Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)

PARIS, TE AMO

PARIS

Tento nesses últimos e agitados dias de dezembro dividir meu escasso tempo com livros, filmes e as obrigações domésticas. Não tem sido fácil. Mas já li três livros esta semana. O primeiro deles foi “Vale Tudo”, a biografia de Tim Maia, escrita pelo jornalista Nelson Motta. O segundo “A arte de escrever”, de Schopenhauer.

Hoje pela manhã encerrei a leitura de “Paris França”, de Gertrude Stein, motivado pelo filme “Paris Te amo” que vi há poucos dias. O livro não tem nada a ver com o filme, são coisas distintas, o que une as duas obras – como revela o título – é Paris.

É uma delícia ler Stein, a forma como ela descreve a capital francesa, um lugar excitante e calmo, e onde até os bichos de estimação são civilizados.

“Há duas coisas que os animais franceses não fazem, os gatos não brigam tanto e não uivam tanto e as galinhas não ficam atarantadas ao correr  de um lado para o outro da rua, quando começam a atravessar a rua elas seguem em frente que é o que também faz o povo francês”, escreve.

Americana da Pensilvânia e criada na Califórnia, Stein mudou-se no início do século XX para Paris onde viveu até morrer, em 1946.
Ela – como a maioria de seus colegas - achava que os escritores precisavam de dois países, e Paris, segundo Stein, era o lugar certo, naquele momento, para se estar.
“Os vitorianos ingleses sentiam-se assim em relação à Itália, os americanos do início do século dezenove sentiam-se assim em relação à Espanha, os americanos de meados do século dezenove sentiam-se assim em relação à Inglaterra e minha geração de americanos do final do século dezenove, sentia-se assim em relação à França, explica Stein.”

Para ela, e isso fica claro no livro, o escritor só podia ser livre em um país diferente, não aquele onde se nasceu.

Faz sentido.

Estou de malas prontas para Paris, macacada.

Lá, quem sabe, serei um menino feliz.

5 respostas para 'PARIS, TE AMO'

  1. Vivian Martins Diz:

    Tem tempo q eu não leio nada.
    Acho que quase um mês já.
    Próxima semana vou tentar começar Mein Kampf(minha luta) de Hitler,dizem q é bom.

  2. Sérgio Vilar Diz:

    Beba mais de Schopenhauer. É a melhor embriaguês!

  3. Welllington Diz:

    Aconselho uma pinga no boteco de Mané doido.

    Hehehehehehe

  4. ailton medeiros Diz:

    Sempre leio Schopenhauer, Sérgio, é uma maravilha para o espírito. Além de vinho, costumo me embriagar com sua filosofia. E já que o assunto é botequim literário, adoro ler Schop ouvindo Bach. rs.

  5. NILZA Diz:

    FELIZ VIAGEM! QUE DEUS O PROTEJA!

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