estas e outras que Chavez deu um tronco . É primordial acabar com as divulgações do governo federal e estatais na Rede Globo, Estadão e Folha SPAULO, urgente .
Ailton:
Já que você é potiguar, não dá p’ra você encontrar com a Lina Vieira aí na Praia do Forte ou na Praia do Meio ou em Ponta Negra e pedir a ela a data e a hora em que se encontrou com a Ministra Dilma.
E a agenda dela que foi dito que ela teria anotado o encontro com a Dilma, não dá para te mostrar, não ? Até agora, ela não desarrumou as malas da mudança ?
Acho a situação de Lina Vieira muito semelhante a de Nelsinho Piquet. Lina prevaricou, Nelsinho é cúmplice.
Vai ver que a imprensa quer montar uma empresa petrolífera.
Vai ver que o PSDB/DEMO/PPS querem se transformar numa concorrente da Petrobrás.
Eita racinha de merda para querer ver o povo brasileiro se fuder.
Vai Lula, tenha culhões que nem o Chávez e fecha essa imprensinha vagabunda aí.
Caro Ailton, a política é uma merda. Quem nela atua chega ao extremo da incoerência, da deslealdade, da falta de visão social, da iguinorância, da desumanadide, da irracionalidade e tantos outros adjetivos nesse sentido, que seria impossível cita-las um a um aqui na mensagem. Agora a oposição supera todos os absurdos feitos por ela e também pela pela situação conforme seus interesses, e tenta brecar o pré sal. É uma doidice.
Alexandre Garcia e William Wack me dão nojo. Tipos imundos, que só sabem se curvar aos patrões e tentar fazer do Brasil um lugar pior para se viver, um paraíso só para as elites financeiras e das comunicações. Odeio desejar o mal a alguém, mas essa gente, esses estelionatários do Brasil, vão ter o seu troco futuramente. O povo brasileiro vai acordar.
Gente, vou chover no molhado opinando sobre veículos de comunicação e seus interesses. Não existe desinteresse em pessoas, imagine em empresas, ávidas por faturamento, lucros.
Desconfie de qualquer veículo de comunicação elaborado pra ser um veículo comunicação, pois julgo blogueiros e semelhantes, até mesmo um simples indivíduo, um veículo de comunicação natural em potencial.
Aproveitemos a livre expressão enquanto podemos. Morreu gente pra que essa prática fosse presente hoje.
Do Alexandre Garcia… Não consigo me esquecer daquele quadro que ele fazia, acho que no Fantástico, quando a Globo estava na situação (onde ficou por muito tempo), onde ele apresentava uma série de piadinhas com os parlamentares, uma espécie de vídeo cacetada privada daquele antro. Todo sorridente e feliz com seus comparsas. Hoje ta aí… Putinho!!!
: D
Arnaldo Jabor escreveu ontem “Lula é irrevogável” em sua coluna semanal em o Globo…Você acha que os intelectuais estão com cara de paisagem….diante do nosso quadro político e social?
Terça-feira, Setembro 01, 2009
Lula é irrevogável Arnaldo Jabor
O ESTADO DE S. PAULO
Por que o Aluízio Mercadante não manteve sua “irrevogabilidade”? Porque não teve coragem de enfrentar o Lula.
Mas por que não teve? A razão é a mesma que acomete muitos intelectuais “não petistas”: o Lula é “inatacável”.
Poucas pessoas têm coragem de contestar um ex-operário, aparentemente honesto, que muito sofreu para chegar aonde está. Além disso, Lula tem a cor do que seria a pátina da “revolução”, de uma “justiça social” vaga.
Por isso, me pergunto: será que os intelectuais não veem que nossa democracia conquistada há vinte anos está sendo roída pelos ratos da velha política? Não se trata (nem estou pedindo) de esculachar o presidente.
Lula tem várias qualidades, mas está usando só os seus defeitos: autoritarismo de Ibope alto, “lua de mel consigo mesmo”, confusão conceitual no ensopadinho ideológico do “lulismo” (discursos populistas e práticas oportunistas), ausência de um plano concreto, além do virtual e midiático PAC, alianças com os mais sujos para “governar” e ficando incapaz de fazê-lo pelas mesmas alianças que agora o manietam.
A atitude de Lula de se colocar “acima” da política como sendo “coisa menor” é uma sopa no mel para corruptos e vagabundos. No dia seguinte à absolvição do Sarney, o PMDB não deu trégua e já quer mais emendas orçamentárias, no peito.
Alguns intelectuais ficam “angustiadinhos”: “Ah… eu tinha um sonho… que se esfumou…” — choram os militantes imaginários, e nada fazem.
A covardia intelectual é grande. Há o medo de ser chamado de reacionário ou careta. Todos continuam com a mania de que são “radicais” (como ser, por exemplo, corintiano doente).Continuam ativos os três tipos exemplares de “radicais”: os radicais de cervejaria, os radicais de enfermaria e os radicais de estrebaria.
Os frívolos, os burros e os loucos. Uns bebem e falam em revolução; outros zurram, e os terceiros alucinam. Eles padecem da doença herdada (resistente a antibióticos) de um voluntarismo com ecos stalinistas, cruzada com o germe do sindicalismo oportunista. Para eles, “administrar” é visto como ato menor, até meio reacionário, pois administrar é manter, preservar — coisa de capitalistas.
Lula é um dogma. Diante dele, abole-se o sentido crítico. É como desconfiar da virgindade de Nossa Senhora. Fácil era esculhambar FH.
Volto a dizer: não quero que “demonizem” o Lula; pelo contrário, quero até que o ajudem nesta armadilha em que o país (e ele) caiu por sua atitude.
Lula viaja nesta maionese ambivalente (que até o “The Economist” denuncia) de leninismo sindicalista com apresentador de TV, um mix de Waldick Soriano com Getúlio.Com essas alianças, Lula revigorou o pior problema do país: o patrimonialismo endêmico que tinha diminuído depois de FH. Temos agora uma espécie de “patrimonialismo de Estado”: boquinhas para pelegos (200 mil) e pernas abertas para o PMDB.
Estamos diante de um momento histórico gravíssimo, com os dois tumores gêmeos de nossa doença: a direita do atraso e a esquerda do atraso.
Como escreveu Bobbio, se há uma coisa que une esquerda e direita, é o ódio à democracia.
Esta crise é tão sintomática, tão exemplar para a mudança do país, que não podia ser desperdiçada pelos pensadores livres. É uma tomografia que mostra as glândulas, as secreções do corpo brasileiro — um diagnóstico completo. Este espasmo de verdade, esta brutal explosão de nossas vísceras, talvez seja perdido, porque as manobras do atraso de direita e do atraso de esquerda trabalham unidas para que a mentira vença.
E intelectuais sérios, artistas famosos e celebridades não abrem a boca. Onde estão os velhos manifestos de que eles gostavam tanto? Quando haverá manifestações da sociedade para confrontar a ópera-bufa que rola à nossa frente? As denúncias foram todas provadas, a imprensa denuncia e é ameaçada, enquanto os canalhas se sentem protegidos pelo labirinto do Judiciário. E não se trata mais de mensalões e mensalinhos, netinhos ou netinhas nomeadas, trata-se da implosão de nossas instituições republicanas, feita pelos próprios donos do poder.
Brasil está entregue à mentira oficializada, manipulada por governo e Legislativo, num jogo de barata-voa com as denúncias, provas cabais, evidências solares, tudo diante dos olhos impotentes da opinião pública. E homens notáveis do país estão calados. Quando se manifestam isoladamente, são apenas suspiros esparsos, folhas de outono, lamentos doloridos…
Mudar é trair para os tais “radicais” dos três tipos. Ninguém tem coragem de admitir a invencibilidade do capitalismo global, com benesses e horrores (como a vida). Ninguém abre mão da fé em utopias ridículas — o presente é chato, dá trabalho, preferem um futuro imaginário.
Não admitem que um “choque de capitalismo” seria a única bomba a arrebentar a casamata paralítica do Estado inchado, gastador e ineficiente, e que isso seria muito mais progressista que velhas ideias finalistas, esse “platonismo” de galinheiro sobre o “todo, o futuro, o ser, a História”.
Eles não abrem mão dessa “elegância” filosófica ridícula. Só pensam no que deveria ser e não enfrentam o que inexoravelmente é. Preferem a paz de suas apostilas encardidas. Há uma grande indigência teórica sobre o Brasil contemporâneo.
Ignoram a estrutura colonial e preferem continuar com teses mortas.
O mito do messianismo é muito forte, com sua origem religiosa. Não entendem que o homem de “esquerda” de hoje tem que perder fé e esperança, e que o verdadeiro progressista tem de partir do não sabido e inventar caminhos.
Só uma força plebiscitária poderá mover esta grande pizza envenenada.
Por isso, pergunto, como os antigos: Quando haverá uma manifestação séria da opinião pública? Uma ação continuada de notáveis da República para impedir este jogo de carniça entre os três poderes, essa vergonha que humilha o Brasil? Vamos continuar de braços cruzados?
A democracia para este déspota é aquela que beneficia a elite que ele defende, ou talvez, até faça parte. É muito difícil para ele, aceitar que o povo mais humilde, tenha acesso a informação, a educação, a alimentação, ao trabalho e a uma melhoria de vida. O que ele quer, é a volta de um Brasil de previlégios e de mendicância. Quer enganar a quem?
É bom lembrar de Sardenberg que num mesmo comentário detonou o “pífio” crescimento de 4% do PIB brasileiro e em menos de yum minuto de comentários altamente especializados, fechou PARABENIZANDO a Alemanha pelo crescimento de 0,4%. É um gênio!