Aílton Medeiros
"Não consigo tomar partido por um sujeito, por um partido, por uma classe, por um país, por um filósofo, ou mesmo por uma filosofia, por um poeta, por uma escola literária, por um regime político. Tenho horror ao um..." (Alceu Amoroso Lima)

PELO TELEFONE

A “Folha” repercutiu em sua edição de hoje a medida do corregedor do Tribunal de Justiça do RN, Cristóvam Praxedes, de monitorar os juízes da Taba pelo telefone.

Tá certo, lugar de magistrado é no gabinete. E não em festinha de madame como faz um deles, muito conhecido dos colunistas sociais.

Bota pra quebrar Praxedes.

Por MATHEUS PICHONELLI

Um método para fiscalizar se juízes estão trabalhando em suas comarcas, implantado pela Corregedoria de Justiça do Estado, está causando polêmica no Rio Grande do Norte. Desde 2007, o corregedor-geral do Tribunal de Justiça, Cristóvam Praxedes, controla magistrados telefonando aos gabinetes.

Quem não for encontrado em três tentativas num mês pode responder a processo administrativo. O “sistema” foi implantado por meio de provimento e é contestado pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e pela Amarn (Associação dos Magistrados do RN). Elas pedem anulação do provimento no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que já negou o pedido em caráter liminar.

Para o presidente da Amarn, o juiz Madson Ottoni de Almeida Rodrigues, o magistrado é agente político e não pode ser enquadrado como servidor comum. Assessor do corregedor disse que ele só atenderia à Folha na segunda.

6 respostas para 'PELO TELEFONE'

  1. Astrogildo Fumaça Diz:

    “Faz alguns deles” !
    Assim tá danado, Aílton!

  2. Ney Fonseca Diz:

    Parabéns ao sr. Corregedor!As transformações que estão acontecendo no Brasil,não se tornarão viáveis,se não ocorrer mudanças radicais no poder judiciário .Ao lado de uma reforma política verdadeira.Cumprimentos ao melhor blog da cidade.

  3. Altério Diz:

    Sem preconceitos, mas existe uma geração de novos Juízes e promotores “muy machos” e juízas e promotoras, digamos “festeiras”, desse jeito fica difícil dar expediente em comarcas do interior, a galera adora o brilho!

  4. Vanessa Diz:

    Em parte o Desembargador tem razão, mas para enquadrar juiz que não trabalha, sempre houve e sempre haverá mecanismos eficientes para isso. Como parece que sempre houve e sempre haverá juízes com “costas largas” para os quais o telefone nunca tocará. Para alguns o desembargador corregedor é cego, surdo e mudo.

    Hábito de faltar ao expediente é coisa de juiz da geração passada. Os novos juízes são aqueles que estão movimentando o judiciário do RN, tanto o estadual como o federal. Vcs acham que Mário Jambo(juiz federal) tem quantos anos de magistratura? Vcs acham que os juízes que estão com pauta zero no interior têm quantos anos de vida e de magistratura?

    Talvez fosse melhor o desembargador corregedor se preocupar com os casos específicos e notórios, ao invés de ficar “jogando pra platéia”, quando é pra resolver não resolve. E vai ficar tudo como dantes no quartel de abrantes. Quem trabalha continuará, quem não trabalha, continuará nas festas e colunas sociais.

  5. Silva Diz:

    E olha que são os servidores públicos mais bem remunerados.

  6. Vanesso Diz:

    Vanesso diz:

    Pelo discurso e a veemência como combate a sadia fiscalização que a Corregedoria vem realizando contra os “maus” juízes (os bons juízes estão sem suas comarcas, trabalhando), inclusive insinuando conhecimento do dia-a-dia dessa repartição do judiciário, Vanessa só pode ser juíza ou um juiz disfarçado por um pseudônimo.

    Provavelmente a revolta advém do fato de não poder mais chegar ao expediente na terça-feira e voltar para Natal na quinta, como habitualmente acontecia antes da fiscalização do Corregedor e como alguns ainda teimam em fazer apesar de todo o ambiente contrário à irresponsabilidade profissional.

    Tem fórum, por exemplo, que só faz audiência na terça, quarta e quinta-feira. Isso é sintomático. A Corregedoria tem controle disso. Se engana quem pensa que a fiscalização é aleatória.

    Enquanto o CNJ permitir, o desembargador Cristóvam Praxedes deve, sim, continuar seus telefonemas nas segundas-feiras pela manhã e nas sextas-feiras no final da tarde. O cidadão, se quiser, pode colaborar, procurando os fóruns e cobrando a presença e a cortesia dos juízes e do corpo de funcionários da Justiça local

    Os juízes defendem que não podem ser fiscalizados porque são agentes políticos e não funcionários comuns. Que prestem este agenciamento político de segunda a sexta-feira à população que precisa deles.

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